quarta-feira, 5 de maio de 2010

Volta do mundo, mundo dá volta!!!






No último sábado a programação foi o que se pode dizer melhor impossível. Um pacotão de cinema, teatro e dança num dia de sol e noite fresca no Rio de Janeiro.

Alice na viagem da dupla Depp/Burton é excepcional. Opinião de mera espectadora, porque a crítica esta caindo de pau. Como eu não dou muita trela para críticos de cinema, ADOREI.


Corre de Botafogo para o Flamengo, cai no Espaço Oi e Paula Águas é encantadora com As Fábulas de Da Vinci, dança para crianças de todas as idades, uma delicia. Pausa para o café e tempo livre para andar a toa na Lavradio e no fim da feira. Quero pegar essa feira no começo e com dinheiro, porque é interessantíssima. E o teatro. Ali mesmo na Lapa, na Escadaria Selaron, Teatro da Cia dos Atores, As Engrenagens. Um texto quase bizarro , mas só quando esquecemos que a vida não é teatro. Bons atores, boa direção, boa produção deu no que deu: fechamento de sábado cultural com chave de ouro. Epa, fechamento não, faltou falar dos ótimos amigos que só engrandeceram o dia - Rosa, César, Laila e Renata, a Gaspar! e depois Joice Marino, a mãe sem vergonha dAs Engrenagens (rsrs) -, das conversas animadas na mesa do bar, da cerveja gelada que não podia faltar!


E quando estávamos subindo a serra, ou quando já estávamos na serra propriamente dita, o sono me atacou, mas anda escutava o radio ao fundo com Renata, a Gaspar, entusiasmada com uma versão de Parabolicamará do Gil.


“Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia
Que o balaio ia escorregar”

- Isso e poesia de Gil, só ele mesmo, dizia a moça do banco da frente.


Casa, banho, desaba na cama...


Me esqueci desse detalhe até ouvir a tal versão outra vez na rádio na tarde de terça sem conseguir identificar quem a cantava. E não é que estava bonita mesmo. Fuça daqui, fuça dali, Santo Google me auxilia e descubro Anna Ratto.

Palhinha da página da moça: “Segundo cd de carreira, ‘Girando’ vem reafirmar a paixão de Anna Ratto pela cultura popular. Anna apimenta o tempero de sua apresentação com a influência marcante de ritmos do nordeste. Os arranjos mostram uma leitura modernizada, no estilo MPB pop, com o peso das alfaias do maracatu.”

Tem como ficar ruim???

É a dica, procurem para ouvir, conhecer e com certeza, gostar!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sem vontade...

A pergunta de hoje é: o que eu vou fazer quando acordar amanhã?

Amanhã - A pergunta de hoje é: o que eu vou fazer quando acordar amanhã?

Depois de amanhã – A pergunta de hoje é: o que eu vou fazer quando acordar amanhã?

Não é falta do que fazer. É falta de vontade de fazer.

Os livros se acumulam em cima da mesa, os telefones se acumulam na agenda, os e-mails se acumulam na caixa de entrada, a poeira se acumula nos móveis, as preocupações se acumulam na cabeça e nada me dá vontade.

Tem montes de xícaras de café ao meu lado e elas só demonstram uma resistência minha em querer vontade, mas é fraco, é frio, é pouco, muito pouco. Há de se tomar 1392 xícaras de café forte e quente para me dar vontade.

Cheques pra preencher, problemas pra resolver, lençóis pra serem trocados, armários pra arrumar – é prateleira demais!

Reunião para marcar, projeto para enviar.

E amanhã tenho que acordar.

Pra fazer o que?

Melhor voltar a dormir...

Ahhhh... já to escutando o esporro dos que são elétricos e não se deixam abater.

Me abati sim. Tem dias assim. Tem dias piores. Tem dias que nem deveriam ser dias.

Mas o dia acaba e amanhã a pergunta de hoje é: o que vou fazer quando acordar amanhã?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu queria ser pobre um dia...

... porque ser pobre todo dia é F* !!!!

Todos os petropolitanos estão cansados de saber que o transporte público por aqui anda muito mal das pernas (ou rodas e carroceria e motor e tudo junto num só veículo). Hoje precisei levar um contrato até um local de apresentação e não teve jeito: ônibus!

Para inicio de conversa o itinerário de minha casa até o tal lugar não tem uma linha direta, então foi preciso muita baldeação. Da minha casa até o Centro é tranqüilo. Tão tranqüilo que qualquer dia o dono da empresa que faz a linha tirara o ônibus de circulação. O povo aqui anda mesmo é a pé. No meio da manhã ou no meio da tarde se tem como únicas companhias dentro do veiculo cobrador e o motorista. Nos horários de maiores picos só tem estudante e idoso. Sendo assim, prejuízo na certa.

Chegando ao Centro peguei um ônibus para o meio do meu destino final. Aff... o que era aquilo? Muita gente entulhada, com suas bolsas, mochilas e mau humor. Depois de conseguir passar pela roleta fiquei entalada entre um garotão, uma senhora com duas enormes sacolas de compras no chão, um senhor um tanto quanto avantajado e um homem cheio de pastas e malas. Eu só tinha uma mão livre. Foi um exercício de equilíbrio. Na outra mão o tal contrato que não poderia ser entregue amassado. Mas como conseguir tal proeza? Me senti em uma prancha de surf, num mar agitado. Cada curva era uma oração para que eu não caísse nos repolhos da moça ao lado. Num momento de distração quase caí e me agarrei a campainha que fez o motorista parar no ponto seguinte. Ninguém desce. O cobrador reclama. Toca o ônibus!!! Sabe o que foi mais incrível? Todos os 256 passageiros iam descer no mesmo lugar que eu. O negócio não esvaziou!!! Depois de 40 minutos me equilibrando e me desculpando pelos pés que pisei, cheguei ao terminal para pegar o ônibus para o meu destino final.

Qual é mesmo o ônibus que tenho que pegar???

Peço informação e mal pude acreditar quando o senhor aponta para um ônibus vazioooo esperando no ponto. Entrei, sentei confortavelmente (na medida do possível), dei uma folheada no contrato causador de toda aquela aventura e quando o motorista entra e dá partida no motor, passageiros aparecem não sei de onde. Pareciam se materializar ali sem mais nem menos. Lotou!!! Pelo menos eu estava sentada. Mais 40 minutos e cheguei finalmente ao prédio. Fui cuspida do ônibus. Entrei no prédio, falei com o porteiro, entreguei o contrato e em cinco minutos estava eu de volta ao ponto do ônibus para fazer o caminho de volta. Tudo de novo...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Arnaldo Jabor - O Rio teve duas enchentes: a chata e a dramática

No Rio de Janeiro há duas enchentes, duas. Uma delas é drama. Atingiu a mim, por exemplo, que moro na Lagoa e fiquei ilhado. Chato, muitos outros perderam a hora, tiveram de andar de barquinho, carros boiando. Super chato.

A outra enchente é a tragédia. Barracos deslizando, famílias morrendo na lama. A catástrofe natural ilumina a catástrofe social. As pessoas não estão lá por imprudência, como dizem as autoridades, “ah, não medem o perigo”.

Não são imprudentes, são POBRES, não tem onde morar com segurança. A diferença entre drama e tragédia é que tragédia se encerra com a morte inevitável. No Rio há um tipo de tragédia que se repete como um drama sem fim.

O Rio fica mais visível não a luz do sol, com barquinhos na baia a deslizar. O Rio fica mais claro na chuva. Vemos a verdade que se esconde na paisagem. Uma cidade com a grande maioria de pobres e desamparados, a mercê de décadas de governantes irresponsáveis e corruptos.

Mas eles estão tranquilos, suas fichas sujas jamais serão exibidas, como vimos hoje (quarta) na Câmara Federal, que adiou o desejo de um milhão e meio de brasileiros.

Os irresponsáveis são até abraçados por político em campanha. Eles só esperam as águas baixarem e as notícias sumirem. Até outra tragédia em que a culpa é dos mortos.

qui, 08/04/10 por Arnaldo Jabor - Jornal da Glob0

terça-feira, 6 de abril de 2010

O dia em que o Rio de Janeiro parou.

O fato de cair chuvas torrenciais ao longo do ano aqui em Petrópolis nem de longe nos faz acostumar com as tragédias que elas podem provocar.
Hoje ao acordar, ligo a TV e vejo uma cena que fez meus olhos vidrarem e a boca ficar aberta por alguns momentos: trânsito completamente parado na Linha Vermelha e milhares de pessoas andando por entre os carros. Aquilo me deu a sensação (sem o menor pudor de estar sendo dramática) de fim de mundo. Fui tomando ciência da situação e quanto mais via, menos acreditava. Um verdadeiro caos tomou conta do Rio de Janeiro e também cidades vizinhas como Niteroi, com muitas vítimas, São Gonçalo, Duque de Caxias, aqui em Petrópolis...
Até o momento que escrevo são 95 mortos em 24 horas de chuvas.


Tijuca

Jardim Botânico

Santo Cristo

Niterói

Morro dos Prazeres

Morro dos Prazeres

Morro da Formiga

Laranjeiras

Laranjeiras

Lagoa

Lagoa

Jardim Maravilha

Ilha do Governador

Morro do Borel

Copacabana

Botafogo

Morro do Borel

Jardim Botânico

domingo, 14 de março de 2010

Temporário


Desempregada e durassa, aceitei a proposta de um emprego temporário para cadastramento dos alunos das escolas municipais aqui de Petrópolis.

Fácil!! Com um notebook em punho, era só visitar as escolas e preencher os dados das crianças com as fichas que a diretora fornecia.

Fácil?? Quem foi o cretino que falou isso??

Algumas escolas são organizadas, as fichas são claras e bem escritas, outras, parece que passou um furacão pelos arquivos e você leva meia hora para recolher as informações de cada aluno. E tem as fichas incompletas: os pobres coitados não possuem data de nascimento, endereço, o nome da mãe é o mesmo do pai, o cep pertence a alguma cidade da Austrália...

É um exercício de paciência, mas também um aprendizado. Por exemplo, aprendi a escrever Stephanie de várias formas diferentes:

Stefanie

Estefanie

Stephannie

Stephanny

Sthefany

Esthephanny

É um leque de opções de mal gosto.


Tem os nomes estranhos:

Zuzelândia

Atarchechis

Zucarina

Melidiosa

Patrimonia

Rauaynne


Tem os criativos:

Maicon Jefferson (Homenagem a Michael Jackson)

Maricleisson (Mariana + Cleisson)

Dione (Johnny)

Brenda Lee

Enix (Acho que o pai era fanho e queria registrar Fênix)

Bleno (Juro!!!)


Tem aqueles sobrenomes que se deve olhar letra por letra senão erra com certeza:

Schimidt

Kreischer

Bryisthermicles

Valmoysthher


E tem aqueles pais sem noção que não abrem mão de nenhum sobrenome de todas as gerações da família:

Walter Antonio da Silva Santos Xavier Pereira de Souza Carvalho Lopes e Castro.

Precisa disso??


E depois de uma equipe de 25 malucos cadastrarem os 40 mil alunos em duas semanas (ufa), hora de fotografá-los. Hora de enlouquecer de vez. Depois de encontrar o ‘José da Silva’ no cadastro dos 40 mil e confirmar nome de pai, mãe e data da nascimento, ajeita o sujeito na cadeira: desencoste e sente na beira da cadeira, fique ereto, levante um pouco o queixo, tire o cabelo do olho e clique.

“Ahhh tia, essa ficou muito feia, posso tirar outra?”

“NÃO!! Próximo!” (Não é maldade, é agilidade! Ninguém fica bonito numa foto de web cam mesmo, pra que tentar outra?)


Deus, permita que isso acrescente alguns passos meus a caminho do céu!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Feliz Ano Novo!!!


Finalmente começa 2010!
Acabou o Carnaval. Esse ano foi só de sol e cerveja, mas dentro dos limites do meu quintal mesmo!

Bora trabalhar para fazer esse país movimentar. Se não o país, pelo menos minha vida!
Hoje retomo 'pensamentos' aqui, ensaios, entrego o último documento para comprovação de matrícula na faculdade, amanhã começo um 'temporário' para render um extra e 5 de março estréio espetáculo - uhuu (vide another blog - papodemulher.g.br).
Tomara que não sobre tempo para pensar no coração!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Deletem o post "Ainda Não Foi Dessa Vez"!


Foi sim, foi sim!!!
Escrevi em dezembro que o vestibular tinha naufragado.
Que nada. Eu, com essa bosta de ansiedade, não consigo esperar pelo resultado final e acontece isso.
Minha prova objetiva, mesmo sendo meia boca (19 acertos de 40) foi habilitada para a correção da redação e prova discurssiva. Daí as boas notas (8,0 e 8,5 respectivamente) me classificaram e estou dentro!!!
Fui aprovada em décimo primeiro lugar (é assim que se fala? - anos afastada de uma universidade, dá nisso!)
Seguindo amanhã para fazer a matrícula da UERJ.
De volta a vida universitária, seja o que Deus quiser!

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