sábado, 18 de dezembro de 2010

Então é Natal...


As mais doces lembranças que uma pessoa pode ter do natal eu tenho. Desde os passeios pela cidade atrás do Papai Noel, sua chegada em helicóptero no Relógio das Flores, até a manhã do dia 25 quando finalmente os presentes eram abertos.

No dia 24 todas as mulheres da família enchiam a cozinha com os mais diversos aromas, cores e sabores. De família espanhola, o polvo se fazia presente sempre e era uma festa ver minha mãe mergulhá-lo no caldeirão de água fervente e a cada mergulho ver seus tentáculos enrolando, como se formassem cachos para a noite natalina. As rabanadas ficavam por conta das avós e as crianças podiam ir matando a fome com as nozes, avelãs e amêndoas. O mau exemplo de meu pai ao quebrar as nozes posicionando-as na porta aberta e fechando para espatifar sua dura casca era motivo de gargalhadas dos filhos e repreensão de minha mãe. Mas quem obedece a repreensões acompanhadas de sorrisos?

Os portões da casa ficavam abertos e os vizinhos entravam e saíam por todo o dia. Meu pai, uma pessoa muito querida no bairro, fazia questão de receber a todos. Vinham trocar abraços e votos de boas festas e tomar uma taça de vinho. Os motoristas e cobradores das linhas de ônibus do meu bairro eram presenteados com pequenas lembranças por meus avós.

A mesa da ceia era montada na garagem. A família não era grande, mas os convidados iam chegando e todos eram acolhidos com festa. A toalha branca feita sob medida para mais de 20 pessoas era caprichosamente estendida pela minha mãe. O aparelho de jantar usado apenas nessa data, juntamente com os copos de cristal, eram posicionados delicadamente e tudo parecia perfeito. Ceia farta, vinho e, hummm, sobremesas... meia noite se fazia uma oração e finalmente jantávamos.

Pela manhã, corre, acorda o irmão mais velho e descobre a grande árvore de natal colorida repleta de presentes: Papai Noel esteve ali. Ele não faltava nunca!!!

Não, não é apenas uma crônica! Meus natais eram assim. E quando tive meus filhos, o cuidado para que eles tivessem o mesmo foi enorme.

Hoje não tenho mais meu pai aqui comigo. Para uma enorme tristeza, faleceu num dezembro desses em que planejávamos as festas de fim de ano. A casa ficou cinza e naquele ano não houve festejos.

Mas a vida continua e hoje posso proporcionar aos meus filhos tudo que meu pai me proporcionou. Toda expectativa da noite feliz, toda alegria dos presentes e da mesa farta e mais que isso, toda a solidariedade que pessoas de bem que convivi minha vida inteira me ensinaram, repasso para eles.

A noite feliz, só é mesmo feliz se somos capazes de lembrar seu real significado e capazes de espalhar amor ao próximo em toda sua plenitude.

Um grande e especial Natal a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Encontros e Despedidas

"A hora do encontro é também despedida..."

Consegui captar logo de cara que a paciência dele para o cotidiano das minhas reclamações era mínima. Então tratei de não reclamar e apenas sorrir. Eu tinha motivos de sobra para reclamar, mas também tinha muitos motivos para sorrir, afinal ele estava ali, depois de longos 21 dias, ele estava ali outra vez.
Há muito não somos mais dois estranhos. Pelo contrario, sabemos de coisas um do outro que mais ninguém sabe. Sabemos de corpo, de alma, de vida. Sabemos o jeito, a palavra, o cheiro, o encanamento necessário para se fazer bem um ao outro. E mesmo assim, é assim: longos dias sem ele, sem nós.
Alguns dias passam rápido, sem pensamentos profundos que me fazem chorar de saudades. Outros a vontade de estar, de ser, de ficar é tanta que me falta chão, ar, me falta viver e me faltam forças de continuar. Mas me sobram boas lembranças de querer mais uma vez encontrar a paz em seus braços, o som de seu respirar em meu colo enquanto dorme, o olhar fundo em meus olhos enquanto beija...
E na hora de me despedir, umas vezes sou forte, sou eu, sou firme em dizer adeus. Outras apenas choro e peço a Deus baixinho que os próximos 21 dias passem depressa o bastante para que eu não sofra demais...

Para Rodrigo Mayo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E quem não gosta de pepino?*

O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é símbolo de amizade.

Hoje a alegria foi geral!

Estava escrevendo um texto sobre ‘dezembros’, mas tenho que adiá-lo para falar de felicidade sem fim. (Não vou adiá-lo para janeiro, assim espero. Só um pouquinho.)

Felicidade é simples: é passar o dia GARGALHANDO com amigos.

Renato, meu querido amigo, companheiro de palco, músico excepcional, fez aniversário e reuniu a ‘nata’. Bora fazer feijoada as vésperas do verão que vem chegando? Em plena segunda feira?? Isso vai dar certo??? Se regar com caipirinha não pode dar errado! E não deu. O calor estava de fritar os neurônios, mas o povo foi chegando tranqüilo, sorrindo, só abraços e muita, muita coisa boa pra contar. Do cotidiano às pérolas absurdas que só escuto com esses amigos loucos que aprendi a amar...

“Eu já fiz um monólogo s-o-z-i-n-h-a!!!” – essa já virou bordão entre nós e nesse dia foi repetida exaustivamente... rs

“Aiii, credo, bicha não, homosexual! Bicha é aquela coisa que dá na barriga!!!” – Carlos Frederico Thomas, quem mais podia ser?

“E quem não gosta de pepino? Pepino está presente na vida de todos, em todos os momentos e se no fim tudo der errado a gente empurra o pepino pra Deus!” – isso é quase uma filosofia de vida!

“Estamos até animando velórios e já fizemos uma versão em hip-hop para Segura na Mão de Deus. O povo até esquece de enterrar o defunto para dançar.”

“A vidente cega já está chegando para iniciarmos os trabalhos. Dona Juju vê tudo, mas não enxerga!”

“Vamos cantar!!! Como é mesmo aquela música?? Nãooo, aquela... aquela... aquela... Vou sair de perto pra me concentrar." – depois de muitas caipirinhas ninguém lembra letra de nada.

“As pessoas vão cantando e vão entregando a idade, né? Lembrar dessa música de 1905 não é pra qualquer um não!!!”

“Vamos cantar parabéns em que versão? Popular, Xuxa, Lulu Santos, Marilyn Monroe...? Vamos cantar em Hebraico!!!”

Ahhh... teve muito mais, mas com a mente afetada de cachaça das 14h às 22h fica um pouco difícil relembrar os detalhes desse dia fantástico. Mas fica a lembrança do sorriso e brilho nos olhos de Renato e espero que em seu coração fique a certeza de que ele é muito amado por seus amigos. Uma pessoa pura e cheia de sabedoria que nos acrescenta vida, amor e felicidade sempre.

* O título é uma frase solta, simples, perfeita by Fernando Vianna!

sábado, 27 de novembro de 2010

Boa tarde, Festival de Cinema, obrigada.


Nas duas últimas semanas eu repeti essas palavras, assim mesmo, juntinhas, umas cinco mil vezes. Trabalho de divulgação, corporação, panfleteira... rs. É isso, saí as ruas junto de minha fiel amiga das calçadas petropolitanas, e a operação era divulgar o 1o Festival Nacional de Cinema de Petrópolis. Cansa, mas divulgar coisa boa é certeza de respostas positivas. Tem um povo que não escuta, não para, nem olha, mas tem aqueles que se entregam de corpo e alma as informações que posso passar sobre o evento... rs.
Enquanto abordava as pessoas com um "boa tarde, Festival de Cinema, obrigada", minha amiga Mary levantava os flyers e em alto e bom som fazia a boa e velha prática da feira: "Olha o Festival de Cinema, olha o festival de cinema, programação toda gratuita!!!". Não tinha como não rir e me divertir!!
Na porta do teatro a abordagem era diferente, algo assim, mais intimista: "Oi, vamos ao cinema?" perguntava Mary com sorrisão aberto. As respostas eram as mais inusitadas, mas sempre conseguimos colocar alguns casais para namorar no escurinho do cinema, algumas pessoas no fresquinho do ar condicionado fugindo do calorão do sábado de sol ou fugindo da chuva que insistiu em cair por toda a semana.
E, claro, a grande maioria entrava mesmo por ser de graça. Onde mais dá para assistir longas e/ou curtas de qualidade o quanto se quisesse de graça????
E não dá para deixar de falar nas pessoas que amam cinema e não perderiam um evento assim por nada!!!
Enfim, sucesso.
O Festival aconteceu, sob coordenação de Pery de Canti e Inez Petri (joguem no Santo Google), foi execelente, rolou diversão, cansaço, estresse e muitas histórias engraçadas para se contar e quem sabe transformar num curta para o próximo festival??? Porque com certeza haverá um próximo Festival e quero estar presente, seja como for, trabalhando ou apenas prestigiando como boa seguidora desse grande movimento que se chama ARTE!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Só mais um pouquinho...


Depois de uma longa semana de trabalho e uma noitada de sexta feira com os amigos me permito dormir até meio dia no sábado porque ninguém é de ferro, né?

Até parecia que seria fácil, a madrugada transcorreu tranqüila sem muitos carros na rua ou pessoas falando alto. Estava num soninho gostoso, aquele da manhã em que a cama está sempre mais convidativa, quando escuto aquela irritante musiquinha do caminhão do gás. Porque eles tocam Beethoven de forma tão desrespeitosa assim? O coitado do compositor deve se revirar no túmulo todas as vezes que tocam "Für Elise".

E de repente o interfone toca. Claro, fingi que não escutei, mas tocou a segunda vez e tive que me arrastar para fora da cama. Eram apenas sete da manhã e quando atendo escuto uma voz grossa berrando do outro lado:

- Vai gás aí, senhora?

Putz, pensei.

- Hoje não, obrigada!

- Bom dia, senhora!

Inacreditável!! Sete horas. Eu estava disposta a nem abrir o fogão, quanto mais comprar gás...

Voltei pra cama e consegui dormir outra vez, mas não por muito tempo. O interfone toca outra vez e dessa vez pensei num palavrão mais elaborado que um simples “putz”. Saí de novo da cama, catei o interfone e escutei uma voz infantil:

- Moça, quer comprar paçoca??

O que??? Como assim??? Só pode ser brincadeira, pegadinha...

- Hoje não, obrigada.

- Tá bom!

Olhei o relógio e ainda eram oito e quinze. Aproveitei para beber água e ir ao banheiro e quando voltava para a cama, adivinhem?????

INTERFONE!!!!

Dessa vez fui alem dos pensamentos e expressei baixinho em palavras aquele palavrão mais elaborado. Atendi:

- Oi... (quase rosnando)

- Bom dia, senhora. Sou da igreja ‘bla bla bla’ e gostaria de saber se a senhora gostaria de ouvir a palavra de Deus?

(Silêncio)

- Senhora?

- Oi.

- Gostaria?

- Sabe o que é? Eu já ouvi e Ele mentiu pra mim!!! Disse que hoje eu poderia dormir até meio dia, mas não está deixando!!!

- Como??

- Por favor, eu só quero dormir. Prometo que quando acordar eu leio um trechinho da bíblia e peço perdão de todos os meus pecados. Mas preciso dormir...

(Silêncio)

A moça da igreja se foi sem dizer mais nada. Deve ter me julgado uma perdida e que não adiantaria argumentar. Vou arder no inferno pelo pecado da preguiça!!

A essa altura já estava desperta e a única coisa que me restava fazer era... ficar acordada!!! Quem sabe no domingo?? Domingo é um bom dia para ficar na cama até meio dia!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

Vai entender...


Ela sempre se levanta, vai para frente do espelho e observa atentamente todo o seu rosto. Cada milímetro. Estica aqui, puxa ali, passa a mão pelo pescoço e não gosta do que vê. Em alguma dessas manhãs acaba pedindo opinião do marido.

- Mooorrr, você acha que meu rosto está muito mudado?

- Como assim?

- Ahhh... assim, mais amadurecido?

- Claro. Não dá pra ficar com carinha de 18 pra sempre.

- Agora, ‘como assim’, pergunto eu. Está falando que estou com cara de velha????

- Nãooooo, meu bem. Só estou falando que algumas rugas ao longo do tempo são naturais...

- RUGAS????? Quem que tem rugas aqui????? O que você quer dizer com isso???? Que sou um maracujá de gaveta?????? Sou uma velha toda enrugada?????

- Mas eu não falei nada...

- Você já reparou que também não é mais um menininho? Seus cabelos andam tão ralos..............

- Você está falando que estou careca???

- Nãoooooo, meu bem. Só estou falando que a calvície em alguns homens é coisa natural ao longo do tempo...

- Elizabete Cristina, eu não vou discutir com você!!! Que mania de arrumar brigas logo pela manhã.

- Eu?? Arrumando brigas??? Você me ofende e quer que eu fique calada???

- Bom dia, Elizabete Cristina!!!

Pronto, começou mais um dia.

Ele sai de perto para não continuar a discussão, mas não demora muito e mais uma vez ela precisa de sua opinião enquanto se veste:

- Morrrrrrrr, você acha que essa roupa esta muito apertada? Não sei não, acho que essa cor está me engordando demais???

- O que te engorda não é essa cor, são os chocolates da madrugada que você guarda na mesa de cabeceira. Pronto, falei...

- O que você quer dizer com isso, Luiz Pierre??? Que estou gorda como um vaca???

- Lá vamos nós de novo... Eu não disse nada disso, até porque para estar como uma vaca a dieta seria capim!!!

- Você é tão grosso, tão insensível, tão imaturo, tão, tão, tão... tão magro!!! Está me achando gorda porque é um magrelo puro osso!! Olha essas canelas! Parecem hashis!!!

- Elizabete Cristina, chega!!! Estou indo trabalhar...

E com passos pesados em direção à porta de quem engolira um sapo gigantesco para não entrar numa luta injusta de palavras, ele ainda ouve uma última frase:

- Moorrrrrrrr, não demore para o jantar porque hoje a sobremesa estará todinha de vermelho.........................

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia do Saci pra que??


Mais uma vez o outubro trouxe vitrines recheadas de fantasias de terror e alguns lugares organizaram ótimas festas com o tema americano. Dia 31, Halloween!
E mais uma vez veio a polêmica: porque temos que importar até isso?
Vi muitas postagens no Facebook e alguns blogs criticando.
Do povo que eu conheço, minha amiga Dá, do Carpe Diem, é a defensora mais ferrenha de que não devemos brincar no Halloween e em seu lugar instituir o Dia do Saci.

"Um dos principais personagens do Folclore Brasileiro, tem seu dia comemorado em muitos lugares em nosso país. O projeto de lei federal nº 2.762, criado por Aldo Rebelo (PC do B), pretende tornar o dia do Saci, um dia de comemoração nacional. O projeto tem como objetivo resgatar a cultura brasileira através do folclore,o dia também é uma contraposição ao “Halloween” e ao “Dia das Bruxas” que são importados da cultura norte americana."

Eu entendo essa preocupação, mas acho que hoje podemos nos preocupar bem menos com isso pelos nossos filhos do que nossos pais se preocuparam conosco nas décadas de 80 e 90 quando o boom da americanização foi ao auge. Músicas, danças, modas, tudo muito brega, mas era o máximo... rs
Hoje nossa cultura está muito mais aberta a todos. O Brasil está transbordando cultura!! Seja ela boa ou ruim, sim porque tem coisa ruim que hoje já está inserido como cultura - leia-se funk, arrght!! - E isso vem de encontro ao acesso muito mais fácil do povo à arte.
Não precisamos nos preocupar com as festinhas que as crianças querem se fantasiar com roupas fantasmagóricas 'americanizadas' no dia 31 de outubro, temos o mês de fevereiro inteirinhoooooo para elas se fantasiarem de baianas, negas malucas, tudo bem 'abrasileirado'. Temos o dia de São Cosme e Damião para elas ganharem doces no lugar das travessuras. Temos a semana da consciência negra para elas se divertirem em rodas de capoeira, cabelos trançados e muitas danças. Temos as deliciosas festas juninas para mais uma vez elas se fantasiarem, se fartarem de guloseimas, pularem fogueiras e para que elas brinquem incansavelmente nas danças e brincadeiras típicas.
Sem contar a Semana do Folclore amplamente festejada por todas as escolas e secretarias de cultura de algumas cidades. É uma viagem com tantos causos e personagens. Entre eles nosso moleque arteiro, o Saci!!
Temos muitas datas só nossas.
E eu estou num pedacinho do Brasil que nem tem tantas festas assim para enumerar (pelo menos conhecidas pela maioria). A coisa cresce muito mais no Norte e Nordeste (ohhh deliciaaa)!!
Deixem as crianças com suas lanternas de abóboras, seus dentinhos de vampiro, chapéu de bruxa ou simples lençois brancos para um charmoso fantasminha. O que vale é se divertirem muito enquanto passam por essa maravilhosa etapa que é a infância!!
E claro, nós, velhos rabugentos, nos divertimos também!!!

Beijosss Dá!!!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Algum Sentido?


Tem um momento, entre o estar acordado e o cair em sono profundo, que os pensamentos simplesmente não fazem sentido. Isso acontece só comigo? Tudo fica meio non sense e chega a ser engraçado. Eu poderia rir se não estivesse pronta para cair nos braços de Morfeu.
Coisa do tipo estar perdida entre folhas de samambaias vermelhas ou nadar numa piscina infinita com bóias gigantes e coloridas. Caminhar pelas areias fofas de uma praia deserta e dar de cara com mini cavalos ou estar diante de uma mesa arrumada com docinhos que tem carinhas de bebês. Sentar num chão molhado para apagar o dever de casa mal feito ou descascar uma parede cor de abóbora e descobrir que ela é feita de chocolate. Passar embaixo de uma escada retorcida lotada de pombos ou passear de pijamas de bolinhas roxas carregando uma mala imensa cheia de fitas de cetim!!!
Claro, todos os pensamentos são muio coloridos!!!
Será que existe uma explicação pra tanta esquisitice??
É fato. Todas as noites isso acontece comigo. Momento de relaxamento total, onde mais nem um problema esquenta minha cabeça. Fico ali, imovel, esperando finalizar o dia em paz.
Isso sempre me faz lembrar uma música do Legião Urbana que eu gostava muito. Se eu não me engano foi do terceiro LP da banda:

Depois do Começo.

"Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto [...]"

Talvez esses pensamentos desconexos façam mais sentido que muitas coisas que nos acontecem ao longo da vida...
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