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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Companhia Teatro Livro Aberto


Desde o final de 2010 estou trabalhando na Companhia Teatro Livro Aberto. Aceitei um convite para produzi-los e agora aceitei um segundo convite: atuar na nova produção do grupo (mas isso é uma história para postar um pouco mais tarde, aguardem!).
Como, mesmo enroladíssima em ensaios, contatos e contratos não consigo me desligar do mundo virtual, resolvi criar um blog (AQUI PARA CONHECER!!!) para a cia. Então hoje vim aqui para fazer propaganda. Convidá-los a dar um pulinho lá e conhecer esse trabalho tão encantador que me apaixonei logo de cara. Por enquanto só tem uma breve apresentação, mas virão muitas postagens, afinal são mais de 20 anos de estrada do grupo e muita história pra contar!
Vou postando aos poucos a ficha técnica, os releases dos vários espetáculos em cartaz, as fotos de palco, de estrada, de alegria que a cia. proporciona a seu público... acompanhem. E quem sabe não aparecemos aí pela cidade de cada um de vocês e possamos nos conhecer ao vivo, a cores e cheios de energia?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Não Faço Tipo


Não gosto de cinema europeu, não tenho paciência e Almodóvar é muito esquisito.

Acho ópera muito chata, é sem graça e nunca entendo nada!

Não gosto de dias ensolarados para passear, o calor me maltrata.

Não gosto de andar a toa para passar o tempo, a cama é bem mais confortável.

Também não gosto de longas caminhadas com a pessoa amada, a cama é bem mais confortável.

Não assisto TV Cultura, TV Sesc, TV Brasil, TV Futura e isso não diminui meu “intelecto-cultural” (isso existe?).

Minha paciência termina rápido para pessoas chatas, mesmo que elas sejam doces.

Livros de auto-ajuda ajudam a quem mesmo?

Papo cabeça filosófico só se eu estiver muito inspirada, senão darei respostas do tipo hã hã (positiva) e hã hã (negativa) ou hãããããã (bacana).

Já usei muito o sarcasmo para me defender, hoje falo olhando nos olhos sem titubear.

Nunca volto em lojas onde sou mal atendida, “to pagaaaano”.

Minto sim, se for por uma boa causa e não prejudicar ninguém.

Não tenho medo de ir para o inferno.

Acredito em Deus e respeito quem não acredita.

Às vezes a lua cheia me entristece. Me traz lembranças que quero esquecer.

Quando vou comprar nas Lojas Americanas faço o mais rápido possível, porque as músicas ambientes de lá são insuportáveis.

Não encaro filas.

Não tenho mais idade para tomar sorvete num ‘primeiro encontro’. Mas num segundo, não dispenso.

Odeio viajar em feriados, pegar engarrafamentos, passar longas horas na estrada, mesmo que seja com amigos queridos.

É de enjoar pessoas que acreditam em fofocas sem cabimento. Se eu for o foco da calúnia então... nunca tire conclusões antes de vir falar comigo, certo?

Odeio fofocas!

Não gosto de fingir que gosto, não faço tipo.

Não gosto de sorrir para quem é falso, porque tenho que agradar quem não merece?

Preconceitos são para fracos, fracos de razão e espírito.

Me irritam pessoas sem o mínimo de inteligência e bom senso.

Detesto visitas sem aviso, não dá pra surpresas no meio da faxina e das calças de moletom furadas.

Pareço mal humorada? Tem mais coisas que me fazem feliz do que as que me irritam, as que detesto, apenas não sei fazer cara de paisagem para o que me incomoda!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mas hein!


Não podia deixar virar um mês inteirinho sem escrever, né? Ufa, foi por pouco.
É que tempo agora virou coisa supérflua e a criatividade anda esquecida em alguma gaveta funda e mofada. Escrever como???
Mas vamos lá.

Junho...
...
...
Meio de ano...
...
...
Alguém me conhece de verdade?
Estou no meio de meu inferno astral!!!
Junho é niver!
Mas to passando bem. Sem tempo nem de respirar quem lembra que existe inferno, quanto mais o tal do inferno astral?

Que texto é esse????
????
????
????
(Enchendo linguiça)

Tá bom, povo. Volto aqui assim que arrumar minhas gavetas e encontrar minha criatividade.
Até!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Fingimento


Ela sabia exatamente o que fazer quando surgia algum problema no trabalho. Resolver pepinos era com ela mesmo. Com a mesa cheia de papéis, livros, agenda, telefones, na frente do notebook era expert em grandes contatos, em fechamentos de contratos. Marcar reuniões, enviar e-mails de cobranças, de agradecimentos, de orçamentos, planilhas, contas, contas, contas.... todo dia, o dia todo.
Já na vida pessoal, problemas pareciam impossíveis de serem solucionados. Parecia que sofria cronicamente da Sindrome de Broken-heart. Sozinha, sempre sozinha, não conseguia entender o que a separava do resto do mundo emocional, das pessoas felizes que vivem em pares. Como entender um órgão que tem vida própria e insiste em bater por caminhos obscuros que exigem demais de sua inteligência e competência?
Coração egoísta que não a deixa escolher seus próprios caminhos!
Era assim que ela definia seu lado emocional: sem controle.
E a falta de controle dela sobre alguma coisa a deixava desesperada, ansiosa, angustiada. O que fazer? Fingir que esse lado da vida não existe e voltar para sua mesa cheia de papéis, livros, agenda, telefones, na frente do notebook era expert em grandes contatos, em fechamentos de contratos. Marcar reuniões, enviar e-mails de cobranças, de agradecimentos, de orçamentos, planilhas, contas, contas, contas.... todo dia, o dia todo.

domingo, 20 de março de 2011

E lá vem o outono...

A estação mais charmosa do ano com seus tons marrons avermelhados e amarelos desbotados.
Noites frescas e claras. Céu estrelado e iluminado com luas que mudam suas feições ao sabor das marés.
Outono é bom pra passear, namorar, dormir aconchegado em edredons leves, chá com amigos, vinhos, cremes, tortas.
Outono é a estação cheia de graça que nos faz despertar mais dispostos, cheios de energia ao respirar a brisa leve que nos toca pela manhã.
Outono é renovação.
A natureza se despe depois de longos dias de sol intenso e nos brinda com beleza ímpar de paisagens acastanhadas.















Começa hoje, dia 20 de março, às 20:21h - Oba!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Alguém sabe o que é Pontualidade?

Sou chata mesmo: detesto atrasos.
Comecei a me irritar profundamente com esse tipo de coisa quando comecei a namorar. Meu primeiro namorado era uma lástima nesse sentido. Nunca, sem exageros, nunca chegou em um encontro marcado na hora certa. Passei todo o namoro 'esperando'... Claro que isso não foi decisivo a ponto de terminar uma relação, afinal, com esse primeiro namorado noivei, casei, tive filhos. Mas ele sempre chegava atrasado para tudo. Isso me incomodava tanto que no dia do casamento pedi, encarecidamente, que ele se arrumasse em minha casa e fosse "escoltado" por meus irmãos até a igreja para que eu não corresse o risco de chegar antes dele, já que eu não pretendia em hipótese alguma chegar atrasada na igreja. Deu certo!
Esse é só um dos capítulos de minha vida pontual.
Quem cumpre horários geralmente fica na espera.
Não consigo entender isso.
No trabalho estou sempre esperando a reunião começar porque o chefe chega atrasado, o ensaio começar porque os atores e o diretor chegam atrasados, a aula começar porque os alunos chegam atrasados...
Os amigos me deixam esperando... A festa é as 20h, fatalmente chegarei as 21:30h se tiver que esperar cia para ir. Já fiquei sentada em mesa de restaurante longos 50 minutos sozinha esperando. E não era esperando 1 amigo. Era esperando pelo menos 10 amigos e todos eles conseguem chegar atrasados!!!!
O atraso me irrita e somado a isso, a falta de bom senso de, no mínimo, ligar avisando que vai se atrasar simplesmente me enfurece. Acaba com meu dia... Não me peça para ter bom humor depois de me largar esquecida no dia, hora e lugar combinado!
Não vou ficar aqui me fazendo de santa e dizer que nunca me atraso. Me atraso sim. Me atraso quando não depende de mim: ônibus quebra, trânsito congestiona, filho adoece, mas o telefone está sempre ao alcance para que eu ligue a tempo de não deixar ninguém me esperando sem saber o que está acontecendo.
Não adianta discursar depois de atrasar, não aceito.
Não deixo ninguém esperando e não quero que façam isso comigo.
Ser pontual é questão de educação e respeito!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Um Dia de Chuva. Ou Fúria.


Aquela coisa romântica da chuva batendo na janela numa manhã fresca de verão em meio a edredons brancos, travesseiros de plumas, acordando de mansinho, só funciona em filmes, novelas e contos de fadas. Por aqui o despertador berra, quase se morre de susto e quando se vai a janela para ver como está o dia, um grito avassalador sai da garganta:

- Puta que Pariu, ta chovendo de novo!!!!

Mas nem dá tempo de se aborrecer tanto. Corre para resolver 798 coisas pela manhã com a certeza de que não dará tempo.

Com o pé fora do conforto de casa se descobre que a chuva é ainda mais sacana. É aquela coisa nem fina, nem forte, que vem com um vento de quebrar guarda-chuvas e molhar até a alma. Mas não tem jeito, tem que encarar. Andar até o ponto do ônibus já é uma aventura: é rezar para nenhum carro passar por aquela poça e te dar banho de água barrenta. Nessas horas se descobre que temos um lado malabarista, equilibrista, sabe lá. Segura a bolsa, a pasta, o guarda-chuva, o dinheiro da passagem, tudo isso no meio da ventania e o celular ainda resolve tocar. Aí é sacanagem. E não dá pra deixar de atender. Se pensa que dá para ver depois quem ligou e retornar a ligação, já era. Sem créditos!

E cadê aquela desgraça de ônibus que não vem nunca???

Dentro do ônibus é outra aventura: é passar na roleta com mil coisas na mão, tomar cuidado para não molhar ninguém com o guarda-chuva ensopado e conseguir respirar com todas as janelas do veículo fechado.

Quando acha que estará em segurança no centro da cidade embaixo de alguma marquise, se engana redondamente. O povo insiste em andar vagarosamente com o guarda-chuva aberto mesmo sob a proteção dos toldos coloridos das lojas.

Quantas vezes já mencionei “guarda-chuva” aqui nesse texto??? Odeio guarda-chuvas. Esses objetos de formas inconvenientes foram feitos para irritar profundamente qualquer cidadão de bem. E para travar aquelas portas giratórias dos bancos. Os mais espertos o esquecem em algum banco de táxi ou loja de conveniência, mas têm outros que insistem em usá-los para esbarrar nas cabeças dos transeuntes e quase lhes furar os olhos.

Conclusão, no primeiro compromisso do dia já se chega completamente molhado, despenteado, irritado e com vontade de matar alguém. E o dia só está começando. Já se imaginou às 5 da tarde? É quase suicídio. Ou homicídio. Sabe lá quem se vai encontrar pelo caminho, não é? Definitivamente dias de chuva não foram feitos para sair de casa. Não foram feitos para trabalhar, passear, ir ao banco, restaurante, viajar. Dias de chuva são feitos para ficar na cama, em meio a edredons brancos, travesseiros de plumas, olhando-a bater na janela ................................................................................

.......................................... Ahhh, lembrei! Isso é só para filmes, novelas e contos de fada!!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E quem não gosta de pepino?*

O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é símbolo de amizade.

Hoje a alegria foi geral!

Estava escrevendo um texto sobre ‘dezembros’, mas tenho que adiá-lo para falar de felicidade sem fim. (Não vou adiá-lo para janeiro, assim espero. Só um pouquinho.)

Felicidade é simples: é passar o dia GARGALHANDO com amigos.

Renato, meu querido amigo, companheiro de palco, músico excepcional, fez aniversário e reuniu a ‘nata’. Bora fazer feijoada as vésperas do verão que vem chegando? Em plena segunda feira?? Isso vai dar certo??? Se regar com caipirinha não pode dar errado! E não deu. O calor estava de fritar os neurônios, mas o povo foi chegando tranqüilo, sorrindo, só abraços e muita, muita coisa boa pra contar. Do cotidiano às pérolas absurdas que só escuto com esses amigos loucos que aprendi a amar...

“Eu já fiz um monólogo s-o-z-i-n-h-a!!!” – essa já virou bordão entre nós e nesse dia foi repetida exaustivamente... rs

“Aiii, credo, bicha não, homosexual! Bicha é aquela coisa que dá na barriga!!!” – Carlos Frederico Thomas, quem mais podia ser?

“E quem não gosta de pepino? Pepino está presente na vida de todos, em todos os momentos e se no fim tudo der errado a gente empurra o pepino pra Deus!” – isso é quase uma filosofia de vida!

“Estamos até animando velórios e já fizemos uma versão em hip-hop para Segura na Mão de Deus. O povo até esquece de enterrar o defunto para dançar.”

“A vidente cega já está chegando para iniciarmos os trabalhos. Dona Juju vê tudo, mas não enxerga!”

“Vamos cantar!!! Como é mesmo aquela música?? Nãooo, aquela... aquela... aquela... Vou sair de perto pra me concentrar." – depois de muitas caipirinhas ninguém lembra letra de nada.

“As pessoas vão cantando e vão entregando a idade, né? Lembrar dessa música de 1905 não é pra qualquer um não!!!”

“Vamos cantar parabéns em que versão? Popular, Xuxa, Lulu Santos, Marilyn Monroe...? Vamos cantar em Hebraico!!!”

Ahhh... teve muito mais, mas com a mente afetada de cachaça das 14h às 22h fica um pouco difícil relembrar os detalhes desse dia fantástico. Mas fica a lembrança do sorriso e brilho nos olhos de Renato e espero que em seu coração fique a certeza de que ele é muito amado por seus amigos. Uma pessoa pura e cheia de sabedoria que nos acrescenta vida, amor e felicidade sempre.

* O título é uma frase solta, simples, perfeita by Fernando Vianna!

sábado, 6 de novembro de 2010

Vai entender...


Ela sempre se levanta, vai para frente do espelho e observa atentamente todo o seu rosto. Cada milímetro. Estica aqui, puxa ali, passa a mão pelo pescoço e não gosta do que vê. Em alguma dessas manhãs acaba pedindo opinião do marido.

- Mooorrr, você acha que meu rosto está muito mudado?

- Como assim?

- Ahhh... assim, mais amadurecido?

- Claro. Não dá pra ficar com carinha de 18 pra sempre.

- Agora, ‘como assim’, pergunto eu. Está falando que estou com cara de velha????

- Nãooooo, meu bem. Só estou falando que algumas rugas ao longo do tempo são naturais...

- RUGAS????? Quem que tem rugas aqui????? O que você quer dizer com isso???? Que sou um maracujá de gaveta?????? Sou uma velha toda enrugada?????

- Mas eu não falei nada...

- Você já reparou que também não é mais um menininho? Seus cabelos andam tão ralos..............

- Você está falando que estou careca???

- Nãoooooo, meu bem. Só estou falando que a calvície em alguns homens é coisa natural ao longo do tempo...

- Elizabete Cristina, eu não vou discutir com você!!! Que mania de arrumar brigas logo pela manhã.

- Eu?? Arrumando brigas??? Você me ofende e quer que eu fique calada???

- Bom dia, Elizabete Cristina!!!

Pronto, começou mais um dia.

Ele sai de perto para não continuar a discussão, mas não demora muito e mais uma vez ela precisa de sua opinião enquanto se veste:

- Morrrrrrrr, você acha que essa roupa esta muito apertada? Não sei não, acho que essa cor está me engordando demais???

- O que te engorda não é essa cor, são os chocolates da madrugada que você guarda na mesa de cabeceira. Pronto, falei...

- O que você quer dizer com isso, Luiz Pierre??? Que estou gorda como um vaca???

- Lá vamos nós de novo... Eu não disse nada disso, até porque para estar como uma vaca a dieta seria capim!!!

- Você é tão grosso, tão insensível, tão imaturo, tão, tão, tão... tão magro!!! Está me achando gorda porque é um magrelo puro osso!! Olha essas canelas! Parecem hashis!!!

- Elizabete Cristina, chega!!! Estou indo trabalhar...

E com passos pesados em direção à porta de quem engolira um sapo gigantesco para não entrar numa luta injusta de palavras, ele ainda ouve uma última frase:

- Moorrrrrrrr, não demore para o jantar porque hoje a sobremesa estará todinha de vermelho.........................

domingo, 26 de setembro de 2010

O Duelo

"A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só"

Não existe nada mais nojento na face da terra!

Claro que existe, mas falando assim a coisa toda fica mais dramática!!!

Tudo aconteceu quando eu estava lavando a louça em casa à tardinha, aquela que os filhos vão largando depois que você já arrumou a cozinha depois do almoço: milhares de copos, alguns talheres, canecas, xícaras. Parece que mora um batalhão quando na verdade somos só 4! Distraída, com a TV ligada em algum programa sensacionalista, vi passar algo correndo pelo chão. Algo minúsculo e marrom. Aquele ser odiado por 99% das mulheres, com suas patinhas serrilhadas e peludas, suas anteninhas movendo-se sem parar, seu corpinho cascudo que estala quando algum ser humano macho insiste em matá-la com um pisão. Sim, porque nós, mulheres, matamos de forma mais sutil.

Então pensando em toda sutileza que poderia usar contra aquela minha inimiga mortal, me armei com uma vassoura numa mão, um inseticida na outra e troquei os chinelos pelas galochas. Pedi aos céus para me ajudar naquela luta feroz e entrei na arena. Minha adversária olhou para mim e correu para debaixo da mesa. Arrastei a mesa e ela veio para cima de mim. Com um grito, dei um pulo pra trás e por alguns momentos a perdi de vista. Foi o suficiente para ela correr para embaixo da geladeira e me fazer ajoelhar diante de seu esconderijo. Sem piedade mandei um jato de inseticida em sua direção e ela parecendo já adivinhar meus movimentos dessa vez correu para debaixo do freezer. O inseticida não foi suficiente, então tratei de enfiar a vassoura por todos os lados. O que a fez mais uma vez vir em minha direção, me atacando de forma brusca sem dar tempo de me defender. Caí sentada e senti que lágrimas começariam a escorrer pelo meu rosto. Estava cansada, mas não poderia desistir. Não!!! Aquele pequeno bicho escroto não haveria de me vencer tão facilmente. Me levantei e olhando ao redor pude avistá-la em um canto perto da porta querendo sair. Será que estava tentando buscar ajuda? Ela não tinha cara de que fugiria de mim. E então, sem pensar muito arranquei uma das galochas e joguei em sua direção. Errei quando ela se mexeu. Minha adversária não demonstrava o menor cansaço, enquanto que eu já estava suando e respirando com um pouco de dificuldade. Tinha que acabar logo com aquilo ou ela me venceria. Num golpe de sorte a vi encurralada entre um dos cantos da cozinha e o pé de uma cadeira. Não pensei duas vezes, fui em sua direção com o spray de inseticida já engatilhado e BOOM, dei uma longa espirrada em seu corpo cascudo! Primeiro pensei que ela morreria afogada. Mas ela conseguiu sair da poça de veneno cambaleando sem saber pra onde se dirigir. Peguei a vassoura novamente e a coloquei de barriga pra cima. Sem conseguir se virar, como uma tartaruga com seu casco virado, a bichinha mexia suas patas nervosamente até que foi parando, parando, parando e parou. Ela sufocou! Morreu.

Tudo estava bagunçado ao meu redor, um verdadeiro caos. O duelo foi digno de transmissão pela ESPN em horário nobre, um clássico!

Peguei um pedaço de papel e como uma guerreira que acaba de cumprir sua missão ganhando uma batalha, retira o corpo inerte da barata para o lixo.

Mais uma vez, bem venceu o mal!!!!

"La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene, porque le falta
Marihuana pa' fumar"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Impasse


Sabe quando você precisa decidir algo importante que não está ao alcance do seu entendimento, você pede conselhos a especialistas e cada um diz uma coisa????

Que situação...

Essa semana me vi assim. Meio boba, jogada de um lado para o outro sem saber o que era certo ou errado.

Graças a Deus não é uma decisão de vida ou morte. Mas é algo que mexe de certa forma com a saúde de meu filhote. Meu caçula entrando na adolescência, colocando o famoso e hoje tão usual aparelho ortodôntico se viu num impasse: extrair ou não seus caninos? E assim começa a novela – ortodontista diz que tem que extrair, odontologista diz que não extrai. Pergunta pro amigo do consultório ao lado e ele concorda, nada de extrair canino. Pergunta para a irmã, bam bam bam ortodontista e ela diz, nesse caso, extrai sim. E assim prossegue. Foram ao todo 7 “tiradentes” e acabei ficando ainda mais confusa!! E cada um deles com teses belíssimas contra ou a favor. E eu, completamente leiga em se tratando de correções bucais me vi sem saber para onde correr.

O impasse continua.

Amanha todos os exames, moldes e tals de João seguem para outra cidade para novamente serem analisados por outros especialistas.

Aí você pode me perguntar: não é frescura demais??? “Arranca” logo esses dentes. Mas meu filhote é carnívoro, seus caninos farão falta. E essa história toda mais tarde será excelente de se contar e poder dizer: “Ihhhhh, a boca desse rapaz já deu muito trabalho!!!” (Opa, no bom sentido, claro!!...rsrsrs.)


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão"

Cartaz de setembro - Sesc Teresópolis

Viajar é sempre bom. Viajar em meio a amigos, melhor ainda. Mesmo que seja uma viagem curta!

Apertados numa van, colocamos o pé na estrada para apresentação fora da cidade. Todos animadíssimos, sem o mau humor típico de quem vive na madruga e não suporta acordar cedo. Acordar cedo num sábado chuvoso então, é a morte. Mas que nada! Mais um espetáculo seria realizado e isso era motivo de sorrisos.

Como todos já conheciam o caminho, Dramins foram distribuídos para que as curvas enfadonhas não causassem transtornos no meio do percurso. Com a estrada em obra fizemos 3 paradas obrigatórias. Festa para os fumantes!!!

Piadas, lanchinhos e conversas descontraídas deram o tom e a viagem de duas horas e meia nem foi sentida.

Ao chegar, trabalho duro, montagem de cenário, luz e som tomaram todo o dia. Apenas pequenas pausas para almoço e uma voltinha breve nos arredores do Sesc.

E falta pouco. Hora de figurino, cabelo e maquiagem!!

Primeiro, segundo e terceiro sinais... Pé no palco. Casa cheia!!! Minha cena passa rápida demais e quando me sento a fundo para o transcorrer de toda a peça, posso me deliciar com as reações de uma platéia tão generosa que ri muito, sofre muito e (que bom) aplaude muito.

E acabou. Bom demais.

Desmontar tudo e colocar na mala é fácil. Todos estão exaustos, mas felizes pelo excelente resultado que tivemos. No caminho de volta a conversa é uma só: o que deu certo e o que deu errado nessa noite. E o saldo é positivo. E mais uma vez a alegria tomou conta da viagem. De volta a Petrópolis a comemoração é certa!!! Cerveja, caipirinha, um queijinho e, sempre, só sorrisos!!!

sábado, 28 de agosto de 2010

Depois da correria... mais correria.


Mas até que descansei. Obrigada por uma infecção que me pegou no último dia de Barca, passei a semana de molho!
Melhor agora, tenho passado horas a frente do pc procurando 'parcerias' para novos trabalhos. E vai dar samba!!!
Nada de perder tempo, nada de perder tempo!
Quero trabalhar!!!!
Desde abril que eu nao pisava no palco, voltei a sentir o gostinho e não quero parar. E não vou parar.
Agora, o melhor dessa correria toda, que foi a estreia da Barca, foi estar com novas e brilhantes cias. Ohh povo bom pra toda obra! Que pega junto nos problemas e quando os mesmo são solucionados correm pra mesa do bar brindar as cabeças pensantes que resolvem tudo sem estress!!!
Povo alegre que não deixa cair a peteca!!
Espero realmente que a vida nos facilite e possamos permanecer juntos por muito tempo.

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Por hora não tenho muitas novidades e nem criatividade para escrever sobre o mundo. Estamos em época de eleição e nao ando com vontade alguma de falar sobre isso. Cada vez que penso nisso e em tantos candidatos bizarros que andam por aí vejo que nosso país nao é sério. Não me venham falar em liberdade de expressão e que estou sendo preconceituosa porque realmente não dá. Votar em Tiririca, Mulher Melão e Pera ou Tati Quebra Barraco é totalmente fora de questão pra mim e deveria ser para todos os eleitores...
Se eu me animar, volto aqui para fazer graça com isso depois. Sim, porque só sendo em forma de piada mesmo para falar em eleições no nosso Brasil Varonil!!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Conversa Afiada


As noites de conversas amistosas com amigos sempre são bem vindas. No aconchego da nossa casa ou de uma casa onde somos bem recebidos, melhor ainda. E o que dizer quando essa reuniãozinha se dá na cozinha, no calorzinho do forno acesso de onde saem coisinhas gostosas para beliscar e acompanhar as piadas e os debates que se sucedem a mesa??

Mesa boa é assim: rola conversa afinada e afiada. Se fala do cotidiano. Da dieta que não foi feita, da rotina do trabalho, da limpeza da casa, de como as mulheres são de Venus e os homens de Marte. Isso sim dá discussão, mas se somos (nós, mulheres) maioria a mesa a coisa sempre fica a nosso favor. E se não fica, falamos mais alto e mudamos de assunto para não dar razão aos tais marcianos.

Como concordar com os marcianos quando eles insistem em dizer que pensamos da mesma forma que eles quando o assunto são os relacionamentos amorosos?? Com eles o casamento que está maçante se arrasta por tempo indeterminado por pura acomodação e quando acaba, por iniciativa das mulheres, eles logo tratam de se aninhar nos braços de alguma periguete com metade de sua idade.

Alguma mulher faz isso???

Por favor, alguém aí levante o dedo e confirme isso pra mim.

Porque eu nunca me imaginei numa situação dessa e acredito que estou com a maioria.

Eles falam que a tal periguete acrescentam vivacidade e dinamismo as suas vidas. SEI!

O desfile com a ninfeta pela rua mais badalada da cidade é o que importa. Estou enganada?

As venusianas estão muito mais interessadas em reorganizar suas vidas administrando as contas com o ínfimo salário do mês e equilibrando o orçamento com programas de qualidade acompanhada dos bons amigos. Se num desses programas algum bebê nos rende um elogio, sorrimos com o ego massageado, pode rolar algo mais, mas nem por isso saímos desfilando de braços dados com o menino pela cidade.

Vejam, não estou aqui criticando quem faz. Mas acredito que a grande maioria não faz.

Mais uma vez pergunto: estou enganada???
Não adianta... Homens e mulheres pensam de forma muito diferente. E não é questão de idade ou escolaridade ou fatores financeiros ou religião ou ou ou... Homens são homens, mulheres são mulheres e pronto.

Mas essas discussões são extremamente saudáveis entre amigos queridos e terminam sem soluções, ninguém dá o braço a torcer e a única coisa que resta é brindar às diferenças que sempre irão atrair homens e mulheres!!!



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu queria ser pobre um dia...

... porque ser pobre todo dia é F* !!!!

Todos os petropolitanos estão cansados de saber que o transporte público por aqui anda muito mal das pernas (ou rodas e carroceria e motor e tudo junto num só veículo). Hoje precisei levar um contrato até um local de apresentação e não teve jeito: ônibus!

Para inicio de conversa o itinerário de minha casa até o tal lugar não tem uma linha direta, então foi preciso muita baldeação. Da minha casa até o Centro é tranqüilo. Tão tranqüilo que qualquer dia o dono da empresa que faz a linha tirara o ônibus de circulação. O povo aqui anda mesmo é a pé. No meio da manhã ou no meio da tarde se tem como únicas companhias dentro do veiculo cobrador e o motorista. Nos horários de maiores picos só tem estudante e idoso. Sendo assim, prejuízo na certa.

Chegando ao Centro peguei um ônibus para o meio do meu destino final. Aff... o que era aquilo? Muita gente entulhada, com suas bolsas, mochilas e mau humor. Depois de conseguir passar pela roleta fiquei entalada entre um garotão, uma senhora com duas enormes sacolas de compras no chão, um senhor um tanto quanto avantajado e um homem cheio de pastas e malas. Eu só tinha uma mão livre. Foi um exercício de equilíbrio. Na outra mão o tal contrato que não poderia ser entregue amassado. Mas como conseguir tal proeza? Me senti em uma prancha de surf, num mar agitado. Cada curva era uma oração para que eu não caísse nos repolhos da moça ao lado. Num momento de distração quase caí e me agarrei a campainha que fez o motorista parar no ponto seguinte. Ninguém desce. O cobrador reclama. Toca o ônibus!!! Sabe o que foi mais incrível? Todos os 256 passageiros iam descer no mesmo lugar que eu. O negócio não esvaziou!!! Depois de 40 minutos me equilibrando e me desculpando pelos pés que pisei, cheguei ao terminal para pegar o ônibus para o meu destino final.

Qual é mesmo o ônibus que tenho que pegar???

Peço informação e mal pude acreditar quando o senhor aponta para um ônibus vazioooo esperando no ponto. Entrei, sentei confortavelmente (na medida do possível), dei uma folheada no contrato causador de toda aquela aventura e quando o motorista entra e dá partida no motor, passageiros aparecem não sei de onde. Pareciam se materializar ali sem mais nem menos. Lotou!!! Pelo menos eu estava sentada. Mais 40 minutos e cheguei finalmente ao prédio. Fui cuspida do ônibus. Entrei no prédio, falei com o porteiro, entreguei o contrato e em cinco minutos estava eu de volta ao ponto do ônibus para fazer o caminho de volta. Tudo de novo...

domingo, 14 de março de 2010

Temporário


Desempregada e durassa, aceitei a proposta de um emprego temporário para cadastramento dos alunos das escolas municipais aqui de Petrópolis.

Fácil!! Com um notebook em punho, era só visitar as escolas e preencher os dados das crianças com as fichas que a diretora fornecia.

Fácil?? Quem foi o cretino que falou isso??

Algumas escolas são organizadas, as fichas são claras e bem escritas, outras, parece que passou um furacão pelos arquivos e você leva meia hora para recolher as informações de cada aluno. E tem as fichas incompletas: os pobres coitados não possuem data de nascimento, endereço, o nome da mãe é o mesmo do pai, o cep pertence a alguma cidade da Austrália...

É um exercício de paciência, mas também um aprendizado. Por exemplo, aprendi a escrever Stephanie de várias formas diferentes:

Stefanie

Estefanie

Stephannie

Stephanny

Sthefany

Esthephanny

É um leque de opções de mal gosto.


Tem os nomes estranhos:

Zuzelândia

Atarchechis

Zucarina

Melidiosa

Patrimonia

Rauaynne


Tem os criativos:

Maicon Jefferson (Homenagem a Michael Jackson)

Maricleisson (Mariana + Cleisson)

Dione (Johnny)

Brenda Lee

Enix (Acho que o pai era fanho e queria registrar Fênix)

Bleno (Juro!!!)


Tem aqueles sobrenomes que se deve olhar letra por letra senão erra com certeza:

Schimidt

Kreischer

Bryisthermicles

Valmoysthher


E tem aqueles pais sem noção que não abrem mão de nenhum sobrenome de todas as gerações da família:

Walter Antonio da Silva Santos Xavier Pereira de Souza Carvalho Lopes e Castro.

Precisa disso??


E depois de uma equipe de 25 malucos cadastrarem os 40 mil alunos em duas semanas (ufa), hora de fotografá-los. Hora de enlouquecer de vez. Depois de encontrar o ‘José da Silva’ no cadastro dos 40 mil e confirmar nome de pai, mãe e data da nascimento, ajeita o sujeito na cadeira: desencoste e sente na beira da cadeira, fique ereto, levante um pouco o queixo, tire o cabelo do olho e clique.

“Ahhh tia, essa ficou muito feia, posso tirar outra?”

“NÃO!! Próximo!” (Não é maldade, é agilidade! Ninguém fica bonito numa foto de web cam mesmo, pra que tentar outra?)


Deus, permita que isso acrescente alguns passos meus a caminho do céu!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Renatas, Maria, Caipirinha de Jaca e Tapioca!

O sábado começou com uma dorzinha enjoada de cabeça sem explicação. Eu não estava de ressaca. Coloquei um analgésico pra dentro e toquei o dia. À tardinha eu já havia combinado de descer a Serra com amigos para um programinha um tanto inusitado: Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas ou, simplesmente, a Feira de São Cristóvão. Teria show do amiguíssimo César Nascimento e não podia perder a cia deliciosa de queridos em festa tão peculiar.

Antes de pegar o caminho, parada num posto para abastecer - o povo, de cerveja. (Motorista consciente, César não bebe!) No carro a conversa rola solta e são só risos, mesmo com a bexiga estourando em busca de um banheiro. Fala-se mal dos vizinhos que não conhecemos, fala-se bem dos que conhecemos pouco, conta-se histórias boas, velhas, novas, como foi o ano, desejos para o próximo.

Socorro, “as meninas” precisam de um banheiro!!!!

O trânsito agarra na Lagoa por conta da árvore de natal que nunca consegui ver. Na Lagoa?? Espere, explico. Antes de São Cristóvão o combinado era pegar uma amiga em Ipanema: Maria, uma espanholíssima farreante que acabou de chegar de Ilhéus onde tomou caipirinha de jaca e comeu raspadura! - Maria, você é única!!!!

Todos no carro? Agora é partir para o show. E a conversa continua mais animada que nunca. E nao é que resolveram contar segredos sórdidos do meu passado??? Como assim??? Eu fui aquele baile funk enganada. Era uma carona pra casa e mudaram o itinerário sem me avisar... rsrsrs... O que não faz a cachaça...

Enfim, a feira. Muito barulho, muita gente, muito forró, muita cerveja. Lá tudo é muito. O show foi ótimo. César encanta e os meninos da Tribo de Gonzaga fazem bonito, cheios de energia. Quem gosta de dançar se esbalda, nunca fui tão solicitada a mexer o esqueleto como lá. Como não sei dançar, recusava educadamente e continuava curtir show. Para os mais insistentes inventava um namorado ou marido perdido pela festa e ficava tudo certo, o povo respeita. Eram muitas apresentações na mesma noite e o camarim era um show a parte: meninas em trajes preto/pink com sutiãs de paetês e calcinhas rendadas a mostra se aqueciam e alongavam de modo duvidoso junto de meninos de camisetas coladas e chapinhas no cabelo. Eram os bailarinos de um grupo de forró sensação da noite!!

Bem, comi carne de sol, baião de dois, tapioca. Comprei castanhas e quebra queixo (até o natal a dieta será reforçada!) e subi a serra morta de cansada, mas feliz. O dia amanhece, coloco a chave na porta e só me lembro de desmaiar na cama...

E a dor de cabeça???

Programas divertidos com pessoas amadas curam qualquer dor!!!


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