sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Algum Sentido?


Tem um momento, entre o estar acordado e o cair em sono profundo, que os pensamentos simplesmente não fazem sentido. Isso acontece só comigo? Tudo fica meio non sense e chega a ser engraçado. Eu poderia rir se não estivesse pronta para cair nos braços de Morfeu.
Coisa do tipo estar perdida entre folhas de samambaias vermelhas ou nadar numa piscina infinita com bóias gigantes e coloridas. Caminhar pelas areias fofas de uma praia deserta e dar de cara com mini cavalos ou estar diante de uma mesa arrumada com docinhos que tem carinhas de bebês. Sentar num chão molhado para apagar o dever de casa mal feito ou descascar uma parede cor de abóbora e descobrir que ela é feita de chocolate. Passar embaixo de uma escada retorcida lotada de pombos ou passear de pijamas de bolinhas roxas carregando uma mala imensa cheia de fitas de cetim!!!
Claro, todos os pensamentos são muio coloridos!!!
Será que existe uma explicação pra tanta esquisitice??
É fato. Todas as noites isso acontece comigo. Momento de relaxamento total, onde mais nem um problema esquenta minha cabeça. Fico ali, imovel, esperando finalizar o dia em paz.
Isso sempre me faz lembrar uma música do Legião Urbana que eu gostava muito. Se eu não me engano foi do terceiro LP da banda:

Depois do Começo.

"Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto [...]"

Talvez esses pensamentos desconexos façam mais sentido que muitas coisas que nos acontecem ao longo da vida...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novamente


Por algum tempo não nos encontramos, nem mesmo nos falamos.
E de repente ele estava ali, na minha frente.
Nos olhamos.
Não era preciso falar, apenas nos abraçamos.
Passei minha mão em seu rosto tão familiar e pude sentir a barba por fazer.
Gostava disso.
Recostei minha cabeça em seu peito e suas mãos afagaram meus cabelos.
E conversamos.
Somente o que necessitava ser dito dentro do quarto que tanto compartilhamos.
E rimos.
E sorri ao vê-lo mais uma vez rindo das minhas histórias, minhas palavras inquietas.
Nos abraçamos de novo e nos beijamos.
E nos amamos.
E quando novamente ele se foi, senti meu coração amá-lo ainda mais.
É pra sempre.
Amo... pra sempre.


domingo, 10 de outubro de 2010

Não há regras...


Ontem, um sábado frio e chuvoso, uma amiga perdeu seu companheiro, marido, amigo, amor...
Ele tinha apenas 28 anos e se foi assim, de repente. Uma dor no peito e nada mais poderia ser feito!
Foi quase impossível olhar nos olhos dela, tamanha sua dor, sua dúvida, sua perplexidade diante dessa situação inacreditável. Uma pequena que ilumina por onde passa, ontem estava 'apagada', mas ela é forte e Deus está ao seu lado e superará esse momento.

Fica a certeza que sempre é tempo de distribuir sorrisos para os que estão a nossa volta. Palavras de carinho, coração aberto, telefonemas apenas para dizer a saudade que se sente, apenas para perguntar se tudo está bem. E dizer sempre "eu te amo"!!
A vida é breve e nos surpreende a cada esquina, não dá pra deixar pra amanhã os amigos, a família, o companheiro... Viva!

Força Raquel Theo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pára-raios de Maluco - Eu!


Alguém aí já foi abandonada no meio de um encontro??? Abandonada mesmo, deixada pra tras, no meio da calçada??

Eu já!!!!!!

Nesse último sábado saí com um rapaz que é, no mínimo, um chato de galocha. Foi um segundo encontro, então posso afirmar isso depois de um primeiro encontro e uma semana inteira de conversas via msn. Mas sabe aqueles sábados em que você não tem nada para fazer e se recusa terminantemente a ficar em casa?

O primeiro encontro foi levado na boa com mais dois amigos a mesa que sustentaram uma boa conversa. Porque a todo momento que eu ficava sozinha com a criatura o único plano dele era me levar para a casa dele, que é dos pais, para trepar a noite inteira. Não havia conversa: era ele tentando e eu recusando.

Durante a semana seguinte sempre que o encontrava conectado as frases usuais dele eram “hummm... esse friozinho está bom para...” ou “queria você na minha cama agora...”. Minhas tentativas de desenvolver uma conversa um pouco mais inteligente fracassavam a todo o momento.

E de tanto o moço insistir num novo encontro, aceitei.

Encontro marcado para as 21h. As 21.10 liguei querendo saber se ele havia desistido, afinal minha tolerância de atraso havia acabado. Ele respondeu que já estava chegando. Mais dez minutos e liguei mais uma vez: “E aí? Ta aonde?”. “Já estou na sua rua!!!” Meu bairro é tão pequeno que dá para percorre-lo em 1 minuto e meio. E ele levou mais dez minutos...

Bem, o que fazer alem de ficar irada e mandar um pequeno esporro quando entrei no carro?

- Oi, tudo bem? - ele pergunta esperando um beijo.

- Tudo bem, mas não faça mais isso. - sem beijo e olhando bem nos olhos dele.

- Isso o que?

- Esse atraso. Não faça mais isso. Você me deixou esperando meia hora embaixo de chuva. Eu detesto que me larguem esperando e sabe por quê? Porque sou pontualíssima, não deixo ninguém esperando até por uma questão de educação.

- Poxa amor (amor??? Quem te deu essa intimidade??) ainda são nove e dez.

- Alem de tudo não sabe ver horas. Mas tudo bem, já foi. Vamos passar uma noite agradável sem tocar mais nesse assunto.

Silencio.

Conversamos amistosamente no carro e prosseguimos com o plano inicial de algum lugar tranqüilo onde eu pudesse beber um bom vinho e ele uma cerveja, em garrafa. Sim porque alem de chato é um pão duro do cacete. Não pode ir a um lugar onde a cerva é long neck: É muito mais caro, oras!!! (Eu já devia saber, afinal tive que rachar a conta do primeiro encontro.)

Bem, eu prossegui com esse plano. Ele já tinha outra coisa em mente.

Quando eu pedi para que ele parasse em algum lugar para que eu comprasse cigarros, ele parou, eu fui comprar e quando eu voltei........... Cadê??? Cadê???? O moço foi embora, me abandonou... rsrsrs

Eu tinha três opções: sentar e chorar; esbravejar como uma louca ou acender meu cigarro e seguir tranquilamente para a casa. Prossegui tranquilamente e tive uma agradável surpresa: encontrei um amigo saindo do supermercado. Conversamos por alguns minutos e nem precisei pensar duas vezes quando ele me convidou para ir para a sua casa. O vinho estava ótimo, a cia excelente e a noite terminou de forma inesperada e muito melhor do que eu podia esperar.

E antes dele me levar para a casa ainda fez a gentileza de passar na minha seção eleitoral para que eu votasse e não precisasse mais sair de casa, podendo descansar por todo o domingo chuvoso!!!!

E pensa que a história terminou aqui??

No domingo à noite o sujeito xarope me ligou dizendo que estava passando mal e sem ar (????? Então pra que me ligou??? Devia ter ligado para um médico). Pediu desculpas dizendo que estava passando muito mal e por isso tinha ido embora (????????????? O que eu podia fazer alem de rir???) Disse que também ficou chateado pelo esporro que tomou e que parecia que eu não estava a fim de estar com ele. (e não estava mesmo, mas queria sair... sacrifícios devem ser feitos de vez em quando, né?) Ficou repetindo essa historinha e, pasmem, pediu para remarcar para o próximo sábado!!! (só posso pensar que ele é desprovido de qualquer inteligência)

Ele pediu, né? Tomou outro esporro. Sarcasticamente eu disse que estava tudo bem e desliguei o telefone. Tenho certeza que essa criatura sem noção insistirá mais algumas vezes. Só não sei se é por vontade de me ‘pegar’ ou de me fazer perder a paciência.