segunda-feira, 28 de abril de 2008

João Victor, Parabéns!!!


11 anos...
Ele chegou.
Menino branquinho de mãos pequeninas e inquietas.
Rosto redondo de olhos e boca bem desenhados.
Um anjo
Ontem e hoje
Sempre, meu pequeno João
Te amo!!!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

(...)




Era uma vez uma centopéia que sabia dançar excepcionalmente bem com suas cem perninhas. Quando ela dançava, os outros animais da floresta reuniam-se para vê-la e ficavam muito impressionados com sua arte. Só um bicho não gostava de assistir à dança da centopéia: uma tartaruga.
— Na certa porque tinha inveja.
— "Como será que eu posso conseguir fazer a centopéia parar de dançar?", pensava ela. Ela não podia simplesmente dizer que a dança da centopéia não lhe agradava. E também não podia dizer que sabia dançar melhor que a centopéia, pois ninguém iria acreditar. Então ela começou a bolar um plano diabólico.
— Que plano era esse?
— A tartaruga pôs-se, então, a escrever uma carta endereçada à centopéia: "Oh, incomparável centopéia! Sou uma devota admiradora de sua dança singular e gostaria muito de saber como você faz para dançar. Você levanta primeiro a perna esquerda número 28 e depois a perna direita número 59, ou começa a dançar erguendo a perna direita número 26 e depois a perna esquerda número 49? Espero ansiosa por sua resposta. Cordiais saudações, a tartaruga".
— Que coisa de doido!
— Quando a centopéia recebeu esta carta, refletiu pela primeira vez na sua vida sobre o que fazia de fato quando dançava. Que perna ela movia primeiro? E qual perna vinha depois? E você sabe, Sofia, o que aconteceu?
— Acho que a centopéia nunca mais dançou.
— Foi isso mesmo. E é exatamente isto que pode acontecer quando o pensamento sufoca a imaginação.


(...)


O Mundo de Sofia

De Jostein Gaarder

Cia. das Letras, São Paulo, 1998

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Simples, por Daniel Terceiro


Vivemos cercados de simplicidade. Parece que nós, Humanos, sempre soubemos que a Felicidade é simples, que Deus é simples. Mesmo aqueles de nós que viviam e vivem sob diversos deuses reconheciam que para além e aquém destes existe algo que é a própria simplicidade.
Mesmo nesses tempos de multiplicidade e individualismo – que nada são, mas dois lados da mesma moeda, moeda esta que não parece comprar felicidade nem tranqüilidade – ainda cremos que na base existe algo simples e único. A palavra do dia é “quântico”, o que não faria surpresa nenhuma aos gregos atomistas, diga-se de passagem.
Mas, apesar de reconhecermos essa simplicidade, ainda complicamos, somamos, multiplicamos tudo o que temos.
No início nos foi dada uma vida. Um óvulo, um espermatozóide, simples assim. Mas, o tempo e a necessidade, como um prisma tocado por um feixe de luz, abriram o leque de vontades. Sem percebermos viver vira: comer, dormir, querer atenção e abrir os olhos para a multitude que nos cerca.
E, agora, ainda mais. Vivemos na era do marketing, que nos vende necessidades desnecessárias; acredita-se que só se anda pra frente, somando passos; e até mesmo que “menos é mais”. As alternativas á essas idéias viram piada, e mesmo a pessoa chamada espiritualizada (como se houvesse mesmo um espírito maniqueísta no mundo que separa como navalha a realidade) precisa fazer tanto, precisa de tanto, tem que fazer tudo antes de buscar o ócio. O qual o negócio nega de maneira tão drástica.
As tardes tranqüilas são pontuadas pelo toque insistente e incessante dos toques telefônicos, polifônicos, estereofônicos até.
A verdade é que existe complexidade na vida, existem dificuldades e necessidades. Mas multiplicá-los é mesmo necessário? No início nos foi dada uma vida, uma semente que cresce em árvore, pra cima e pra baixo. E a você é dado perguntar: eu quero tirar cada folha, pra catálogo; conservar cada fruto, para futura referência; e cortar o tronco em taboas, pra construir algo “mais útil”; ou não seria melhor deixá-la crescer, só cuidando com o adubo (que, sim, inclui também esterco), aproveitando cada fruto, se vem, quando vem, como vem
?

sábado, 5 de abril de 2008

AMIZADE


Outro dia estava com um pessoal conversando e de repente surgiu o tema "Ter Amizade". Cada um narrava algum fato ocorrido em suas vidas e eu escutando, atentamente, conclui que em muitos grupos há muitos colegas e somente poucos amigos.
Isso não é novidade, afinal todo mundo sabe que amigos são poucos.
Fica pobre ou sem nada e deixa de oferecer festas e divertimentos para ver o que acontece. Desaparecem os chamados "amigos". Está claro que esses "amigos" na realidade são colegas.
Uma pessoa está triste e surge um problemazinho? Não tenham ilusão, porque muitos desses "amigos" desaparecem. Um e outro podem até aparecer, mas somente para saber o que aconteceu e depois ter assunto para críticas e comentários.
Alguém está alegre, feliz e de bem com a vida? Tenham certeza de que a inveja aparece e alguns desses "amigos" revelam-se negativamente.
Hum! E quando é mulher bonita e poderosa que vai a um encontro de mulheres? Sem resposta… Ufa! Não é fácil. O pior é que não tem jeito, todo mundo precisa relacionar-se e permanecer num grupo, para trocar idéias e distrair-se um pouco. O humano precisa disso.
Assim sendo, saber conviver com as pessoas é uma arte, que exige de todos nós muita paciência e tolerância. Recomenda-se treinar a paciência e tolerância, diariamente.
O melhor mesmo é saber identificar a diferença que há entre coleguismo e amizade.
Pronto, uma vez identificado quem são os colegas, então, não devemos esperar que se comportem como amigos. Daí, não tem problema. Está tudo muito bem, no controle.
Coleguismo é muito simples. Podemos fazer colegas nas festas, nos passeios e até nas férias.Desses colegas são raríssimos os que tornam-se nossos amigos.
São, uns deles, alegres e divertidos; outros são simpáticos e amáveis; e outros têm bom papo.
Nos encontros de colegas tudo é festa e alegria. Mas cuidado, porque, às vezes, como em toda festa surge uma ressaca… uma dor de cabeça danada… Também, não prestou a atenção… caiu na bobagem de falar demais… Olha só no que deu… probleminhas de ti-ti-ti…
Com colegas não devemos falar em demasia, nem dizer o que pensamos, só devemos manter o astral legal, dando risadas de tudo e, é claro, conversar abobrinhas com alguns deles. É melhor assim. Vai por mim…
Não se preocupem se um colega não quer mais papo com você. Tudo bem, porque logo vem outro para substitui-lo. Ah! era colega mesmo. Nada de importante .Devemos desejar felicidades e dizer; foi bonzinho enquanto durou…
Não é a primeira vez que um colega vai embora sem mais e nem menos. Muitos já se foram, passaram pelas nossas vidas sem registrar nada de importante. A esses, que nada fizeram nem de bem e nem de mal, devemos simplesmente desejar felicidades. Passou…Até a vista…
Por outro lado, existe a amizade de verdade.
A amizade de verdade é outra coisa. É um sentimento raro, lindo e duradouro. Não há nada que destrua uma relação verdadeira de amizade.
Não há distância e nem outros fatores que possam destruir uma verdadeira amizade. O laço é forte e o amor e o sentimento estão presentes nessa relação.
Nessa relação de amizade exige-se confiança e fidelidade. Há uma cumpricidade mútua.
Os nossos amigos do coração estão nessa relação de amizade. São poucos, mas são preciosos.
Esses, sim, são importantes e necessários, para as nossas vidas. Eles são o alimento de nossas almas e dão sentido a nossa existência. Esses amigos estão contidos numa energia cósmica, porque só assim justifica-se o fato de muitos estarem longe, num outro continente e continuarem presentes na nossa existência, alimentando as nossas almas e dando sentido as nossas vidas.
Não importa há quanto tempo não os vimos e nem a distância em que se encontram, porque o sentimento de amizade, o amor que existe na relação transcendem, dando a certeza de que somos queridos, amados por esses poucos amigos. Eles estarão sempre presentes, dando-nos forças nos momentos em que mais venhamos a precisar de conforto e compreensão.Com certeza, na tristreza e na alegria são esses amigos que estarão conosco.
São esses amigos que devemos cuidar com muito carinho e atenção, respeitando sempre a individualidade de cada um deles, estando prontos para estender as mãos no momento em que precisarem.
Se um desses poucos amigos do coração magoar-me ou deixar de existir, aí, sim, eu ficaria numa enorme tristeza, podem acreditar.
Distinguir a diferença entre coleguismo e amizade é fácil; é só ficarmos atentos as atitudes, porque são elas que revelam toda a verdade de uma relação.
Devemos ficar atentos às atitudes das pessoas. Isso é extremamente importante em todas as relações humanas.