quarta-feira, 4 de maio de 2011

Desespero Noturno


Me deito com esperanças de uma boa noite de sono, mas os olhos não fecham, não me deixam adormecer. É o cansaço que me põe em alerta para cada parte do meu corpo. Meus pés latejam depois de um longo dia de sapatos fechados, minhas pernas doem com um vigor balzaquiano de dar dó. E a cabeça não para. Problemas que ficaram por resolver, detalhes que ainda devem ser vistos, alguns compromissos a serem cumpridos sem espaço na agenda. A mente não desacelera para que o corpo possa relaxar. E os pés continuam latejando. O banho quente não foi suficiente. Penso em levantar para um copo d'agua, mas sou repreendida pelo pensamento de que será pior, despertar os músculos para um movimento para fora da cama será fatal.
Na cama o corpo experimenta um balé de giros e meias voltas sem nenhuma graciosidade, apenas buscando o conforto para enfim desligar. O travesseiro é ajeitado diversas vezes, virados e revirados, trocados pelos outros três que ocupam uma cama tão grande para uma pessoa tão só. Será esse o problema? Espaço demais? Acho que não. Em dias frios tenho uma coleção de cobertores e edredons. Meus melhores amigos (até o momento - procura-se melhores amigos novos!).
Eu sabia que deveria ter tomado algo relaxante antes mesmo de colocar o pijama. Chá ou Vodka? Ainda é terça feira, melhor seria ter optado pelo chá, mas agora é tarde. Nem chá, nem vodka, nem leite quente, nem rivotril.
Os pensamentos agora são quase desesperadores gerando uma ansiedade em saber que noite mal dormida é igual a acordar torta e passar todo o dia com sono e mau humor. Alguém vai sofrer as consequências amanhã além de mim. Fato!

Alguém sabe informar se contar carneirinhos já deu certo com alguma criatura nessa situação???


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fim de semana agitado no mundo.


Um final de semana para entrar para história...
Um casamento que coloca um terço da população mundial em frente a TV. Milhares e milheres de pessoas observando cada detalhe da Família Real Britânica e os festejos das bodas de Will e Kate. Achei incrível aquela multidão nas ruas de Londres comemorando junto como se fossem convidados diretos de uma celebração que parecia um conto de fadas. E não era? Uma plébeia, que nunca foi gata borralheira, mas era sim, plebéia, se casando com um príncipe bonito, elegante e charmoso, com seus súditos apaludindo e suspirando diante do primeiro beijo. Sim, conto de fadas e me emocionei de certa maneira com isso. Podem gritar agora: "mulherzinha!!". Sou! Fazer o que?
Depois, no domingo, pudemos assistir a beatificação de uma pessoa que ainda nos é tão próxima. Religiões a parte, João Paulo II era um santo homem no sentido mais belo da palavra: unificou multidões em torno do catolicismo, uniu povos em guerra com suas viagens pelo mundo em missões de paz. Não concordo com a maioria das decisões da Igreja Católica em relação a vários assuntos, mas me curvo diante do homem Karol Wojtyla que viveu de acordo com os preceitos que escolheu sem nunca ter 'desmoronado'.
E no final da noite, quase madrugada de domingo para segunda, distraída na internet, escuto com susto aquela vinheta de plantão da Rede Globo. Osama Bin Laden está morto. Dez anos após o ataque as Torres Gêmeas parece que o Exército Americano finalmente mata o homem que assumiu o maior ataque terrorista de todos os tempos. Bem, até o momento em que escrevo por aqui a noticia de sua morte foi colocada em todos os meios de comunicação exaustivamente, mas provas que é bom, 'none'. Cadê o corpo? Uma foto? Uma filmagem? Uma prova em dna? Hummm... nadinha, apenas o pronunciamento de Sr. Obama. Não estou aqui para jogar areia na festa dos americanos, mas essa morte não parece providencial num inicio de campanha de reeleiçao de um presidente que andava em baixa com o povo???
Não percam as cenas dos próximos capítulos...
Haverá divórcio? Haverá milagre? Haverá prova?
O mundo caminha um pouco descrente, tantas dúvidas parecem normais. O jeito é sentar e esperar o próximo noticiário.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alívio


No momento em que ela tirou as sandálias e colocou os pés no chão teve a certeza de que tudo ficaria bem. Ali, sem salto, sem barreiras, apenas ela e o mundo em sintonia perfeita de natureza nua. As costas foram relaxando, o grande peso dos ombros foi sumindo, os olhos se fecharam num misto de alegria e alívio...
E depois?
O que viria?
Era uma sensação de... nada. Nada estava por vir, não havia nada mais a ser feito.
Acabou de tirar toda a roupa calmamente, se serviu de uma dose de gim, encheu a banheira com água morna e lavou todo o sangue que ainda tinha nas mãos e na alma...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Fingimento


Ela sabia exatamente o que fazer quando surgia algum problema no trabalho. Resolver pepinos era com ela mesmo. Com a mesa cheia de papéis, livros, agenda, telefones, na frente do notebook era expert em grandes contatos, em fechamentos de contratos. Marcar reuniões, enviar e-mails de cobranças, de agradecimentos, de orçamentos, planilhas, contas, contas, contas.... todo dia, o dia todo.
Já na vida pessoal, problemas pareciam impossíveis de serem solucionados. Parecia que sofria cronicamente da Sindrome de Broken-heart. Sozinha, sempre sozinha, não conseguia entender o que a separava do resto do mundo emocional, das pessoas felizes que vivem em pares. Como entender um órgão que tem vida própria e insiste em bater por caminhos obscuros que exigem demais de sua inteligência e competência?
Coração egoísta que não a deixa escolher seus próprios caminhos!
Era assim que ela definia seu lado emocional: sem controle.
E a falta de controle dela sobre alguma coisa a deixava desesperada, ansiosa, angustiada. O que fazer? Fingir que esse lado da vida não existe e voltar para sua mesa cheia de papéis, livros, agenda, telefones, na frente do notebook era expert em grandes contatos, em fechamentos de contratos. Marcar reuniões, enviar e-mails de cobranças, de agradecimentos, de orçamentos, planilhas, contas, contas, contas.... todo dia, o dia todo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sem Razão


Sei chegar em você

Corpo, olhar, coração

Sei chegar de maneira

Que me quebra a razão


Traiçoeira certeza

Sanidade já foi

E me fica a vontade

Misturada com a dor


Manipula, descuida

Permeia em detalhes

Onde só fica a saudade

Da vida que a muito acabou.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mil interrogações no dia de hoje.


O que está acontecendo com o mundo?
O que as pessoas tem na cabeça?
Melhor, o que falta na cabeça de certas pessoas?
O que leva uma pessoa acordar numa manhã de quinta feira, se dirigir a uma escola e descarregar armas em crianças indefesas?
Não ia escrever sobre isso. Não queria. Mas não estou aguentando calada.
Tenho um filho da idade da maioria das crianças mortas. Que passa o dia na escola.
Área aberta para qualquer um entrar e fazer o que quiser?
É muito, muito triste saber que nossos filhos são criados com asas próprias para desbravarem o mundo sozinhos. Triste porque o mundo é só esse. Não existe um mundo melhor onde poderiamos soltá-los sem preocupação.
Existe dor maior que a dor do coração dilacerado de uma mãe.
Não, com certeza, com toda certeza do mundo, não.
E essas mães que choram hoje pela perda de seus filhinhos?
Existe consolo para elas?
Não, não e não.
Me solidarizo hoje com as mães de Realengo.
É difícil conter o choro enquanto escrevo, mas esquecer isso, não escrever sobre isso é o mesmo que aceitar viver numa sociedade que anda doente há muito tempo e simplesmente as pessoas fecham os olhos por comodismo.
Não vou aceitar.

Que Deus olhe pras Mães de Realengo.

domingo, 20 de março de 2011

E lá vem o outono...

A estação mais charmosa do ano com seus tons marrons avermelhados e amarelos desbotados.
Noites frescas e claras. Céu estrelado e iluminado com luas que mudam suas feições ao sabor das marés.
Outono é bom pra passear, namorar, dormir aconchegado em edredons leves, chá com amigos, vinhos, cremes, tortas.
Outono é a estação cheia de graça que nos faz despertar mais dispostos, cheios de energia ao respirar a brisa leve que nos toca pela manhã.
Outono é renovação.
A natureza se despe depois de longos dias de sol intenso e nos brinda com beleza ímpar de paisagens acastanhadas.















Começa hoje, dia 20 de março, às 20:21h - Oba!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Alguém sabe o que é Pontualidade?

Sou chata mesmo: detesto atrasos.
Comecei a me irritar profundamente com esse tipo de coisa quando comecei a namorar. Meu primeiro namorado era uma lástima nesse sentido. Nunca, sem exageros, nunca chegou em um encontro marcado na hora certa. Passei todo o namoro 'esperando'... Claro que isso não foi decisivo a ponto de terminar uma relação, afinal, com esse primeiro namorado noivei, casei, tive filhos. Mas ele sempre chegava atrasado para tudo. Isso me incomodava tanto que no dia do casamento pedi, encarecidamente, que ele se arrumasse em minha casa e fosse "escoltado" por meus irmãos até a igreja para que eu não corresse o risco de chegar antes dele, já que eu não pretendia em hipótese alguma chegar atrasada na igreja. Deu certo!
Esse é só um dos capítulos de minha vida pontual.
Quem cumpre horários geralmente fica na espera.
Não consigo entender isso.
No trabalho estou sempre esperando a reunião começar porque o chefe chega atrasado, o ensaio começar porque os atores e o diretor chegam atrasados, a aula começar porque os alunos chegam atrasados...
Os amigos me deixam esperando... A festa é as 20h, fatalmente chegarei as 21:30h se tiver que esperar cia para ir. Já fiquei sentada em mesa de restaurante longos 50 minutos sozinha esperando. E não era esperando 1 amigo. Era esperando pelo menos 10 amigos e todos eles conseguem chegar atrasados!!!!
O atraso me irrita e somado a isso, a falta de bom senso de, no mínimo, ligar avisando que vai se atrasar simplesmente me enfurece. Acaba com meu dia... Não me peça para ter bom humor depois de me largar esquecida no dia, hora e lugar combinado!
Não vou ficar aqui me fazendo de santa e dizer que nunca me atraso. Me atraso sim. Me atraso quando não depende de mim: ônibus quebra, trânsito congestiona, filho adoece, mas o telefone está sempre ao alcance para que eu ligue a tempo de não deixar ninguém me esperando sem saber o que está acontecendo.
Não adianta discursar depois de atrasar, não aceito.
Não deixo ninguém esperando e não quero que façam isso comigo.
Ser pontual é questão de educação e respeito!!
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