Mostrando postagens com marcador Texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Texto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vem pra Caixa você também... e se ferre comigo!


Abrir uma conta na Caixa Econômica Federal pode ser uma via de mão dupla:
Ou você comprou um passaporte para ir direto para o paraíso quando morrer ou você já morreu, não sabe e foi direto para o inferno.
Alguns meses atrás abri uma firma e precisei de uma conta juridica para receber os pagamentos. Logo fui conversar com meu gerente no banco Santander, que tenho conta a nove anos, e ele me informou o que eu precisava: comprovante blá, cópia blá, cópia blá e em alguns dias eu receberia minha máquina Cielo.
- Mas eu não preciso de uma máquina Cielo!
- Mas aqui só abrimos conta jurídica para firmas que usam máquinas Cielo.
- (silêncio) ????? (cara de idiota) Mas eu não vou vender nada!
- Mas se você precisa de uma conta para 'receber' é porque vai vender algo!
- Sim, mas eu não vou vender bananas, panelas ou cabides. Vou prestar serviços. Só preciso emitir notas de serviço...
- Ah... então não pode abrir conta aqui não. Aqui só com máquina da Cielo.
Juro que saí de lá sem entender nada e como estava sem a menor paciência fui direto a Caixa Econômica Federal. Já haviam me falado que para conta jurídica era a melhor opção, sem muita burocracia e abertura imediata. Meu calvário começou ali!
Meus documentos estavam ok, mas me pediram um depósito astronômico que eu não tinha. E eu já sabia que nenhum dos meus conhecidos precisou fazer tal depósito quando abriu. (amigos pobres como eu)
- Mas aqui as normas mudam de tempos em tempos.
- (silêncio) ????? (cara de idiota)
Voltei pra casa desanimada, mas não desisti.
E visitei a agência mais algumas vezes tentando "mudar as normas" ou pedindo uma outra opção. Passei por três gerentes diferentes e finalmente um 'santo' me falou que abrisse uma poupança jurídica.
- Isso existe????? (a cara de idiota se tornou a cara oficial)
- Sim. E você não precisa fazer nenhum depósito inicial, pode movimentá-la como a conta corrente com um cartão direto no caixa ou na automática. Já tenho aqui seus documentos. Amanhã você passe aqui para assinar o contrato
Sendo assim, ótimo!
No dia seguinte quando voltei para assinar o contrato, fui encaminhada para um quarto gerente, assinei, recebi um cartão de papel com o número da minha conta e criei uma senha para o banco e para a internet. Luxo!
- Ótimo. Quando receberei meu cartão de movimentação?
- Esse é seu cartão de movimentação (apontando para o CARTÃO DE PAPEL).
- E como é que eu movimento no caixa automático com isso?
- Ah não... conta poupança jurídica só mesmo nos caixas convencionais. A senhora apresenta esse cartão e pronto!
- Mas o rapaz ontem me falou........
- Ele é novo, deve ter se enganado!
Saí da porra da agência xingando todas as mães de gerentes de bancos.
Duas semanas depois meu primeiro pagamento caiu e lá fui eu receber!
PQP - três vezes!
É um caos.
A fila já começa na hora de pegar a senha. A mocinha encarregada delas se apega demais aos clientes e adora bater um papinho. Você fica esperando por uns 10 minutos apenas para saber qual seu número de atendimento.
Aí funciona assim: duas letras e três números
CP 287 ou CR 176 ou CC 061
Eu sou sempre CC. Aí você entra e tem nove caixas e apenas duas pessoas para atender. Uma beleza. Mas pensa que nem vai demorar: está no CC 049 e o meu é CC 061.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh....
As chamadas lentas:
CR 287
CR 288
CP 176
CP 177
CP 178
CC 049
CP 179
CR 289
CP 180
CP 181
CC 050 .............................
Entenderam como funciona?
Fiquei imaginando as legendas:
CP - Conta Preferencial
CR - Conta Regular
CC - Conta Cachorro
A última vez que estive na agência foi preciso esperar 1 hora e 50 minutos.
E quando cheguei logo perguntei:
- O que é preciso para ser promovida de CC para CR?
Eu sinceramente não sei o que passa na cabeça desse povo que em vez de ajudar quer mais é que o povo se ferre.
Quatro meses de conta e já paguei todos os pecados dessa vida e da anterior!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Foi...


E mais uma vez me peguei pensando em como teria sido a vida SEM você.
E COM os demais,
Porque com você afastei os demais.
Afastei a vida que me rodeava e me fazia feliz.
Achei que seria ainda mais feliz.
E fui.
E não sou mais.
E não é assim mesmo?
Em mente e mente.
Feliz agora e amanhã, talvez.
Mas não pra sempre!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Interna(mente)


Um dia ela se viu aconselhando,
arrumando soluções para problemas dos outros,
sem nem sequer perceber que sua vida andava uma bagunça.
Existia ali, dentro daquela cabeça cheia de conselhos,
um nó que só ela podia desatar,
mas que a cada passo o apertava ainda mais.
Contraditório, não?
Absurdamente sem sentido.
Mas é nesse caminho cheio de desvairadas 'desrazões' que ela vivia feliz!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Encarar o dia. Dá?


Tudo que tinha pra dar errado, deu!
Naquela manhã nublada o relógio resolveu não despertar e fez com que ela saltasse da cama direto para o banho sem nem respirar. O cabelo deveria ser preso, porque não haveria tempo para lavá-lo, muito menos usar o secador.
O casaco separado com capricho para ser usado naquele dia de outono se encontrou com uma mancha de café que se formou logo após ele se derramar quente num descuido próprio de quem corre para chegar a tempo aquela reunião importante marcada um mês antes.
Optar pelo carro também foi um erro. O trânsito em caos constante não estaria diferente naquele dia. Mas sem tempo para pensar, jogou todas as pastas e papeis no banco do carona, pulou para trás do volante e saiu para rodar 5 km antes de dar de cara com um engarrafamento monstro. A sua frente, milhares de carros coloridos formavam filas intermináveis pela rodovia cinzenta. Ela até pode sorrir nervosamente quando olhou o relógio e calculou que se tudo continuasse se arrastando naquele ritmo chegaria com antecedência de 2 minutos. Tempo suficiente para subir os degraus de dois em dois por três andares, se acomodar na mesa de reunião, abrir todos os projetos e respirar antes que chegasse alguém.
Cálculo errado!
Pelo rádio sintonizado nas notícias do trânsito, tentou caminhos alternativos e nem assim chegou com seus dois minutos de antecedência. O relógio já marcava 15 minutos de atraso e não existia uma vaga para estacionar. Sua vontade era deixar o carro ali, abandonado no meio da rua, mas sabia que se arrependeria desse gesto mais tarde e continuou procurando um pequeno espaço que fosse para parar seu carro.
Enfim conseguiu chegar a reunião. Com todos os fios de cabelo despenteados, esbaforida e tentando recuperar o folego, fez um esforço imenso para se concentrar e colocar a mesa ideias que agora pareciam distante depois da maratona para se chegar ali. Respirou fundo, refez seus planos mentalmente para poderem ser expostos e finalmente despejou tudo aos colaboradores que se encontravam atentos a cada palavra que saia de sua boca. E por fim a única coisa que recebeu como resposta foi: “Precisamos refletir. A ideia é boa, mas não tem o nosso perfil.”
O sorriso amarelo brotou-lhe a face e educadamente agradeceu retirando-se da sala. Tanto trabalho merecia uma resposta imediata. E positiva! Esperou entrar no elevador para deixar os ombros caírem e a testa enrugar cheia de interrogações. Ao sair do prédio não conseguia mais lembrar onde tinha conseguido aquele espaço para parar o carro. Procurou por alguns momentos, acionou o alarme para dar-lhe uma direção e nenhum som foi emitido. Andou alguns metros adiante e novamente o alarme estava m silêncio. Minha nossa, só faltava ter sido roubada, pensou. Depois de tentar o alarme por mais algumas vezes e já entrando em estado de desespero um homem baixo e robusto de olhar envergonhado bateu-lhe o ombro e perguntou:
- A senhora é a dona daquele ‘Paliozinho azul marinho’, não?
- Sim, não consigo me lembrar onde estacionei, cheguei tão atrasada, não prestei atenção. – estava dando desculpas para não parecer uma completa senhora lesada.
- Ahh, a senhora estacionou logo ali atrás, bem pertinho da portaria.
- Graças a Deus, obrigada. Mas não estou vendo ele por aqui.
- É que ele não está mais aqui...
- Fui ROUBADA???? – isso foi quase um grito.
- Não, não. A senhora foi rebocada. Parou em vaga proibida. E aqui é assim, eles não aliviam.
Sentindo um imenso peso nas costas e uma vontade absurda de chorar – mas não faria isso nunca na frente daquele homenzinho de metro e meio – sentou-se ao meio fio e olhou para o relógio. Ainda nem era meio-dia. O que mais faltava acontecer?
- Olha, se a senhora correr, ainda consegue tirar o carro do depósito hoje. Essas coisas demorammmmmmmmm. Sabe como é, né?
Sua vontade era deixar o carro pra lá, seguir de taxi até o aeroporto e pegar o primeiro avião para alguma ilha paradisíaca. Apenas dez dias bastariam... Mas a rotina deixa? Levantou-se, sacudiu a poeira da rua e seguiu em frente com seu dia que prometia ficar ainda pior.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vai... pode ir...

GUSTAV KLIMT, pintura de 1907

"Quero a vida sempre assim com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor"


Ela mal conseguia respirar.
Estava, mais uma vez, passando por uma crise de ansiedade. Mas era diferente. Era uma felicidade inquietante, o coração aos pulos tentava digerir a notícia que esperara por algum tempo e finalmente acontecera.
Um e-mail no meio da tarde trouxe a alegria. Ela tinha um imenso sorriso e desconfiava que tão cedo ele nao deixaria seu rosto.
Depois do e-mail um telefonema para confirmar. E a única resposta que pode dar era: "Feliz, estou muito feliz. Muito Feliz. Muito feliz." Assim mesmo, repetidas vezes e em meios a suspiros.
E agora?
O que fazer com toda essa felicidade??
Tanto tempo, tanto tempo sem algo parecido. Fica aquela ruguinha no meio da testa imaginando o que podia vir depois de toda essa felicidade.
Não importa.
Ela sorri mais uma vez, desfaz a tal ruguinha e parte de braços abertos para descobrir o verdadeiro sentido da vida!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Só nos resta rezar?


Final de novembro e as chuvas já estão caindo sem o menor pudor aqui pela região serrana.
Em janeiro último, como todos devem se lembrar, houve a maior catastrofe da região devido as fortes chuvas o que causou quase mil mortes, milhares de desabrigados e ainda muitos desaparecidos. Uma grande tristeza se abateu sobre todos, uma corrente de solidariedade foi formada, mas me pergunte o que governo fez para minimizar novos danos e para restituir as vítimas... Nada.
Vimos ao longo de 2011 os prefeitos das cidades de Teresópolis e Friburgo sendo destituidos de seus cargos por uso indevido das verbas destinadas as famílias que enfrentaram e perderam a guerra com a natureza. Corrupção, que ao me ver deveria ser punida com cadeia, mas sabemos que no país de contos de FODAS que é nosso Brasil, nada acontece. E em Petrópolis vemos a letargia do digníssimo prefeito que ao invés de construir casas e dar o mínimo de dignidade ao seu povo, resolveu dar uma de decorador e fazer cenários de magia na cidade para o Natal. Nossa Cidade Imperial tenta atrair turistas acendendo bolas cafonas em suas árvores e esquecem que para os visistantes se fazerem presentes por aqui a coisa tem que ir além. Só que o que esperar de secretarias que se enfrentam entre si e se perdem em pequenas questões, enquanto a sujeira vai se colocando embaixo de um tapete enorme?
E não falo isso olhando de fora, porque aqui todos estão no mesmo miolo. Todos estão sempre em perigo nessas questões ambientais. Petrópolis cresceu e cresce de forma desordenada, sem fiscalização e todo metro quadrado é de risco. Se você não tem problema porque mora longe de uma encosta, fatalmente terá problema porque mora perto de um rio sempre pronto a transbordar.
Tem milhares de questões capengando em nossa cidade. A saúde está doente, a educação está completamente indisciplinada, a cultura morreu.... Mas hoje minha maior preocupação é a volta do verão e suas chuvas. Essa foi uma preocupação de ano inteiro, mas sempre se pensava que algo seria feito. Agora acabou o tempo, nada foi feito e tudo pode acontecer numa terra onde é cada um por si e Deus por todos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que foi que você deu, meu bem?

"Eu dei,
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei,
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei,
Diga logo, diga logo, é demais,
Não digo e adivinhe se é capaz..."


Continuando com a saga dos encontros virtuais em sites de relacionamentos (é quase em busca do Cálice Sagrado!) sempre me deparo com galanteadores de primeira linha. Digo primeira linha porque o respeito para mesmo na primeira linha do chat. O povo anda ousado e quer logo algo quente NA segunda linha ou DE segunda linha ou, ainda, NA/DE segunda linha.
Ahhh vai.... tem aqueles que se comportam por um tempo maior. Aí você cai nas historietas e resolve marcar um encontro. Decepção. De cara já quer beijar, passar a mão, opaaaaaa.... Que isso, meu filho? Como é afoito!!! Corre pra casa e deleta qualquer contato com a criatura.
Mas tem aqueles que esperam um segundo encontro para convidar para um programa mais íntimo. Programa Íntimo = Motel. Num primeiro momento você fica sem saber o que responder, mas aí vem a luz e você prepara um lindo discurso de "não precisamos apressar nada", "vamos caminhar com calma", "criar intimidade vem com comprometimento", "melhor nos conhecermos um pouco mais", "blá, blá, blá".... Tudo desculpa de quem não está afim de ir para a cama com aquela criatura...
Não pensem vocês que sou púdica demais. Pelo contrário, adoro sexo, acho que sexo é essencial para uma vida saudável, mas eu tenho o direito de escolher para QUEM dar, ONDE dar, QUANDO dar... ou não?
Tenho 38 anos, sou indepentende, solteira, com filhos criados... Dá licença?
Tá certo que o discurso que usei acima é meio "menina" demais, daquelas que querem se apaixonar. E qual é o problema? Enamorar-se num terceiro, quarto encontro ainda está valendo em minha vida.
Viva o romantismo!!!!

domingo, 3 de julho de 2011

Dia longo...


Ai que delícia passar o dia esperando ele ligar para aquele tão esperado encontro.
A moça, que não sentia isso há muito tempo, achou que a ansiedade poderia estragar tudo e tratou de se acalmar. Passou o dia encontrando coisas para fazer, mas com o celular em punho para não perder de maneira nenhuma o telefonema do rapaz que a encantou durante alguns dias de conversas longas pela internet.
Se esbarraram virtualmente sem querer. Não pareciam ter muito em comum, mesmo assim ensaiaram uma primeira conversa e deu certo. Algumas afinidades iam surgindo e cada dia as convesas ficavam mais longas.
Ela acabara de completar 29 anos, mas se sentia novamente com 18, com aquele frisson que aperta o peito e fazem as borboletas do estômago voarem inquietantes. Ele, mais novo, talvez tenha se encantado nas experientes histórias que ela contava entusiasmada diante do interesse dele, dos comentários que fazia e das perguntas curiosas.
Trocaram telefones, conversaram algumas vezes assim, mais próximos, ouvindo as vozes e os sorrisos mais soltos diante de alguma gentileza ou elogio. E assim um encontro foi marcado para o fim de semana. Um cineminha, um jantar depois, quem sabe...
E o fim de semana chegou. Era domingo. E arruma armários e coloca a leitura em dia e responde e-mails e finaliza projetos e o dia não passa!!!
Mãos suadas, os pensamentos voam e nada de se concentrar em qualquer coisa. Só esperando o telefone tocar.
E toca.
É ele...
Encontro confirmado. Corre para o banho, escolhe uma roupa bacana e sai.
O encontro?
Usem a imaginação. Porque ela usou e deu certo. Tudo aconteceu como ela havia imaginado por todo aquele dia.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sem Bilhete


Ela tinha uma vida que faria inveja a muita gente. Beirava a perfeição. Um marido que a amava e a respeitava, filhos carinhosos com futuros brilhantes pela frente. Cursavam uma das melhores universidades da grande cidade em que moravam. Mesa sempre farta com família reunida em quase todos os almoços e jantares usuais em restaurantes bacanas. Viagens internacionais uma vez por ano e fins de semana alternados na praia e na serra. Carro trocado a cada dois anos. E ainda tinha o lado profissional que dominava com competência e era reconhecidamente talentosa pelos tribunais. Seguira os passos do pai, juiz de renome, cursara Direito e se dedicava como poucos na área.

A vida lhe dera muitos presentes. Cercada de amor e felicidade podia-se dizer que era quase um conto de fadas moderno. E tudo isso pode passar em apenas um minuto por sua mente no momento em que ela deu, ali do 23º andar, seu último passo ao nada. Ela ainda teve tempo de sorrir antes que fosse ouvido um baque surdo de seu corpo indo de encontro ao asfalto sujo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Desespero Noturno


Me deito com esperanças de uma boa noite de sono, mas os olhos não fecham, não me deixam adormecer. É o cansaço que me põe em alerta para cada parte do meu corpo. Meus pés latejam depois de um longo dia de sapatos fechados, minhas pernas doem com um vigor balzaquiano de dar dó. E a cabeça não para. Problemas que ficaram por resolver, detalhes que ainda devem ser vistos, alguns compromissos a serem cumpridos sem espaço na agenda. A mente não desacelera para que o corpo possa relaxar. E os pés continuam latejando. O banho quente não foi suficiente. Penso em levantar para um copo d'agua, mas sou repreendida pelo pensamento de que será pior, despertar os músculos para um movimento para fora da cama será fatal.
Na cama o corpo experimenta um balé de giros e meias voltas sem nenhuma graciosidade, apenas buscando o conforto para enfim desligar. O travesseiro é ajeitado diversas vezes, virados e revirados, trocados pelos outros três que ocupam uma cama tão grande para uma pessoa tão só. Será esse o problema? Espaço demais? Acho que não. Em dias frios tenho uma coleção de cobertores e edredons. Meus melhores amigos (até o momento - procura-se melhores amigos novos!).
Eu sabia que deveria ter tomado algo relaxante antes mesmo de colocar o pijama. Chá ou Vodka? Ainda é terça feira, melhor seria ter optado pelo chá, mas agora é tarde. Nem chá, nem vodka, nem leite quente, nem rivotril.
Os pensamentos agora são quase desesperadores gerando uma ansiedade em saber que noite mal dormida é igual a acordar torta e passar todo o dia com sono e mau humor. Alguém vai sofrer as consequências amanhã além de mim. Fato!

Alguém sabe informar se contar carneirinhos já deu certo com alguma criatura nessa situação???


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alívio


No momento em que ela tirou as sandálias e colocou os pés no chão teve a certeza de que tudo ficaria bem. Ali, sem salto, sem barreiras, apenas ela e o mundo em sintonia perfeita de natureza nua. As costas foram relaxando, o grande peso dos ombros foi sumindo, os olhos se fecharam num misto de alegria e alívio...
E depois?
O que viria?
Era uma sensação de... nada. Nada estava por vir, não havia nada mais a ser feito.
Acabou de tirar toda a roupa calmamente, se serviu de uma dose de gim, encheu a banheira com água morna e lavou todo o sangue que ainda tinha nas mãos e na alma...

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Ócio Canalha

É aquele tipo parasita, sanguessuga, ordinário, oportunista, quase vigarista que envergonha a sociedade humana

Espertalhões trabalham de terça a quinta, tem férias de 90 dias, licença liberada e remunerada. Passagens aéreas PAGAS, moradias PAGAS, correspondência PAGA, combustível PAGO, comidinhas, drinks e putarias PAGAS!

Amantes liberadas...

Suplentes oportunistas, gente que foi gerada no esgoto do inferno!

Mas esses ociosos parasitas nacionais, essa corja ociosa típica das câmaras e do senado das terras brasilis tem seus momentos de ação! Olha a consideração. Bastam ouvir as palavras VERBA, propina, bufunfa, money, grana, armação, lavagem ou troca-troca, TRAGÉDIA COM MUITOS MORTOS. Neste momento está garantida as suas inúteis existências. Com lágrimas de crocodilo e doações alheias a festa vai começar!!!

Tragédia tem haver com: verbas liberadas imediatamente sem controle, com a certeza de desvios ociosos que garantam futuro com mais mortes, mais verbas, vezes mais tragédia e ociosamente nada acontece a não ser com as verbas.

A corja ociosa dos Politics of the Brazil se organiza: aumentam seus salários em 62%! Uuaauuuu!!! Em menos de 8 horas deputados e senadores são fast quando se trata de votar seus próprios salários. 99% votaram a seu favor e somente um votou contra?

- Hummm... acho que foram 6 ou 7....

- Nossa, quanta diferença, hein!!!

Viva a corja nacional anormal, sem ética, nem moral!!!

Canalha profissional.

Ordinários, ociosos, impunidade garantida e muito, muito, muito, muitoooooo dinheiro de volta.

Orações com propina nas mãos!

Ociosos vadios, similar no mundo não existe não!

Na historia da humanidade nem os gregos nem os romanos poderiam imaginar gente tão ociosamente ordinária como The Politcs of the Brazil. Com todo respeito aos 3,7 ou 6,1% honestos, grandes idealistas, exemplos geniais. Saudades de homens sensacionais, de Ulisses e de Darcys...

ACORDA ALICE!!!! Uma andorinha só não faz verão!!!!

A não ser quando ociosos governadores conseguem salários fabulosos de aposentadoria integral. Safados, ordinários, cara de pau: Trabalham quatro aninhos e... MILIONÁRIOS PARA SEMPRE!!!

Gente... Se esses políticos tivessem mãe, por que nome vocês os chamariam?

FILHOS DA PUTA!!!! - com todo respeito as putas.


* Texto de Fernando Vianna

O Ócio Canalha faz parte do espetáculo 'Quem Roubou Meu Futuro?' que está em produção com estréia prevista para esse ano.

domingo, 26 de setembro de 2010

O Duelo

"A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só"

Não existe nada mais nojento na face da terra!

Claro que existe, mas falando assim a coisa toda fica mais dramática!!!

Tudo aconteceu quando eu estava lavando a louça em casa à tardinha, aquela que os filhos vão largando depois que você já arrumou a cozinha depois do almoço: milhares de copos, alguns talheres, canecas, xícaras. Parece que mora um batalhão quando na verdade somos só 4! Distraída, com a TV ligada em algum programa sensacionalista, vi passar algo correndo pelo chão. Algo minúsculo e marrom. Aquele ser odiado por 99% das mulheres, com suas patinhas serrilhadas e peludas, suas anteninhas movendo-se sem parar, seu corpinho cascudo que estala quando algum ser humano macho insiste em matá-la com um pisão. Sim, porque nós, mulheres, matamos de forma mais sutil.

Então pensando em toda sutileza que poderia usar contra aquela minha inimiga mortal, me armei com uma vassoura numa mão, um inseticida na outra e troquei os chinelos pelas galochas. Pedi aos céus para me ajudar naquela luta feroz e entrei na arena. Minha adversária olhou para mim e correu para debaixo da mesa. Arrastei a mesa e ela veio para cima de mim. Com um grito, dei um pulo pra trás e por alguns momentos a perdi de vista. Foi o suficiente para ela correr para embaixo da geladeira e me fazer ajoelhar diante de seu esconderijo. Sem piedade mandei um jato de inseticida em sua direção e ela parecendo já adivinhar meus movimentos dessa vez correu para debaixo do freezer. O inseticida não foi suficiente, então tratei de enfiar a vassoura por todos os lados. O que a fez mais uma vez vir em minha direção, me atacando de forma brusca sem dar tempo de me defender. Caí sentada e senti que lágrimas começariam a escorrer pelo meu rosto. Estava cansada, mas não poderia desistir. Não!!! Aquele pequeno bicho escroto não haveria de me vencer tão facilmente. Me levantei e olhando ao redor pude avistá-la em um canto perto da porta querendo sair. Será que estava tentando buscar ajuda? Ela não tinha cara de que fugiria de mim. E então, sem pensar muito arranquei uma das galochas e joguei em sua direção. Errei quando ela se mexeu. Minha adversária não demonstrava o menor cansaço, enquanto que eu já estava suando e respirando com um pouco de dificuldade. Tinha que acabar logo com aquilo ou ela me venceria. Num golpe de sorte a vi encurralada entre um dos cantos da cozinha e o pé de uma cadeira. Não pensei duas vezes, fui em sua direção com o spray de inseticida já engatilhado e BOOM, dei uma longa espirrada em seu corpo cascudo! Primeiro pensei que ela morreria afogada. Mas ela conseguiu sair da poça de veneno cambaleando sem saber pra onde se dirigir. Peguei a vassoura novamente e a coloquei de barriga pra cima. Sem conseguir se virar, como uma tartaruga com seu casco virado, a bichinha mexia suas patas nervosamente até que foi parando, parando, parando e parou. Ela sufocou! Morreu.

Tudo estava bagunçado ao meu redor, um verdadeiro caos. O duelo foi digno de transmissão pela ESPN em horário nobre, um clássico!

Peguei um pedaço de papel e como uma guerreira que acaba de cumprir sua missão ganhando uma batalha, retira o corpo inerte da barata para o lixo.

Mais uma vez, bem venceu o mal!!!!

"La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene, porque le falta
Marihuana pa' fumar"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tentando


"Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu"


Ela se debruça na janela pela manhã, sente o cheiro da primavera que desabrocha em tons de lilás e percebe que há muito que fazer nos próximos dias. Precisa colocar os sentimentos em ordem e começar a caminhar de volta a vida que a tanto está perdida. Isso significa limpar as gavetas do coração, jogar fora todas as tranqueiras que guardou nos últimos anos, tirar o pó do que ainda merece ser guardado e expor o que um dia deixou pra trás de forma errada e tinha que ser recuperada em prateleiras altas e firmes.

O dilema maior era escolher o que deveria ficar e o que deveria ir embora.

Eram tantas coisas, tantas recordações, tantas palavras ditas...

Quais os momentos que mereciam ser lembrados? Quais as fraquezas deveriam ficar para que sempre se lembre que nada pode ser feito sem ter conseqüência? Quais os medos mereciam ficar ali no cantinho para saber o que deveria ser repetido e o que não deveria?

A vida ensina, mas às vezes não se assimila.

E sem mais nem porque ela resolve deixar tudo como está. Isso não é o certo, mas era o que ela estava acostumada a fazer: deixar as coisas se acomodarem sozinhas achando que tudo ficaria bem. Mais uma vez ela achava que poderia esconder os restos de um mundo sofrido embaixo do tapete.

E ali, naquela janela, observando atentamente o movimento da vida, ela resolve deixar tudo em aberto na expectativa que ainda seria feliz sem ter que arrumar a bagunça que deixara pra trás. A bagunça do coração lotado de coisas que deveriam ser entregues de vez ao passado.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

INTERMISSION

Nos últimos dias só estou tendo tempo para divulgar, divulgar e divulgar o espetáculo que falei no post anterior.
Então divulgo aqui também. De novo!

Satura Cia de Teatro
apresenta
AUTO DA BARCA DO INFERNO
de Gil Vicente

Dias 20 e 21 de agosto às 21h no Theatro D. Pedro

Direção de Fábio Branco
Com Cristiane Carvalho, Beth Medeiros, Mary de Paula, Renata Garcia, Fred Justen, Willian Esteves, Cintia Mello, Nathan Cardoso e Renato de Resende.

Ingressos na bilheteria do teatro e na Casa D'Angelo.



Quem estiver por Petrópolis não pode perder!!!



segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Fragilidade de um País


Já tem um tempo que o clima anda pesadíssimo para qualquer ser normal antenado com o mundo.

A copa do mundo tomava conta de todas as mídias, mas já explodiam dois casos de assassinatos bizarros pelo jornalismo: o sumiço de Eliza Samudio e a morte da advogada Márcia Nakashima.

Quando a Copa terminou não se falava mais em outra coisa. Prisões, depoimento, corpo desossado, advogados falastrões, delegados enrolados, pedidos de harbeas corpus, um monte de expressões jurídicas... Circo armado e até agora nenhuma conclusão.

Depois apareceu o caso do filho que matou o pai, dono do restaurante Rei do Bacalhau, e todas as pessoas que sabiam do crime: advogado, pai de santo, funcionários e mais alguns. Típico roteiro hollywoodiano.

Daí aparece um episódio de atropelamento de um skatista em um túnel desativado com filhinhos de papai fazendo ‘pega’ seguido de corrupção policial que só veio a tona porque a vítima era filho de uma atriz global.

Passa mais um ou dois dias e vemos a noticia de um rapaz na carona de uma moto baleado na cabeça por trás somente porque o pai, que dirigia a moto, não parou quando a policia fez sinal. Já sabem quem atirou, né?

No fim de semana foi preso um ‘maníaco’ que confessou ter matado mais de sete mulheres enquanto foragido de uma pena semi aberta que deveria cumprir por outros assassinatos e estupros. Semi aberta para assassinato????

Isso sem contar os seqüestros relâmpagos, os arrastões de carros em vias engarrafadas, os casos de pedofilia que se multiplicam, roubos, mortes...

Páginas policiais fervilhando e a sociedade a mercê de crimes cada vez mais hediondos.

Só estou escrevendo sobre isso porque não quero de maneira nenhuma achar que isso tudo é normal. Que isso tudo faz parte do dia a dia de um país que mostra tanta fragilidade na segurança dos seus cidadãos.

Não é normal.

Não dá para abaixar a cabeça quando um babaca vem de fora, é extremamente bem tratado aqui para fazer o trabalho dele e quando volta para a casa fala mal de seus anfitriões. Stallone é um completo idiota quando nos acha simplórios e bobos ao usar de toda educação com ele.

O país está realmente em dificuldades.

Eleições à vista... tá na hora de acordar!!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

"Que seria de mim, meu Deus, sem a fé em Antônio?"


O amor está no ar...

Dia dos namorados chegando, vitrines decoradas com grandes corações vermelhos, a programação da TV só fala em cenários românticos para passar o fim de semana, os comercias são cheios de beijos na boca, os motéis estão em promoção com suas banheiras de espuma, camas decoradas com pétalas de rosas e muita champagne, ai, ai...

Alguns filmes que passarão ao longo da semana:

Um Amor para Recordar, Vestida para Casar, O Amor não Tira Férias, P.S. Eu Te Amo, De Repente é Amor, Uma Carta de Amor, Quando o Amor Acontece, Amor Além da Vida, O Amor não Tem Regras, Tudo Por Amor...

Amor, amor, amor, amor.... Ahhhh... O amor.

E quem não tem namorado?? Se mata???

Esse ano nem posso fazer simpatias. Santo Antonio cortou relações comigo desde que eu o coloquei de cabeça para baixo num copo de cachaça no ano passado. Pensa que ele ‘morreu’ afogado??? Meu santinho bebeu toda a cachaça e acordou no dia seguinte com uma ressaca danada. Resultado: nada de namorados para Dona Renata nos próximos cinco anos.

Há quem sempre sopre em meu ouvido a velha máxima: ‘antes só do que mal acompanhada’. Sei! Quero saber qual é a mulher que tem coragem de sentar sozinha num restaurante na noite do dia 12 de junho. Não adianta postar nos comentários que mulheres bem resolvidas fazem isso sem o menor problema. Vai ser bem resolvida assim nos quinto dos infernos!!!

Para quem esta na mesma situação que eu, vamos fazer o seguinte: nada de se matar. Alugue um dvd trash - Lambada, a dança proibida, Serpentes a Bordo, A Vila, qualquer um da série de Jogos Mortais, Hora do Pesadelo ou Sexta-feira 13 – compre uma garrafa de tequila, 5 barras de chocolate e guarde o celular na gaveta (ele não vai te ligar!)

Voilà!!!!

Noite perfeita para não pensar em nada, apenas curtir o quanto a vida será melhor depois que você passar por esse ritual. Quando acordar e curar sua ressaca, voltar ao regime e só voltar a escolher filmes bons para assistir se sentirá uma pessoa melhor. Digo mais, purificada!!!

E se no próximo ano Santo Antonio continuar de mal, aumente a dose da tequila.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Conversa Afiada


As noites de conversas amistosas com amigos sempre são bem vindas. No aconchego da nossa casa ou de uma casa onde somos bem recebidos, melhor ainda. E o que dizer quando essa reuniãozinha se dá na cozinha, no calorzinho do forno acesso de onde saem coisinhas gostosas para beliscar e acompanhar as piadas e os debates que se sucedem a mesa??

Mesa boa é assim: rola conversa afinada e afiada. Se fala do cotidiano. Da dieta que não foi feita, da rotina do trabalho, da limpeza da casa, de como as mulheres são de Venus e os homens de Marte. Isso sim dá discussão, mas se somos (nós, mulheres) maioria a mesa a coisa sempre fica a nosso favor. E se não fica, falamos mais alto e mudamos de assunto para não dar razão aos tais marcianos.

Como concordar com os marcianos quando eles insistem em dizer que pensamos da mesma forma que eles quando o assunto são os relacionamentos amorosos?? Com eles o casamento que está maçante se arrasta por tempo indeterminado por pura acomodação e quando acaba, por iniciativa das mulheres, eles logo tratam de se aninhar nos braços de alguma periguete com metade de sua idade.

Alguma mulher faz isso???

Por favor, alguém aí levante o dedo e confirme isso pra mim.

Porque eu nunca me imaginei numa situação dessa e acredito que estou com a maioria.

Eles falam que a tal periguete acrescentam vivacidade e dinamismo as suas vidas. SEI!

O desfile com a ninfeta pela rua mais badalada da cidade é o que importa. Estou enganada?

As venusianas estão muito mais interessadas em reorganizar suas vidas administrando as contas com o ínfimo salário do mês e equilibrando o orçamento com programas de qualidade acompanhada dos bons amigos. Se num desses programas algum bebê nos rende um elogio, sorrimos com o ego massageado, pode rolar algo mais, mas nem por isso saímos desfilando de braços dados com o menino pela cidade.

Vejam, não estou aqui criticando quem faz. Mas acredito que a grande maioria não faz.

Mais uma vez pergunto: estou enganada???
Não adianta... Homens e mulheres pensam de forma muito diferente. E não é questão de idade ou escolaridade ou fatores financeiros ou religião ou ou ou... Homens são homens, mulheres são mulheres e pronto.

Mas essas discussões são extremamente saudáveis entre amigos queridos e terminam sem soluções, ninguém dá o braço a torcer e a única coisa que resta é brindar às diferenças que sempre irão atrair homens e mulheres!!!



quinta-feira, 13 de maio de 2010

O surto nosso de cada dia!


Estava tentando adaptar um texto para o espetáculo de teatro e me peguei imaginando o que me irritava demais nessa vida para escrever sobre os surtos nossos de cada dia.


Imaginem a cena:


Lugar: Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

Dia: 24 de julho, ápice do inverno.

Horário: 02h35min da madrugada.

Temperatura: 8 graus

Sensação térmica: -5 graus


Colocar o dedo para o lado de fora da janela por mais de cinco minutos é caso de congelamento certo com direito a amputação depois, mas dentro do quarto tudo é calor. Tudo aconchegante com aquecedor ligado, vários edredons na cama, moleton, meias de lã...

De repente uma vontade imennnnnnnnsa de fazer xixi. A vontade de fazer xixi no frio aumenta drasticamente como se fosse um castigo divino de algo que ficou mal resolvido na última vida.

Como é mesmo o nome daquele penico que usam em hospitais para os doentes que não podem se levantar?* Porque eu não tenho um destes???

Tá, pensar essas besteiras não aliviará minha bexiga. Não tem jeito. Rastejo lentamente para fora da cama tentando me mexer o mínimo possível, para não espantar o calorzinho do corpo. O banheiro fica ali, a três cômodos do quarto, mas parecem quilômetros sem fim. Nem acendo as luzes e sigo tateando o caminho. E no terceiro passo para dentro do banheiro algo sai errado...


AHHHHHHHHHHHHHHHHHHH EU MATO ESSE FILHO DA P#T#. QUEM FOI O CORNO DO C###LH# QUE TOMOU BANHO E INUNDOU A M#RD# DO BANHEIRO?? QUEM FOI O DESGRAÇADO DE UMA P#RR# QUE SAIU DO BOX PINGANDO DEIXANDO POÇAS DO TAMANHO DE C#S NA P#RR# DO CHÃO DO C###LH#??? EU MATO!!! V##DO, FILHO DE UMA P#R#NH# DESGRAÇADA DE UMA P#RR#...


Meias molhadas!!!

Quase nada...

Fresca?? Eu????

Que isso... e nesse dia eu nem estava com TPM!!!

* O nome do tal penico de hospital é comadre!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Arnaldo Jabor - O Rio teve duas enchentes: a chata e a dramática

No Rio de Janeiro há duas enchentes, duas. Uma delas é drama. Atingiu a mim, por exemplo, que moro na Lagoa e fiquei ilhado. Chato, muitos outros perderam a hora, tiveram de andar de barquinho, carros boiando. Super chato.

A outra enchente é a tragédia. Barracos deslizando, famílias morrendo na lama. A catástrofe natural ilumina a catástrofe social. As pessoas não estão lá por imprudência, como dizem as autoridades, “ah, não medem o perigo”.

Não são imprudentes, são POBRES, não tem onde morar com segurança. A diferença entre drama e tragédia é que tragédia se encerra com a morte inevitável. No Rio há um tipo de tragédia que se repete como um drama sem fim.

O Rio fica mais visível não a luz do sol, com barquinhos na baia a deslizar. O Rio fica mais claro na chuva. Vemos a verdade que se esconde na paisagem. Uma cidade com a grande maioria de pobres e desamparados, a mercê de décadas de governantes irresponsáveis e corruptos.

Mas eles estão tranquilos, suas fichas sujas jamais serão exibidas, como vimos hoje (quarta) na Câmara Federal, que adiou o desejo de um milhão e meio de brasileiros.

Os irresponsáveis são até abraçados por político em campanha. Eles só esperam as águas baixarem e as notícias sumirem. Até outra tragédia em que a culpa é dos mortos.

qui, 08/04/10 por Arnaldo Jabor - Jornal da Glob0

Powered By Blogger