sexta-feira, 28 de maio de 2010

Que Decepção - Fúria de Titãs 2010 beira o ridículo!


Na última terça-feira meu filho foi assistir Fúria de Titãs e voltou fascinado. Adorou. Assistiu numa sala comum, sem os efeitos do 3D, mas comentou com detalhes próprios da linguagem dos 13 anos os efeitos pra lá de especiais do filme. “Mãe, é muuuito legal, muuuito bom, fulano é muuuito irado, o ciclano luuuuta muito, o beltrano é muuuuito maneiro...” (Porque aos 13 anos tudo é “muito”?... rs)
Eu já estava ansiosa pra ver – acho que todos os maiores de 35 anos que assistiram o original de 1981 estava ansioso – e não pensei duas vezes. Despenquei para Botafogo com meu Rodrigo Mayo inseparável, numa sala com som perfeito e 3D, claro!
Que decepção.
O filme vai de bobo à meio engraçado. Chega a beirar o ridículo por tamanho mau gosto.
A direção (Louis Leterrier) é muito fraca e deixa todo o elenco completamente perdido: Sam Worthington faz um Perseu burro e Ralph Fiennes um vilão canastrão. Liam Neelsen fazendo Zeus ofusca. Não por ser bom, é porque sua roupa é branca que dói! O monstro Kraken apaece por dois minuto e ... Melhor parar porque muitos ainda assistirão...
O 3D, que foi feito as pressas – 8 semanas – depois do filme pronto para abocanhar esse novo mercado, é muito ruim e não funcionou em 98% do filme. Li em algum lugar que a única diferença em assistir Fúria de Titãs em 3D para o comum era o preço do ingresso. Pior que é!!! Dinheiro jogado fora!
É ruim, muito ruim. Toda tecnologia usada não consegue livrar o filme de ser fiasco do ano.
Eu já havia lido milhares de críticos metendo o pau no filme, mas não me ligo muito a isso, geralmente sou de opinião contraria a eles. Dessa vez me ferrei!
Vou caçar o clássico trash dos anos 80 com o romântico Perseu em sua toga branca lutando com o Kraken em stop-motion, apresentar ao meu filho, fazer uma bacia de pipoca e me divertir de verdade!!

domingo, 23 de maio de 2010

O Melhor e o Pior

Geralmente quando estou trabalhando ou simplesmente navegando aqui pelo note, seja na mesa ou na cama – inverno é um problema, debaixo das cobertas até na internet – a TV está ligada e de vez em quando dou uma espiada de rabo de olho para algo que chame minha atenção. Mas na maioria das vezes apenas escuto mesmo. Sei contar as histórias dos filmes e novelas sem nem conhecer o rosto dos personagens.

E ultimamente duas coisas me fazem parar completamente o que estou fazendo para escutar com atenção. Uma me faz sorrir, outra me dá vontade de chorar...

Um comercial de seguros da SulAmérica fez uma Ode ao Aborrecimento e é impossível não sorrir ao “escutar” o tal comercial!


“Ah, o aborrecimento!

Nada como um probleminha que não possa virar um problemão...

Aquele minutinho de dor de cabeça que acaba com seu dia!

Leva embora seu tempo, seu humor, sua paciência...

E os xingamentos?

Ah, os xingamentos! O aborrecimento em forma de poesia...

Pra que sorrir se você pode gritar, resmungar, esbravejar?!

- Aborrecimento é assim: se você não resolve logo, acaba tendo que se acostumar com ele...”




Já a Globo coloca no ar de hora em hora uma propaganda da Som Livre do novo cd do Aviões do Forró (hã?!) Chorar é a coisa mais sóbria e educada que dá vontade de fazer. Quem tem tendências depressivas como eu, pode acabar se matando de desgosto e vergonha em escutar pérolas como:

“Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva”

ou

“O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo”

ou

“Ela vai de saia de bicicletinha
Uma mão vai no guidom e a outra tapando a calcinha”



É ruim, ruim, ruim, ruim, ruim demais!!!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Conversa Afiada


As noites de conversas amistosas com amigos sempre são bem vindas. No aconchego da nossa casa ou de uma casa onde somos bem recebidos, melhor ainda. E o que dizer quando essa reuniãozinha se dá na cozinha, no calorzinho do forno acesso de onde saem coisinhas gostosas para beliscar e acompanhar as piadas e os debates que se sucedem a mesa??

Mesa boa é assim: rola conversa afinada e afiada. Se fala do cotidiano. Da dieta que não foi feita, da rotina do trabalho, da limpeza da casa, de como as mulheres são de Venus e os homens de Marte. Isso sim dá discussão, mas se somos (nós, mulheres) maioria a mesa a coisa sempre fica a nosso favor. E se não fica, falamos mais alto e mudamos de assunto para não dar razão aos tais marcianos.

Como concordar com os marcianos quando eles insistem em dizer que pensamos da mesma forma que eles quando o assunto são os relacionamentos amorosos?? Com eles o casamento que está maçante se arrasta por tempo indeterminado por pura acomodação e quando acaba, por iniciativa das mulheres, eles logo tratam de se aninhar nos braços de alguma periguete com metade de sua idade.

Alguma mulher faz isso???

Por favor, alguém aí levante o dedo e confirme isso pra mim.

Porque eu nunca me imaginei numa situação dessa e acredito que estou com a maioria.

Eles falam que a tal periguete acrescentam vivacidade e dinamismo as suas vidas. SEI!

O desfile com a ninfeta pela rua mais badalada da cidade é o que importa. Estou enganada?

As venusianas estão muito mais interessadas em reorganizar suas vidas administrando as contas com o ínfimo salário do mês e equilibrando o orçamento com programas de qualidade acompanhada dos bons amigos. Se num desses programas algum bebê nos rende um elogio, sorrimos com o ego massageado, pode rolar algo mais, mas nem por isso saímos desfilando de braços dados com o menino pela cidade.

Vejam, não estou aqui criticando quem faz. Mas acredito que a grande maioria não faz.

Mais uma vez pergunto: estou enganada???
Não adianta... Homens e mulheres pensam de forma muito diferente. E não é questão de idade ou escolaridade ou fatores financeiros ou religião ou ou ou... Homens são homens, mulheres são mulheres e pronto.

Mas essas discussões são extremamente saudáveis entre amigos queridos e terminam sem soluções, ninguém dá o braço a torcer e a única coisa que resta é brindar às diferenças que sempre irão atrair homens e mulheres!!!



quinta-feira, 13 de maio de 2010

O surto nosso de cada dia!


Estava tentando adaptar um texto para o espetáculo de teatro e me peguei imaginando o que me irritava demais nessa vida para escrever sobre os surtos nossos de cada dia.


Imaginem a cena:


Lugar: Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Dia: 24 de julho, ápice do inverno.

Horário: 02h35min da madrugada.

Temperatura: 8 graus

Sensação térmica: -5 graus


Colocar o dedo para o lado de fora da janela por mais de cinco minutos é caso de congelamento certo com direito a amputação depois, mas dentro do quarto tudo é calor. Tudo aconchegante com aquecedor ligado, vários edredons na cama, moleton, meias de lã...

De repente uma vontade imennnnnnnnsa de fazer xixi. A vontade de fazer xixi no frio aumenta drasticamente como se fosse um castigo divino de algo que ficou mal resolvido na última vida.

Como é mesmo o nome daquele penico que usam em hospitais para os doentes que não podem se levantar?* Porque eu não tenho um destes???

Tá, pensar essas besteiras não aliviará minha bexiga. Não tem jeito. Rastejo lentamente para fora da cama tentando me mexer o mínimo possível, para não espantar o calorzinho do corpo. O banheiro fica ali, a três cômodos do quarto, mas parecem quilômetros sem fim. Nem acendo as luzes e sigo tateando o caminho. E no terceiro passo para dentro do banheiro algo sai errado...


AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH EU MATO ESSE FILHO DA P#T#. QUEM FOI O CORNO DO C###LH# QUE TOMOU BANHO E INUNDOU A M#RD# DO BANHEIRO?? QUEM FOI O DESGRAÇADO DE UMA P#RR# QUE SAIU DO BOX PINGANDO DEIXANDO POÇAS DO TAMANHO DE C#S NA P#RR# DO CHÃO DO C###LH#??? EU MATO!!! V##DO, FILHO DE UMA P#R#NH# DESGRAÇADA DE UMA P#RR#...


Meias molhadas!!!

Quase nada...

Fresca?? Eu????

Que isso... e nesse dia eu nem estava com TPM!!!

* O nome do tal penico de hospital é comadre!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Volta do mundo, mundo dá volta!!!






No último sábado a programação foi o que se pode dizer melhor impossível. Um pacotão de cinema, teatro e dança num dia de sol e noite fresca no Rio de Janeiro.

Alice na viagem da dupla Depp/Burton é excepcional. Opinião de mera espectadora, porque a crítica esta caindo de pau. Como eu não dou muita trela para críticos de cinema, ADOREI.


Corre de Botafogo para o Flamengo, cai no Espaço Oi e Paula Águas é encantadora com As Fábulas de Da Vinci, dança para crianças de todas as idades, uma delicia. Pausa para o café e tempo livre para andar a toa na Lavradio e no fim da feira. Quero pegar essa feira no começo e com dinheiro, porque é interessantíssima. E o teatro. Ali mesmo na Lapa, na Escadaria Selaron, Teatro da Cia dos Atores, As Engrenagens. Um texto quase bizarro , mas só quando esquecemos que a vida não é teatro. Bons atores, boa direção, boa produção deu no que deu: fechamento de sábado cultural com chave de ouro. Epa, fechamento não, faltou falar dos ótimos amigos que só engrandeceram o dia - Rosa, César, Laila e Renata, a Gaspar! e depois Joice Marino, a mãe sem vergonha dAs Engrenagens (rsrs) -, das conversas animadas na mesa do bar, da cerveja gelada que não podia faltar!


E quando estávamos subindo a serra, ou quando já estávamos na serra propriamente dita, o sono me atacou, mas anda escutava o radio ao fundo com Renata, a Gaspar, entusiasmada com uma versão de Parabolicamará do Gil.


“Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia
Que o balaio ia escorregar”

- Isso e poesia de Gil, só ele mesmo, dizia a moça do banco da frente.


Casa, banho, desaba na cama...


Me esqueci desse detalhe até ouvir a tal versão outra vez na rádio na tarde de terça sem conseguir identificar quem a cantava. E não é que estava bonita mesmo. Fuça daqui, fuça dali, Santo Google me auxilia e descubro Anna Ratto.

Palhinha da página da moça: “Segundo cd de carreira, ‘Girando’ vem reafirmar a paixão de Anna Ratto pela cultura popular. Anna apimenta o tempero de sua apresentação com a influência marcante de ritmos do nordeste. Os arranjos mostram uma leitura modernizada, no estilo MPB pop, com o peso das alfaias do maracatu.”

Tem como ficar ruim???

É a dica, procurem para ouvir, conhecer e com certeza, gostar!