sexta-feira, 28 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que foi que você deu, meu bem?

"Eu dei,
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei,
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei,
Diga logo, diga logo, é demais,
Não digo e adivinhe se é capaz..."


Continuando com a saga dos encontros virtuais em sites de relacionamentos (é quase em busca do Cálice Sagrado!) sempre me deparo com galanteadores de primeira linha. Digo primeira linha porque o respeito para mesmo na primeira linha do chat. O povo anda ousado e quer logo algo quente NA segunda linha ou DE segunda linha ou, ainda, NA/DE segunda linha.
Ahhh vai.... tem aqueles que se comportam por um tempo maior. Aí você cai nas historietas e resolve marcar um encontro. Decepção. De cara já quer beijar, passar a mão, opaaaaaa.... Que isso, meu filho? Como é afoito!!! Corre pra casa e deleta qualquer contato com a criatura.
Mas tem aqueles que esperam um segundo encontro para convidar para um programa mais íntimo. Programa Íntimo = Motel. Num primeiro momento você fica sem saber o que responder, mas aí vem a luz e você prepara um lindo discurso de "não precisamos apressar nada", "vamos caminhar com calma", "criar intimidade vem com comprometimento", "melhor nos conhecermos um pouco mais", "blá, blá, blá".... Tudo desculpa de quem não está afim de ir para a cama com aquela criatura...
Não pensem vocês que sou púdica demais. Pelo contrário, adoro sexo, acho que sexo é essencial para uma vida saudável, mas eu tenho o direito de escolher para QUEM dar, ONDE dar, QUANDO dar... ou não?
Tenho 38 anos, sou indepentende, solteira, com filhos criados... Dá licença?
Tá certo que o discurso que usei acima é meio "menina" demais, daquelas que querem se apaixonar. E qual é o problema? Enamorar-se num terceiro, quarto encontro ainda está valendo em minha vida.
Viva o romantismo!!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Língua "Tupi-Guaraná"!


Olha eu me enveredando em sites de relacionamentos de novo. Podem falar, sou guerreira, sou persistente, sou brasileira e não desisto nunca, não é? Nãooooo.... sou é cabeça dura mesmo, porque já sei que nunca vai dar em nada e mesmo assim insisto.
Corrigindo.
Não é que não vai dar em nada. Sempre dá alguma coisa, mas coisa boa é que não é. E sempre dá um bom texto. Olha aí!
Há umas duas semanas conheci duas criaturas on line. Um era biólogo marinho em Minas. (??????) Sério, foi o que ele me contou. Depois se retratou dizendo que se formou com ênfase em fauna marinha, mas hoje trabalhava num parque em Minas. Ok, vou aceitar. O outro era segurança, compositor profissional e estudava psicologia. O que os dois tinham em comum?? Analfabetos de pai e mãe. Aí você me pergunta: mas como? fizeram ou fazem faculdade?
NÃO SEI !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Minha mãe santíssima, era quase impossível manter uma conversa saudável com um indivíduo que me pedia a todo instante: "poço" te perguntar uma coisa? ou: "voçe" pode me "da" se telefone? ou ainda: "que" "sai" pra "toma" um cafe "com migo"?
É quase código. Sem contar que não se usa uma vírgula, um ponto de interrogação, uma letra maiúscula, um acento...
Algumas pérolas avulsas de um dicionário tradutor para longas conversas com pessoas assim:
Juvendo = Chovendo
Estrumento = Instrumento
Umilde = Humilde
Enteligente = Inteligente
Falna = Fauna
Aparti = A partir
Muinto = Muito
Pal = Pau
Converssa = Conversar
Cocordançia = Concordância
Dezeijo = Desejo
Parzer = Prazer
Depreciva = Depressiva
Guando = Quando
E por aí vai...
Eu consegui conversar por meia hora antes de começar a corrigir. Como a maioria das pessoas, eles não gostaram, me deram uma série de desculpas pelos erros, aquela historinha de que nenhuma brasileiro fala corretamente a língua tupi-guarani (como assim?????) e continuaram escrevendo suas pérolas. Daí não deu pra continuar a conversa.
Sou muito rígida???
Ahhh... "Óquei". Sou. Mas é o mínimo, né?

* Quando estava procurando 'uma fotinha' para ilustrar o texto vi o seguinte título: "Diploma Não Encurta Orelha de Burro!"
E não é?