Geralmente quando estou trabalhando ou simplesmente navegando aqui pelo note, seja na mesa ou na cama – inverno é um problema, debaixo das cobertas até na internet – a TV está ligada e de vez em quando dou uma espiada de rabo de olho para algo que chame minha atenção. Mas na maioria das vezes apenas escuto mesmo. Sei contar as histórias dos filmes e novelas sem nem conhecer o rosto dos personagens.
E ultimamente duas coisas me fazem parar completamente o que estou fazendo para escutar com atenção. Uma me faz sorrir, outra me dá vontade de chorar...
Um comercial de seguros da SulAmérica fez uma Ode ao Aborrecimento e é impossível não sorrir ao “escutar” o tal comercial!
“Ah, o aborrecimento!
Nada como um probleminha que não possa virar um problemão...
Aquele minutinho de dor de cabeça que acaba com seu dia!
Leva embora seu tempo, seu humor, sua paciência...
E os xingamentos?
Ah, os xingamentos! O aborrecimento em forma de poesia...
Pra que sorrir se você pode gritar, resmungar, esbravejar?!
- Aborrecimento é assim: se você não resolve logo, acaba tendo que se acostumar com ele...”
Já a Globo coloca no ar de hora em hora uma propaganda da Som Livre do novo cd do Aviões do Forró (hã?!) Chorar é a coisa mais sóbria e educada que dá vontade de fazer. Quem tem tendências depressivas como eu, pode acabar se matando de desgosto e vergonha em escutar pérolas como:
“Na sua boca eu viro fruta
Chupa que é de uva
Chupa, chupa
Chupa que é de uva”
ou
“O amor é feito capim
Mas veja que absurdo:
A gente planta, ele cresce
Aí vem uma vaca e acaba tudo”
ou
“Ela vai de saia de bicicletinha
Uma mão vai no guidom e a outra tapando a calcinha”
É ruim, ruim, ruim, ruim, ruim demais!!!!




























