quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E de tanto gostar...


Gosto de boas conversas

e gosto também de ficar quietinha de vez em quando

Gosto de mãos dadas

Gosto de longos abraços

Gosto de paparicar, de presentear

Gosto de dias nublados

Gosto de fazer vontades para depois cobrar com favores sexuais... rs

Gosto de sexo!!!

Gosto de estar apaixonada

Gosto de beijar atrás da orelha

Gosto de ir a livrarias e percorrer junto as prateleiras

Gosto de café na cama

Gosto de ficar na cama

Gosto de rir

Gosto de pés descalços

Gosto de viajar, de conhecer

Gosto de fazer compras a dois

Gosto de olhar no olho

Gosto de toques e sorrisos

Gosto de filmes românticos

Gosto de lembrar

Gosto de banhos quentes

Gosto de falar de mim

Gosto de longos telefonemas

Gosto de Sinatra a dois

Gosto................

Parei para pensar...

e sorri

e me vi

Gosto de parar para pensar e me perguntarem em que estou pensando

* - gostamos de muitas coisas...

- sorriu , se viu...???

acho que agora fiquei piegas, né?

* - não...

- imagino quão ardorosa deves ser...

Ultimamente estou tentando não gostar tanto para não me machucar

Mas se for avassalador... aí não tem jeito

domingo, 26 de setembro de 2010

O Duelo

"A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só"

Não existe nada mais nojento na face da terra!

Claro que existe, mas falando assim a coisa toda fica mais dramática!!!

Tudo aconteceu quando eu estava lavando a louça em casa à tardinha, aquela que os filhos vão largando depois que você já arrumou a cozinha depois do almoço: milhares de copos, alguns talheres, canecas, xícaras. Parece que mora um batalhão quando na verdade somos só 4! Distraída, com a TV ligada em algum programa sensacionalista, vi passar algo correndo pelo chão. Algo minúsculo e marrom. Aquele ser odiado por 99% das mulheres, com suas patinhas serrilhadas e peludas, suas anteninhas movendo-se sem parar, seu corpinho cascudo que estala quando algum ser humano macho insiste em matá-la com um pisão. Sim, porque nós, mulheres, matamos de forma mais sutil.

Então pensando em toda sutileza que poderia usar contra aquela minha inimiga mortal, me armei com uma vassoura numa mão, um inseticida na outra e troquei os chinelos pelas galochas. Pedi aos céus para me ajudar naquela luta feroz e entrei na arena. Minha adversária olhou para mim e correu para debaixo da mesa. Arrastei a mesa e ela veio para cima de mim. Com um grito, dei um pulo pra trás e por alguns momentos a perdi de vista. Foi o suficiente para ela correr para embaixo da geladeira e me fazer ajoelhar diante de seu esconderijo. Sem piedade mandei um jato de inseticida em sua direção e ela parecendo já adivinhar meus movimentos dessa vez correu para debaixo do freezer. O inseticida não foi suficiente, então tratei de enfiar a vassoura por todos os lados. O que a fez mais uma vez vir em minha direção, me atacando de forma brusca sem dar tempo de me defender. Caí sentada e senti que lágrimas começariam a escorrer pelo meu rosto. Estava cansada, mas não poderia desistir. Não!!! Aquele pequeno bicho escroto não haveria de me vencer tão facilmente. Me levantei e olhando ao redor pude avistá-la em um canto perto da porta querendo sair. Será que estava tentando buscar ajuda? Ela não tinha cara de que fugiria de mim. E então, sem pensar muito arranquei uma das galochas e joguei em sua direção. Errei quando ela se mexeu. Minha adversária não demonstrava o menor cansaço, enquanto que eu já estava suando e respirando com um pouco de dificuldade. Tinha que acabar logo com aquilo ou ela me venceria. Num golpe de sorte a vi encurralada entre um dos cantos da cozinha e o pé de uma cadeira. Não pensei duas vezes, fui em sua direção com o spray de inseticida já engatilhado e BOOM, dei uma longa espirrada em seu corpo cascudo! Primeiro pensei que ela morreria afogada. Mas ela conseguiu sair da poça de veneno cambaleando sem saber pra onde se dirigir. Peguei a vassoura novamente e a coloquei de barriga pra cima. Sem conseguir se virar, como uma tartaruga com seu casco virado, a bichinha mexia suas patas nervosamente até que foi parando, parando, parando e parou. Ela sufocou! Morreu.

Tudo estava bagunçado ao meu redor, um verdadeiro caos. O duelo foi digno de transmissão pela ESPN em horário nobre, um clássico!

Peguei um pedaço de papel e como uma guerreira que acaba de cumprir sua missão ganhando uma batalha, retira o corpo inerte da barata para o lixo.

Mais uma vez, bem venceu o mal!!!!

"La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene, porque le falta
Marihuana pa' fumar"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Impasse


Sabe quando você precisa decidir algo importante que não está ao alcance do seu entendimento, você pede conselhos a especialistas e cada um diz uma coisa????

Que situação...

Essa semana me vi assim. Meio boba, jogada de um lado para o outro sem saber o que era certo ou errado.

Graças a Deus não é uma decisão de vida ou morte. Mas é algo que mexe de certa forma com a saúde de meu filhote. Meu caçula entrando na adolescência, colocando o famoso e hoje tão usual aparelho ortodôntico se viu num impasse: extrair ou não seus caninos? E assim começa a novela – ortodontista diz que tem que extrair, odontologista diz que não extrai. Pergunta pro amigo do consultório ao lado e ele concorda, nada de extrair canino. Pergunta para a irmã, bam bam bam ortodontista e ela diz, nesse caso, extrai sim. E assim prossegue. Foram ao todo 7 “tiradentes” e acabei ficando ainda mais confusa!! E cada um deles com teses belíssimas contra ou a favor. E eu, completamente leiga em se tratando de correções bucais me vi sem saber para onde correr.

O impasse continua.

Amanha todos os exames, moldes e tals de João seguem para outra cidade para novamente serem analisados por outros especialistas.

Aí você pode me perguntar: não é frescura demais??? “Arranca” logo esses dentes. Mas meu filhote é carnívoro, seus caninos farão falta. E essa história toda mais tarde será excelente de se contar e poder dizer: “Ihhhhh, a boca desse rapaz já deu muito trabalho!!!” (Opa, no bom sentido, claro!!...rsrsrs.)


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão"

Cartaz de setembro - Sesc Teresópolis

Viajar é sempre bom. Viajar em meio a amigos, melhor ainda. Mesmo que seja uma viagem curta!

Apertados numa van, colocamos o pé na estrada para apresentação fora da cidade. Todos animadíssimos, sem o mau humor típico de quem vive na madruga e não suporta acordar cedo. Acordar cedo num sábado chuvoso então, é a morte. Mas que nada! Mais um espetáculo seria realizado e isso era motivo de sorrisos.

Como todos já conheciam o caminho, Dramins foram distribuídos para que as curvas enfadonhas não causassem transtornos no meio do percurso. Com a estrada em obra fizemos 3 paradas obrigatórias. Festa para os fumantes!!!

Piadas, lanchinhos e conversas descontraídas deram o tom e a viagem de duas horas e meia nem foi sentida.

Ao chegar, trabalho duro, montagem de cenário, luz e som tomaram todo o dia. Apenas pequenas pausas para almoço e uma voltinha breve nos arredores do Sesc.

E falta pouco. Hora de figurino, cabelo e maquiagem!!

Primeiro, segundo e terceiro sinais... Pé no palco. Casa cheia!!! Minha cena passa rápida demais e quando me sento a fundo para o transcorrer de toda a peça, posso me deliciar com as reações de uma platéia tão generosa que ri muito, sofre muito e (que bom) aplaude muito.

E acabou. Bom demais.

Desmontar tudo e colocar na mala é fácil. Todos estão exaustos, mas felizes pelo excelente resultado que tivemos. No caminho de volta a conversa é uma só: o que deu certo e o que deu errado nessa noite. E o saldo é positivo. E mais uma vez a alegria tomou conta da viagem. De volta a Petrópolis a comemoração é certa!!! Cerveja, caipirinha, um queijinho e, sempre, só sorrisos!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tentando


"Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu"


Ela se debruça na janela pela manhã, sente o cheiro da primavera que desabrocha em tons de lilás e percebe que há muito que fazer nos próximos dias. Precisa colocar os sentimentos em ordem e começar a caminhar de volta a vida que a tanto está perdida. Isso significa limpar as gavetas do coração, jogar fora todas as tranqueiras que guardou nos últimos anos, tirar o pó do que ainda merece ser guardado e expor o que um dia deixou pra trás de forma errada e tinha que ser recuperada em prateleiras altas e firmes.

O dilema maior era escolher o que deveria ficar e o que deveria ir embora.

Eram tantas coisas, tantas recordações, tantas palavras ditas...

Quais os momentos que mereciam ser lembrados? Quais as fraquezas deveriam ficar para que sempre se lembre que nada pode ser feito sem ter conseqüência? Quais os medos mereciam ficar ali no cantinho para saber o que deveria ser repetido e o que não deveria?

A vida ensina, mas às vezes não se assimila.

E sem mais nem porque ela resolve deixar tudo como está. Isso não é o certo, mas era o que ela estava acostumada a fazer: deixar as coisas se acomodarem sozinhas achando que tudo ficaria bem. Mais uma vez ela achava que poderia esconder os restos de um mundo sofrido embaixo do tapete.

E ali, naquela janela, observando atentamente o movimento da vida, ela resolve deixar tudo em aberto na expectativa que ainda seria feliz sem ter que arrumar a bagunça que deixara pra trás. A bagunça do coração lotado de coisas que deveriam ser entregues de vez ao passado.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tempo o que?


Quem disse que o tempo é o senhor da razão?

O tempo é sim, um sacana que se arrasta lentamente fazendo sofrer ainda mais quem chora de saudade.

Tem gente que senta e espera.

Tem gente que arruma milhares de coisas para fazer para preencher o tal tempo e não vê-lo passar.

Tem gente que segue junto dele, o tempo, sem se preocupar.

Eu não faço nada. Apenas me pergunto que tempo é esse que se leva para esquecer.

O tempo é mesmo sacana. Os comentários que ouço dele por aí é que voa quando se trata de ‘ano’ e que é lerdo como o que quando se trata de ‘dia’. Dias sem movimento demoram a passar, anos sem movimento passam correndo e nos sentimos culpados por não termos feito nada produtivo.

Ahh... esse tempo sacana, que nos engana a todo momento.

O tempo passa e quando você acha que até da dor achará graça o tempo para e te faz pensar que não tem graça nenhuma.

Qual é a graça desse senhor que se diz tão racional e brinca de correr e parar dependendo de sua dor? Tempo ardiloso que se faz presente e corre sorrateiro para não vermos a felicidade que envolve um momento de ternura. Tempo ordinário que se faz preguiçoso na angustia de pensamentos doloridos que passamos em perdas e sentimentos não ditos.

"Tempo rei", "Tempo mano velho."

...

"És um dos deuses mais lindos

Tempo, tempo, tempo, tempo."

Hoje não Caetano, não vou concordar com você.

Hoje o tempo é meu carrasco!


E segue, sem pensar, sem esperar, sem sentir, sem nada...