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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um Concurso Para as Meninas


No final do mês de maio comecei a navegar por blogs femininos atrás de textos inteligentes e criativos e como falei em um post passado me deparei com muita coisa boa. A mulherada anda escrevendo com entusiasmo. Numa dessas minhas navegadas encontrei o Blog Escreva Lola Escreva e logo depois sua autora lançou um concurso que gostaria de compartilhar com vocês.

Entre nós, indicamos e depois votamos no que julgamos serem ótimos textos ‘só de meninas’. Esse mês já está ocorrendo uma votação. São 12 textos que vocês podem ler através de links lá na Lola e depois votar. A idéia é que tenha uma vencedora a cada mês.

“O critério para essa primeira etapa do concurso foi simplesmente indicação. Concorrem as blogueiras que indicaram um post específico de um blog (delas próprias ou de outra blogueira). É muito difícil comparar blogs tão diversos, que tratam de tudo quanto é assunto. Portanto, vamos começar com posts. Houve gente que indicou blogs, mas não um post específico. Por favor, pra próxima vez (mês que vem, espero), mandem nomeações pra um post só, não um blog.”

Nada de prêmios mirabolantes. O blog premia com reconhecimento (oba) e um selinho simpático onde também podemos palpitar.

Então?

Passem lá na Lola e participem.

Eu já tenho um texto para indicar para o próximo mês!!!

E também quero ser indicada um dia. Ficaria feliz em participar dessa iniciativa. E o ‘ego’ agradece... rsrs.

domingo, 31 de maio de 2009

Essas mulheres e seus blogs maravilhosos...


Nessa última semana vasculhei de cabo a rabo (nem tanto, ainda falta) a net no mundo dos blogs. Mais precisamente blogs escritos por mulheres. Está dando um trabalhão, pois 80% dos nossos blogs tem autoria feminina. Não imaginei que fossem tantos. E são 'meninas' de 8 a 80 passeando pelos mais diversos assuntos: poesia, psicologia, variedades, entretenimento, sexo, culinária, decoração, moda, jornalismo, tecnologia, política, tudo que se possa imaginar.
Uns muito bons, com textos leves, inteligentes e informativos. Outros nem tanto.
Mulheres defendendo com clareza suas opiniões das coisas que acontecem pelo mundo...
Li reportagens sobre o feminismo, sobre compras, sobre relacionamentos com príncipes encantados e sapos, sobre celebridades e suas gafes, sobre políticos, leis, sobre suas cidades, exaltando belezas e criticando imoralidades públicas...
E li, ainda agora, uma frase muito boa no Blog Borboletário:
"Mulheres que escrevem são boas de contar histórias, mas se cochilarmos podem fazer-nos ver o bonde aonde não há trilhos! Ou vice-versa! Mulheres que escrevem são um perigo!" (Marcelino Rodriguez - escritor)
Vale a pena se aventurar pelas 'linhas' femininas.

(Não deixarei links aqui dos muitos blogs que visitei, pois seria uma lista interminável e não colocar todos seria injusto. Alguns deles podem ser vistos no meu Blogroll.)

domingo, 10 de maio de 2009

Se as Coisas Fossem Mães


Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas.
O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos.
O mar seria um jardim e os barcos seus carrinhos.
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas.
Conversaria com a lua sobre as crianças estrelas
Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins.
Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins !!!!
Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes.
Pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
Toda mãe é um pouco fada...
Nossa mãe fada seria.
Se a bruxa fosse mãe, seria uma mãe gozada;
Seria a mãe das vassouras, da família vassourada.
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
Faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
Sentariam comportadas, teriam boas maneiras.
Cada mãe é diferente. Mãe verdadeira ou postiça,
Mãe vovó ou mãe titia,
Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice.
Toda Mãe é como eu disse!
Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa,
Cozinha, escreve, trabalha fora,
Ri, esquece, lembra e chora,
Traz remédio e sobremesa......
Tem até pai que é "tipo mãe"...
Esse, então, é uma beleza !!!!!
Assim é a minha mãe !!!!!!!!!!!


Sylvia Orthof

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Página 161

O Renan do Melhor Opinião me passou uma 'brincadeira':

Agarrar o livro mais próximo, abrir na página 161, procurar a 5ª frase completa e colocar aqui no blog.


Aí vai:


"Infelizmente, mudar significa quase sempre deixar para trás o grupo de amigos, que na maioria das vezes não evolui conosco. [...]"


Os Donos do Futuro, Roberto Shinyashiki.


Uma das regras (que não citei) era para repassar a brincadeira a outros blogs, mas tenho idéia melhor: no lugar dos comentários deixem as frases dos livros que estão próximos a vocês. Não esqueçam: página 161, 5ª frase inteira.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Estante Virtual


Essa é para quem gosta de ler.
Em tempos de globalização e tecnologia é fácil encontrar livros para baixar na net e livros escritos somente para net, onde você vai pagando e o autor vai 'soltando' os capítulos.
Mas o bom leitor não dispensa o bom e velho livro nas mãos.
Em tempos de crise o difícil é gastar nosso suado dinheiro com todos os livros que queremos ter em nossa estante. Então recorremos aos sebos. Garimpamos exemplares bons, exemplares clássicos, exemplares que já sairam de circulação, exemplares de todos os tipos para todos os gostos.
Em tempos de globalização, tecnologia e crise quem tem tempo de passar horas na frente das imensas prateleiras dos sebos???? Então recorremos a net e encontramos o site Estante Virtual. Com um acervo de mais de 1.300 sebos e livreiros espalhados pelo Brasil o site hoje possui 4 milhões de livros cadastrados com preços excelentes. É quase impossível você não encontrar o título que procura.

"Chega de bater pernas atrás de livros que você nunca acha, chega de levar para casa um livro que não era exatamente aquele que você queria. E não é só! Todos os leitores cadastrados têm à disposição sua própria estante virtual, para vender livros do seu acervo pessoal para uma comunidade com milhares de leitores de todo o Brasil e de diversos outros países. "

A página é prática e simplificada. Não dá pra se enrolar. Você acha tudo com facilidade.
Todos os livros que já adquiri pelo site foram entregues com satisfação. Você faz o pedido, no meu caso, faz o pagamento digital e eles logo te mandam uma confirmação. Assim que o livro é postado no Correio eles te mandam um link para rastreio de sua encomenda. Não tem erro. E o frete não é nada exorbitante!

Para uma boa compra, fique atento a algumas observações:
-- A qualificação: procure Sebos e Livreiros com índice de aprovação superior a 70%
-- Proximidade: entre os diversos resultados do livro procurado, dê preferência àqueles Sebos que estão mais próximos da sua cidade ou região
-- Observe na descrição o estado em que se encontra o livro em questão
-- Conheça o Sebo: Veja as indicações e comentários dos usuários que já compraram do Sebo escolhido
-- Forma de Pagamento: Verifique a forma de pagamento e veja se encaixa no seu estilo (Banco, boleto e outros)

Para os ratos de biblioteca, estudantes - principalmente universitários (que os livros costumam ser caríssimos) - e amantes da boa leitura é o ponto perfeito para se deleitarem.

domingo, 29 de março de 2009

Vamos falar de amor...



"Tudo na vida se relaciona com o amor. O amor é o único significado real da vida. Estar vivo significa que ocupamos a casa do amor e devemos seguir suas regras. Nem a vida, nem o amor exigem que as pessoas desistam de sua dignidade, auto-estima, objetivos de trabalho, programa favorito de televisão ou bom-senso. Por algum motivo, nem sempre entendemos isso direito. Acreditamos que é preciso desistir de algo para conseguir outra coisa. Acreditamos nisso especialmente em relação ao amor. Não entendemos que o amor é crescimento, é realização de potencial - ser mais quem você é, fazer melhor o que faz, acreditar com mais convicção e tomar mais pose do que tem. Infelizmente, achamos que podemos nos unir a outras pessoas antes de nos unirmos a nós mesmos. Isso é absolutamente impossível. Você não irá receber amor de fora enquanto não for amor por dentro."




Trecho do livro de Iyanla Vanzant, Enquanto o Amor Não Vem.




(Esse parágrafo é logo no primeiro capítulo. Dá pra imaginar o resto de sacudidas que o livro nos dá até o fim, não é?

terça-feira, 24 de março de 2009

O Máximo de Max Nunes

Max Nunes nasceu no Rio de Janeiro, em 1922. Médico, acabou se tornando um dos maiores humoristas brasileiros. Criador do famoso programa Balança, Mas Não Cai, da década de 50, na Rádio Nacional, onde se consagraram, por exemplo, atores como Paulo Gracindo e Brandão Filho, nos papéis do "Primo Rico e primo Pobre". Passou pelo Diário da Noite e Tribuna da Imprensa. Como cronista é autor de textos sobre o cotidiano do Rio de Janeiro. Vários sucessos de Jô Soares têm origem em textos de Max Nunes, como o das personagens Capitão Gay e a cantora lírica Nanayá Com Ypsilon. Hoje é um dos produtores do Jô Soares.
Fonte: Wikipédia

As pérolas abaixo foram extraídas de "Uma pulga na camisola - O máximo de Max Nunes", Companhia das Letras - São Paulo, 1996, págs. diversas, seleção e organização de Ruy Castro.

-- Era tão azarado que, se quisesse achar uma agulha no palheiro, era só sentar-se nele.
-- A prova de que o balé dá sono na platéia é que os artistas entram sempre na ponta dos pés.
-- Não é que as moças de hoje sejam mais bonitas. É que as de ontem já deixaram de ser.
-- O casamento é como a pessoa que quer tomar um copo de leite e compra uma vaca.
-- O casamento é o único jogo que acaba mal sem que ninguém ponha a culpa no juiz.
-- Os homens casados se dividem em três categorias: os polígamos, os bígamos e os chateados.
-- Com as ruas esburacadas desse jeito, é preciso ser muito virtuoso para não dar um mau passo.
-- O difícil de confundir alhos com bugalhos é que ninguém sabe o que são bugalhos.
-- Democracia é aquele regime pelo qual qualquer cidadão pode ser presidente da República, menos eu e você, naturalmente.
-- Duplicata é uma coisa que sempre vence. Nunca empata.
-- Houve um tempo no Brasil em que ninguém tinha dinheiro. É hoje.
-- Há casais que se detestam tanto que não se separam só pra um não dar esse prazer ao outro.
-- O eleitor, obrigatoriamente, tem que ser qualificado. O candidato, não.
-- Algumas mulheres são tão feias que deviam processar a natureza por perdas e danos.
-- Já foi o tempo em que a união fazia a força. Hoje a União cobra os impostos e quem faz a força é você.
-- A prova de que tudo subiu de preço é que até uma coroa já é cara.
-- Uma camisa nova tem sempre um alfinete além daqueles que você já tirou.
-- Opinião é uma coisa que a gente dá e, às vezes, apanha.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Mestre do Horror



Stephen King é um dos maiores escritores do gênero suspense e terror da atualidade. Conhecido mundialmente, ele se transformou num fenômeno editorial tornando-se o maior escritor popular de todos os tempos. Suas obras já foram traduzidas em mais de 30 idiomas nos 4 cantos do mundo.
Americano do estado do Maine, Stephen Edwin King nasceu no dia 21 de Setembro de 1947. Se formou na University of Maine em 1970, obtendo o título de Bachelor of Science em Inglês. Casou-se com Tabitha Spruce, poeta e escritora, no ano seguinte com quem está casado até hoje.

Trabalhando como professor de inglês e escrevendo à noite e nos fins-de-semana, King vendeu contos de ficção a variadas revistas. Somente em 1973 viria a encontrar um comprador para o seu primeiro romance, Carrie, a história de uma adolescente infeliz com habilidades psíquicas que não pode controlar. O livro se tornou um Best seller e no ano seguinte virou filme nas mãos do então desconhecido Brian de Palma, o que lhe permitiu abandonar o ensino para se dedicar à escrita em tempo integral.

Depois tudo o que escreveu virou sucesso. Vários das obras conseguiram mesmo reunir a aprovação quase unânime dos leitores, livreiros e críticos literários! Entre 1977 e 1984, publicou ainda cinco romances sob o pseudônimo de Richard Bachman, antes de a sua identidade secreta ser revelada.

Em 2004 lançou uma serie para o canal BBC, Kingdom Hospital onde King impõe seu estilo assustador num drama assombrado por fantasmas de crianças, psiquiatras e cirurgiões sinistros e manifestações bizarras da natureza. Em Kingdom Hospital, Stephen King estréia como produtor e ator de uma série de TV e mostra que seu talento vai muito além das páginas dos livros e das telas dos cinemas.

Não tendo aversão às novas tecnologias, King editou recentemente um produto multimídia, Stephen King's F13, que é distribuído em Portugal e ainda uma novela virtual de 70 páginas, Ride the Bullet, vendida exclusivamente pela Internet. Hoje, Stephen King talvez seja o escritor de língua inglesa mais lido em todo o mundo.
É também o escritor com maior número de obras adaptadas para o cinema ou televisão. São poucos os seus contos, novelas ou romances que não ainda não foram adaptados.
Atualmente, Stephen King vive com sua esposa e três filhos em Bangor, no Maine e continua escrevendo e também emprestando seu talento para o cinema.

Principais Obras:
* Carrie, a Estranha (Carrie)
* A Hora do Vampiro (Salem's Lot)
* O Iluminado (The Shining)
* A Dança da Morte (The Stand)
* A Zona Morta (The Dead Zone)
* A Incendiária (Firestarter)
* Cão Raivoso (Cujo)
* Dança Macabra (Danse Macabre)
* Quatro Estações (Different Seasons) ¹
* The Running Man (sob o pseudônimo Richard Bachman)
* Christine,O Carro Assassino (Christine)
* O Cemitério (Pet Sematary)
* O Talismã (The Talisman) (escrito em parceria com Peter Straub)
* A Maldição do Cigano (Thinner) (sob o pseudônimo de Richard Bachman)
* Tripulação de Esqueletos (Skeleton Crew) ²
* A Coisa (It)
* Angústia (Misery)
* Os Estranhos (The Tommyknockers)
* A Torre Negra - Volume I: O Pistoleiro (The Dark Tower - Volume I: The Gunslinger)
* A Torre Negra - Volume II: A Escolha dos Três (The Dark Tower - Volume II: The Drawing of the Three)
* A Torre Negra - Volume III: As Terras Devastadas (The Dark Tower - Volume III: The Waste Lands)
* A Torre Negra - Volume IV: Mago e Vidro (The Dark Tower - Volume IV: Wizard and Glass)
* A Torre Negra - Volume V: Lobos de Calla (The Dark Tower - Volume V: Wolves of Calla)
* A Torre Negra - Volume VI: Canção de Susannah (The Dark Tower - Volume VI: Song of Susannah)
* A Torre Negra - Volume VII: A Torre Negra (The Dark Tower - Volume VII: The Dark Tower)
* A Torre Negra - Volume VI: Canção de Susannah (The Dark Tower - Volume VI: Song of Susannah)
* A Torre Negra - Volume VII: A Torre Negra (The Dark Tower - Volume VII: The Dark Tower)
* Eclipse Total (Dolores Claiborne)
* Pesadelos e Paisagens Noturnas - Volume I (Nightmares & Dreamscapes)
* Pesadelos e Paisagens Noturnas - Volume II (Nightmares & Dreamscapes)
* Insônia (Insomnia)
* Rose Madder (Rose Madder)
* O Corredor da Morte (The Green Mile)³
* Desespero (Desperation)
* Os Justiceiros (The Regulators) (sob o pseudônimo de Richard Bachman)
* Saco de Ossos (Bag of Bones)
* O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher)
* A Casa Negra (Black House) (seqüência de "O Talismã"; escrito em parceria com Peter Straub) * Buick 8 (From a Buick 8)
* Celular (Cell)



¹ - Livro de Contos de onde saíram os filmes Conta Comigo (Stand by Me) e Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption)
² - Livro de contos de onde saiu o filme recente O Nevoeiro (The Mist)
³ - Filme À Espera de um Milagre (The Green Mile)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Talvez num tempo da delicadeza..."

Eu já respondi um MeMe (que até hoje não sei explicar muito bem o que é) somente com músicas de Chico Buarque, mas este homem é sempre inspirador para escrever mais e mais.
Mas vou fazer um resumão, pois aqui tem é história para se contar.
Ele é geminiano. Nasceu dia 19 de junho de 1944 no Rio de Janeiro, bem ali no Largo do Machado.
Francisco Buarque de Hollanda.
Aos 10 anos mudou-se com a família para Itália. Seu pai socióloga e sua mãe pianista recebem muitos intelectuais e artistas, entre eles, Vinicius de Moraes.
Suas primeiras canções foram feitas por volta dos 12/13 anos como brincadeiras com as irmãs e nesse período também surge o interesse pelo futebol. Quem conhece Chico sabe que ele é tricolor!
A influência musical decisiva vem com o inicio da Bossa Nova e o LP Chega de Saudade.
No início dos anos 60 ele também escreve. Assina suas primeiras crônicas no jornal da escola, pouco antes de entrar para a Universidade em São Paulo. Em 64 se lança aos poucos e um ano depois lança seu primeiro compacto, Pedro Pedreiro.
Bem, daí pra frente a história de sucesso é mais conhecida. Vence os Festivais de Música Popular Brasileira, casa-se com a atriz Marieta Severo, tem problemas com a censura, participa de protestos contra a ditadura e acaba exilado (um auto-exílio) na Itália.
Voltou ao Brasil em 70 e sua carreira decolou ainda mais.
Em 98 foi homenageado pela Mangueira na avenida e conquista o título.
Teve parcerias incríveis como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Caetano, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Edu Lobo, Milton Nascimento, Ney Matogrosso...
Foi também ator em garota de Ipanema, Quando o Carnaval Chegar e Amor Vagabundo.
Quase 50 anos de uma carreira brilhante!


Seus textos:
.Roda Viva (teatro)
.Calabar (teatro)
.Fazenda Modelo (novela)
.Quando o Carnaval Chegar (cinema)
.Os Saltimbancos (teatro - tradução e adaptação)
.Os Saltimbancos Trapalhões (cinema – música e argumentos)
.Chapeuzinho Amarelo (livro infantil)
.Gota D’Água (teatro)
.Ópera do Malandro (teatro)
.Para Viver um Grande Amor (cinema)
.A Bordo do Rui Barbosa (poemas)
.O Grande Circo Místico (teatro)
.Estorvo (romance)
.Budapeste (romance – prêmio Jabuti em 2004)
.Benjamim (romance)


Discografia Completa:
1966: Chico Buarque de Hollanda
1966: Morte e Vida Severina
1967: Chico Buarque de Hollanda vol. 2
1968: Chico Buarque de Hollanda (compacto)
1968: Chico Buarque de Hollanda vol. 3
1969: Umas e Outras (compacto)
1969: Chico Buarque na Itália
1970: Apesar de Você
1970: Per un Pugno di Samba
1970: Chico Buarque de Hollanda - Nº4
1971: Construção
1972: Quando o Carnaval Chegar
1972: Caetano e Chico Juntos e ao Vivo
1973: Chico Canta
1974: Sinal Fechado
1975: Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo
1976: Meus Caros Amigos
1977: Cio da Terra compacto
1977: Os Saltimbancos
1977: Gota d'Água
1978: Chico Buarque
1979: Ópera do Malandro
1980: Vida
1980: Show 1º de Maio (compacto)
1981: Almanaque
1981: Saltimbancos Trapalhões
1982: Chico Buarque en Espanhol
1983: Para Viver um Grande Amor
1983: O Grande Circo Místico
1984: Chico Buarque (Vermelho)
1985: O Corsário do Rei
1985: Malandro
1986: Melhores Momentos de Chico & Caetano
1986: Trilha Sonora do Filme "Ópera do Malandro"
1987: Francisco
1988: Dança da Meia-Lua
1989: Chico Buarque
1990: Chico Buarque ao vivo Paris Le Zenith
1993: Paratodos
1995: Uma Palavra
1997: Terra
1998: As Cidades
1998: Chico Buarque da Mangueira
1999: Chico ao Vivo
2001: Chico e as cidades (DVD)
2001: Cambaio
2002: Chico Buarque – Duetos
2003: Chico ou o país da delicadeza perdida (DVD)
2005: Meu Caro Amigo (DVD)
2005: A Flor da Pele (DVD)
2005: Vai passar (DVD)
2005: Anos Dourados (DVD)
2005: Estação Derradeira (DVD)
2005: Bastidores (DVD)
2006: O Futebol (DVD)
2006: Romance (DVD)
2006: Uma Palavra (DVD)
2006: Cinema (DVD)
2006: Saltimbancos (DVD)
2006: Roda Viva (DVD)
2006: Carioca (CD + DVD com o documentário Desconstrução)
2007: Carioca Ao Vivo
2007: Carioca Ao Vivo (DVD)

Fiquei em dúvida em como terminar esse post, porque acho que a grandiosidade de Chico não tem fim...


"Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Cordeiro - O Evangelho Segundo Biff, o Brother de Infância de Cristo

Achando um vácuo na história de Jesus, afinal não conhecemos nada além de seu nascimento e morte, Christopher Moore achou que caberia aí um novo evangelho. E ninguém melhor do que Biff, seu melhor amigo de infância (grande brother, camarada, parceirão e amigaço de J. C.) para escrever esse fato.
Biff descreve com um humor sem igual as aventuras em que ele e o Messias viveram ao longo dos anos em que a Bíblia não relata: viagens incríveis, magias, kung-fu e porque não o amor, já que desde os dez anos de idade Jesus tem uma grande amizade com Madá, Maria Madalena?
Um evangelho divertido e, acima de tudo, sobre a amizade.

“Este livro [...] é uma história. Eu a inventei. Ela não foi planejada para mudar as crenças ou a visão de mundo de ninguém, a não ser que depois de ler você decida ser mais afável com seus camaradas humanos (o que é legal), ou então decida que realmente adoraria tentar ensinar ioga a um elefante, e nesse caso, por favor, filme”, fala Moore.
Escritor americano de humor nato e de estilo despretensioso ao mesmo tempo inconfundível, Chris Moore faz questão de esclarecer inclusive que “não havia como saber as verdadeiras condições de vida (de Jesus) entre os anos 1 e 33”. O autor realizou pesquisa exaustiva sobre o tema e relata que existem várias versões da história de Jesus, que vão desde as que o consideram um matuto ignorante às que afirmam que Ele teria tido acesso às culturas grega e romana desde pequeno. Moore ficou com esta, por considerar os elementos muito mais atraentes para a construção de uma boa história.

Uma leitura deliciosa para todas as crenças e ‘descrenças’.
Fica minha dica!

Editora Bertrand Brasil, 2008
Título original: Lamb
560 páginas.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Millôr, Millôr



Millôr Viola Fernandes, nasceu no Rio de Janeiro em 1923.
Cartunista, jornalista, cronista, dramaturgo, roteirista, tradutor e poeta brasileiro.
Nasceu Milton, mas graças a uma caligrafia duvidosa, virou Millôr, o que veio a saber na adolescência.
Desde muito cedo começa a trabalhar e aos 15 anos entra para a revista O Cruzeiro. Em 1946, faz sua estréia literária com o livro Eva sem Costela - um livro em defesa do homem, e sete anos depois é montada sua primeira peça de teatro, Uma Mulher em Três Atos. Em 1964 edita a revista humorística O Pif-Paf, considerada uma das pioneiras da imprensa alternativa, e quatro anos depois participa da fundação do jornal O Pasquim. Cartunista, vem colaborando nos principais órgãos da imprensa brasileira; cronista, tem mais de 40 títulos publicados; dramaturgo, alcançou sucessos com Liberdade, Liberdade (em parceria com Flávio Rangel), Computa, computador, computa e É..; artista gráfico, tem trabalhos expostos em várias galerias de arte do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Faz roteiros de filmes, programas de televisão, shows e musicais e é um dos mais solicitados tradutores de teatro do país. Irônico, polêmico, com seus textos (aforismos, epigramas, ironia, duplos sentidos e trocadilhos) e seus desenhos constrói a crônica dos costumes brasileiros dos últimos sessenta anos.
Fonte: http://www.releituras.com/millor_bio.asp

É trabalho para se deliciar que não acaba mais. Veja só:

REFLEXÕES SEM DOR

· Quando uma aeromoça manda apertar o cinto, muito bem. Mas quando quem manda é o ministro da Fazenda?

· Pensar. Eis um verbo reflexivo.

· Um homem está definitivamente velho quando aponta para o próprio sexo e diz: "Isto é um símbolo fálico."

· Chato é o sujeito que não pode ver um saco vazio.

· Todo dia leio cuidadosamente os avisos fúnebres dos jornais; às vezes a gente tem surpresas agradabilíssimas.

· Nunca deixe para amanhã o que pode deixar hoje.

· Se a morte é fatal, por que será que todo mundo deixa o enterro pra última hora?

· Tem o cérebro de um verdadeiro computador: comete erros inacreditáveis!

· É preciso ter coragem. É preciso dar pseudônimo aos bois.

· Ah, se a gente pudesse empenhar as bodas de prata!

· Televisão — um veículo eletrônico com tração animal.

· Fofoca a gente tem que espalhar rápido porque pode ser mentira.

· Quando muita gente insiste muito tempo em que você está errado, você deve estar certo.

· Tempo é dinheiro. Contratempo é nota promissória.

· Eu só não sou o homem mais brilhante do mundo porque ninguém me pergunta as respostas que eu sei.

· Essa gente que fala o tempo todo contra a corrupção está apenas cuspindo no prato em que não comeu.

· De madrugada, o melhor amigo do homem é o cachorro-quente.

· O cara que gosta de arranjar encrenca cada vez tem que andar menos.

· O maior teste da dignidade é um trambolhão.

· Se eu não soubesse o valor do dinheiro não vivia botando ele fora.

· A ostra pode ser pai num ano e mãe no outro. Andrógino é isso aí. O resto é bicha mesmo.

· Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer.

· Antes de entregar sua declaração de Imposto de Renda verifique bem se você omitiu tudo.

· Uma linda mulher de quarenta anos: cara e coroa.

Do livro "Reflexões sem dor", Editora Edibolso S.A. - São Paulo, 1977

sábado, 13 de dezembro de 2008

Trilha Sonora

Há quem ache Machado de Assis coloquial demais e 'chato'. Até concordo, Machado de Assis não é pra qualquer um. E também há quem ache que a nova minissérie da Globo, Capitu, do romance machadiano Dom Casmurro, seja no mínimo, esquisita. (Eu, particulamente, discordo de tudo isso. Pra mim é um trabalho perfeito.)
Mas uma coisa todos tem que concordar: a trilha sonora é de primeira. O diretor Luiz Fernando Carvalho acertou em cheio ao escolher como música-tema do romance de Bentinho e Capitu, a deslumbrante canção "Elephant Gun", gravada pelo grupo Beirut em 2007.


Quem perdeu a minissérie e ainda não leu Dom Casmurro, clique aqui. Vale a pena.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ISSO TAMBÉM PASSARÁ (Renato de Resende me ensinou...)

Um conto... um pouco longo, mas garanto que ao final a alma de quem o lê fica limpa e clara...

...
Um dervishe, depois de uma árdua e longa viagem através do deserto, chegou por fim à civilização. O povoado se chamava Colinas Arenosas e era quente e seco. Não havia muito verde, exceto feno para o gado e alguns arbustos. As vacas eram o principal meio de vida das pessoas de Colinas Arenosas. O dervishe perguntou educadamente a alguém que passava se havia algum lugar onde poderia encontrar comida e abrigo para aquela noite.
- Bem, disse o homem coçando a cabeça - não temos um lugar assim no povoado, mas estou certo de que Shakir ficará encantado de lhe brindar com sua hospitalidade esta noite.
Então o homem indicou o caminho da fazenda de propriedade de Shakir, cujo nome significa "o que agradece constantemente ao Senhor".No caminho até a fazenda, o dervishe parou perto de um pequeno grupo de anciões que estavam fumando cachimbo e eles confirmaram a direção. Eles disseram que Shakir era o homem mais rico da região. Um dos homens disse que Shakir era dono de mais de mil vacas.
- E isso é maior do que a riqueza de Haddad, que vive no povoado ao lado.Pouco tempo depois o dervishe estava parado em frente a casa de Shakir a admirando. Shakir, que era uma pessoa muito hospitaleira e amável, insistiu para que o dervishe ficasse por alguns dias em sua casa. A mulher e as filhas de Shakir eram igualmente amáveis e deram o melhor para o dervishe. Inclusive, ao final de sua estadia, lhe deram uma grande quantidade de comida e água para sua viagem. No seu caminho de volta para o deserto, o dervishe não conseguia parar de se perguntar o significado das últimas palavras de Shakir. No momento da despedida o dervishe havia dito:
- Dê Graças a Deus pela riqueza que tens.
- Dervishe - havia respondido Shakir - não se engane pelas aparências, porque isto também passará.
Durante o tempo em que havia passado no caminho Sufi, o dervishe havia compreendido que qualquer coisa que ouvisse ou visse durante sua viagem lhe oferecia uma lição para aprender, e, portanto, valia a pena considerá-la. Além de tudo, essa era a razão pela qual havia feito a viagem, para aprender mais. As palavras de Shakir ocuparam seus pensamentos e ele não estava seguro de ter compreendido completamente o seu significado.
Quando estava sentado sob a sombra de um arbusto para rezar e meditar, recordou do ensinamento Sufi sobre guardar silencio e não se precipitar em tirar conclusões para finalmente alcançar a resposta. Quando chegasse o momento, compreenderia, já que havia sido ensinado a permanecer em silêncio e sem fazer perguntas. Para tanto, fechou a porta dos seus pensamentos e submergiu sua alma em um estado de profunda meditação.
E assim se passaram mais cinco anos, viajando por diferentes terras, conhecendo pessoas novas e aprendendo com suas experiências no caminho. Cada nova aventura oferecia uma lição a ser aprendida. Entretanto, como requeria o costume Sufi, permanecia em silêncio, concentrado nas ordens do seu coração.
Um dia, o dervishe voltou a Colinas Arenosas, o mesmo povoado onde havia passado alguns anos antes. Se lembrou de seu amigo Shakir e perguntou por ele.
- Está vivendo no povoado ao lado, a dez milhas daqui. Agora trabalha para Haddad - respondeu um homem do povoado.
O dervishe lembrou surpreendido que Haddad era o outro homem rico da região. Contente com a idéia de voltar a ver Shakir outra vez, se apressou para ir ao povoado vizinho. Na maravilhosa casa de Haddad, o dervishe foi bem recebido por Shakir, que agora parecia muito mais velho e estava vestido em andrajos.
- O que lhe aconteceu? - quis saber o dervishe.
Shakir respondeu que uma enchente três anos antes o havia deixado sem vacas e sem casa; assim ele e sua família se tornaram empregados de Haddad, que sobreviveu à enchente e agora desfrutava da posição de homem mais rico da região. Entretanto, esta alteração na sorte não havia mudado o caráter amistoso e atencioso de Shakir e de sua família. Cuidaram amavelmente do dervishe na sua cabana durante os dois dias e lhe deram comida e água antes dele sair. Na despedida, o dervishe disse:
- Sinto muito pelo que aconteceu com você e sua família. Mas sei é que Deus tem um motivo para aquilo que faz... - Mas não se esqueça, isto também passará.
A voz de Shakir ressoou como um eco nos ouvidos do dervishe. O rosto sorridente do homem e seu espírito tranqüilo não abandonavam seu pensamento.
- O que ele quer dizer com esta frase desta vez?
O dervishe sabia agora que as últimas palavras de Shakir na sua visita anterior se anteciparam às mudanças que ocorreram. Mas dessa vez, se perguntava o que poderia justificar um comentário tão otimista. Assim deixou a frase de lado outra vez, preferindo esperar pela resposta.Passaram meses e anos, e o dervishe, que estava ficando velho, continuou viajando sem nenhuma intenção de parar. Curiosamente, suas viagens sempre o levavam de volta ao povoado onde vivia Shakir. Assim sendo, demorou sete anos para voltar a Colinas Arenosas e Shakir estava rico outra vez. Agora vivia na casa principal da propriedade de Haddad e não na pequena cabana.
- Haddad morreu há dois anos - explicou Shakir - e, como não tinha herdeiro, decidiu deixar sua fortuna para mim como recompensa dos meus leais serviços.
Quando estava terminando sua visita, o dervishe se preparou para a viagem mais importante de sua vida: cruzaria a Arábia Saudita para fazer sua peregrinação a pé até Meca, uma antiga tradição entre seus companheiros. A despedida de seu amigo não foi diferente das outras vezes. Shakir repetiu sua frase favorita:
- Isto também passará.
Depois da peregrinação, o dervishe viajou à Índia. Ao voltar a sua terra natal, Pérsia, decidiu visitar Shakir mais uma vez para ver o que havia acontecido com ele. Assim, mais uma vez se pós em marcha para Colinas Arenosas. Mas em vez de encontrar seu amigo Shakir, lhe mostraram uma humilde tumba com a inscrição "Isto também passará". O dervishe ficou ainda mais surpreendido do que das outras vezes, quando o próprio Shakir havia pronunciado estas palavras.
- As riquezas vem e as riquezas se vão - pensou o dervishe - mas, como pode trocar um túmulo?
A partir de então o dervishe adquiriu o costume de visitar a tumba de seu amigo de tantos anos e passava algumas horas meditando na morada de Shakir. Entretanto, em uma de suas visitas o cemitério e a tumba haviam desaparecido, arrasados por uma enchente. Agora, o velho dervishe havia perdido o único vestígio deixado por um homem que havia marcado tão excepcionalmente as experiências de sua vida. O dervishe permaneceu durante horas nas ruínas do cemitério, olhando o chão fixamente. Finalmente, levantou a cabeça em direção ao céu e então, como se houvesse descoberto um significado mais elevado, abaixou a caberá em sinal de confirmação e disse:
- Isto também passará.
Finalmente o dervishe ficou muito velho para viajar, decidindo se fixar e viver tranqüilo e em paz pelo resto de sua vida.
Os anos se passaram e o ancião se dedicava a ajudar a quem se acercava dele para os quais aconselhava e a compartilhar suas experiências com os jovens. Vinha gente de todas as partes para beneficiar-se de sua sabedoria. Finalmente, sua fama chegou até o grande conselheiro do rei, que casualmente estava buscando alguém com grande sabedoria.
O fato era que o rei desejava que lhe fizessem um anel. O anel teria de ser especial: devia ter uma inscrição de tal forma que quando o rei se sentisse triste, olhasse o anel e ficaria contente e se estivesse feliz, ao olhar o anel se entristeceria.
Os melhores joalheiros foram contratados e muitos homens e mulheres se apresentaram para dar sugestões sobre o anel, mas o rei não gostava de nenhuma. Então o conselheiro escreveu para o dervishe explicando a situação, pedindo ajuda e o convidando para ir ao palácio. Sem abandonar sua casa, o dervishe enviou sua resposta.
Poucos dias mais tarde, um anel foi feito com uma esmeralda e foi entregue ao rei. O rei, que havia estado deprimido por vários dias, mal o recebeu, botou o anel no dedo e olhando-o, deu um suspiro de decepção. Logo começou a sorrir e, pouco depois, ria às gargalhadas. No anel que usava estavam escritas as palavras "Isto também passará".

Farid Ud Din Attar - Histórias da Terra dos Sufis

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Professor Pasquale nos corrigi...

Falar e escrever a lígua portuguesa de acordo com a norma culta não é algo que se aprende apenas nas salas de aula. Além dos tradicionais programas educativos, que reproduzem as salas de aula no espaço da televisão, existem outras iniciativas, no rádio e na televisão, que procuram ensinar gramática dando exemplos cotidianos de violações usuais da norma culta. Músicas, poesias, artigos da imprensa, filmes publicitários são mostrados e comentados em seus "erros", licenças poéticas, neologismos, regionalismos e variações em geral do padrão da língua.

Programas deste tipo não são novos, e partem da idéia que o brasileiro fala e escreve mal.

E também na internet podemos aprender muito. Semana passada recebi um e-mail interessante sobre ditos populares que com o passar dos tempos chegam aos nossos ouvidos e retransmitimos erroneamente.

Claro que não é tão grave quanto o assassinato das concordâncias verbais, os erros clássicos gramaticais ou os desesperados pleonasmos usados sem dó.


Eis os ditos:

'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'

'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Correto: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'
Correto: 'Corro de burro quando foge!'

'Quem tem boca vai a Roma'.
Correto: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

'Cuspido e escarrado'. Quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. Correto: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

'Quem não tem cão, caça com gato.'
Correto: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!






sábado, 20 de setembro de 2008

Hoje é dia de sol da meia-noite

Islândia: É tanto agito que nem o sol dorme!!!


Hoje, 20 de setembro, a estrela do país é o sol: nesta data, turistas e locais celebram a beleza e o encanto do sol-da-meia-noite durante o solstício de verão, o dia mais longo do ano. São vários dias de luz.

De julho a agosto, a Islândia não tem noites, e em setembro também são pouquíssimas horas escuras por dia. Acontece que, por ser um país ártico, localizado em elevada latitude, a região fica submetida a fenômenos polares. No inverno, o sol mal dá as caras (cerca de 4h por dia). Já no verão, ele fica quase que permanentemente no céu. Em bom português: ninguém dorme. É época para festas, rodas de violão em volta da fogueira e, por que não?, casamentos.

Lojas, cafés, restaurantes modernos e cenários iluminados formam as regiões mais urbanizadas da Islândia. Vale a pena curtir a estação no “país do gelo”. É importante lembrar também que os islandeses passaram por um inverno escuro e gelado, e agora eles estão fervendo por diversão. É uma época em que pelo menos os ânimos estão para lá de quentes.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Pablo Neruda

“É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas,
quanto os poetas se tornarem razoáveis.”



Neruda foi um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX.
Nasceu a 12 de julho de 1904, em Parral, no Chile. Prêmio Nobel de Literatura em 1971, sua poesia transpira em primeira fase o romantismo extremo. Depois veio a experiência surrealista. Marxista e revolucionário, ‘cantou’ as angústias da Espanha de 1936 e a condição dos povos latino-americanos e seus movimentos libertários. Diplomata desde cedo, foi cônsul na Espanha e no México. Desenvolveu intensa vida pública e foi indicado à Presidência da República do Chile, em 1969, mas renunciou em favor de Salvador Allende. Participou da campanha e, eleito Allende, foi nomeado embaixador do Chile na França. Morreu a 23 de setembro de 1973 em Santiago do Chile, oito dias após a queda do Governo da Unidade Popular e da morte de Salvador Allende.


‘’Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.’’



Algumas obras:

• Veinte poemas de amor y una canción desesperada.
• Tentativa del hombre infinito.
• Residencia en la tierra (1925-1931).
• Tercera residencia (1935-1945).
• Todo el amor.
• Las uvas y el viento.
• Odas elementales.
• Nuevas odas elementales.
• Tercer libro de las odas.
• Estravagario.
• Cien sonetos de amor (Cem Sonetos de Amor).
• Poesías: Las piedras de Chile.
• Cantos ceremoniales.
• Memorial de Isla Negra.
• La Barcaola.
• Las manos del día.
• La espada encendida.
• Jardín de invierno.
• Confieso que he vivido. Memorias.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Pelo Fim da Impunidade: FORA GILMAR MENDES


Segue aqui o texto postado por Tico Santa Cruz em seu blog
Vamos todos aderir essa campanha!!!

Meus amigos.
A impunidade que IMPERA nesse país não pode passar despercebida como se não fosse problema nosso. Quando fraudam os cofres públicos o reflexo se dá diretamente no cotidiano da população. Enquanto nossos parlamentares praticam crimes garantidos por uma justiça que lhes concede imunidade e crimes prescrevem por “falta de tempo” de nossas autoridades jurídicas, crianças são assassinadas nas ruas, guerras são travadas nas grandes cidades, médicos, professores, servidores públicos importantes são jogados as traças para que nós privilegiemos os salários absurdos de POLÍTICOS e autoridades que legislam em causa própria e ainda tem CORAGEM de desafiar publicamente a sociedade. Eles contam com a apatia do povo que se esmera para conseguir pagar as contas e dedica o tempo livre a esquecer o que de mal lhes aflige ao longo de toda semana. Eles conhecem o GADO que estão criando faz tempo. Eles identificam uma classe intelectual que cansou de lutar e uma classe artística preocupada somente com seus brilhantes umbigos.

Porém a internet é uma arma que podemos usar para divulgar informações, trocar conhecimentos e obviamente levar ao maior número de pessoas o ROSTO da IMPUNIDADE.
Tudo bem que o código penal pode ser interpretado de diversas formas tendendo sempre a capacidade de bons juristas em analisar os processos e trabalhar para defender o interesse de seus poderosos clientes.

MAS SERÁ QUE ALGUMA AUTORIDADE PODE INTERPRETAR A FAVOR DO POVO?

É pedir muito que nossos Ministros do STF, STJ entre outros que tem poder para acabar com essa avacalhação com dinheiro público, que intervenham a favor dos interesses da nação?


Quem não está a nosso favor, está contra nós.
Então QUE TODOS TOMEM CONHECIMENTO DE SEUS CÓRNEOS, pois são esses homens que nos jogam uns contra os outros, que alimentam esse sistema falido que assassina milhares de pessoas todos os dias. Que manda para a cova trabalhadores, jovens, negros, brancos, índios, gente de todas as raças, crenças e classes com exceção obviamente da CLASSE QUE GARANTE salários paralelos.

ISSO É COVARDIA e quem se omite também é COVARDE.

Não tenho vocação para otário.

PELO FIM DA IMPUNIDADE.

FORA GILMAR MENDES
Temos que começar a limpar do TOPO e descer o rodo em todo o resto é muita sujeira.
Gerações inteiras terão de dormir com o fedor desse lixo.

Vamos espalhar a foto desse senhor em todos os blogs, fotologs, perfils de orkut.
Vamos perturbar nossos vizinhos de BLOGLOG para que se posicionem em relação ao que acontece no país.
Vamos mandar e-mails com o rosto da impunidade para que não precisemos mais ouvir nossos amigos alienados perguntando quem é GILMAR MENDES e o que ele faz.

AO LONGO DE TERÇA E QUARTA FEIRA vamos manter A FOTO DO PRESIDENTE DO STF que privilegiou a LIBERDADE desses bandidos de terno e gravata e QUE DEEM LUGAR A MAGISTRADOS QUE POSSAM DEFENDER OS INTERESSES DO PAÍS E NÃO MAIS OS SEUS BOLSOS.

REVOLUÇÃO DIGITAL,
já que para rua poucos são os que vão

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Convite de Haydée: MeMe (seja lá o que isso quer dizer)... rs


1 - Escolher banda/artista: CHICO BUARQUE

2 - Responder somente com os títulos das canções:

1 - Descreva-se: “Samba do Grande Amor”
2 - O que as pessoas acham de você: “A Rosa”
3 - Descreva sua última relação: “Olhos nos Olhos”
4 - Descreva a atual relação: “Folhetim”
5 - Onde queria estar agora: “Carta ao Tom”
6 - O que você pensa sobre o amor: “Futuros Amantes”
7 - Como é sua vida: “Samba e Amor”
8 - Se tivesse direito a apenas um desejo: “Samba de Orly”
9 - Uma frase sábia:
“E nada como um tempo após um contratempo
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando, até quando, não, não, não”
(Jorge Maravilha)
10 - Uma frase para os próximos:
“Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão”
(Feijoada Completa)



3 - Indicar 5 pessoas para responder ao meme*:

- São pensamentos soltos...
- Sleeping Lessons
- Lomyne's in tha House
- Verseiro
- Ipsis Litteris

*Ainda não sou intima desse mundo blogueiro... não sei se os blogs de cima já responderam ou vão querer responder... Fica o convite!

E obrigada Haidée por me convidar!!!

domingo, 13 de julho de 2008

Bizarro é pouco!

O site globo.com tem um editorial que se chama Planeta Bizarro. Ali você encontra tudo de mais estranho que acontece pelo mundo.

Veja as manchetes de hoje (13/07/08):

Bêbado ajuda a combater incêndio
Animais mortos viram obras de arte
Papel higiênico esconde US$ 55 mil
Casal leva título de carregamento de esposa
Correios se enganam e traficante é preso
Sem dinheiro, casal indiano se casa via telefone celular
Bordel oferece mulher ‘com gasolina’ para esquentar negócio
Americano agride a mãe a salsichada
Mulher se inclui como brinde nos EUA

E por aí vai...

Mas o que me chamou atenção foi o cão mais feio do mundo de 2008.
Ahhh vai... ele nem é tão feio assim.

“Manco, caolho, banguela e sem pêlos, Gus venceu a premiação de 2008.
Adotado há oito anos por mãe e filha, ele gosta de pizza e é tratado como um bebê.”

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ariano Suassuna

“Da terra sai um cheiro bom de vida
e nossos pés a Ela estão ligados.
Deixa que teu cabelo, solto ao vento,
abrase fundamente as minhas mão..."



Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiro, é um defensor militante da cultura brasileira.
Ariano nasceu em João Pessoa no dia 16 de junho de 1927 e viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.
Aos três anos de idade, Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai, João Suassuna (1886-1930), no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe, Rita de Cássia Vilar, a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano. Lá "fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral."
Em 1942 muda-se para cidade de Recife. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colégial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)
De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.
Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Commercio do Recife.
Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.
Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro.
Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.
Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".
Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.
Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.
Desde 1990, Ariano ocupa a cadeira número 32 da Academia Brasileira de Letras.

Algumas obras:

Uma mulher vestida de Sol, (1947);
Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
Os homens de barro, (1949);
Auto de João da Cruz, (1950);
Torturas de um coração, (1951);
O arco desolado, (1952);
O castigo da soberba, (1953);
O Rico Avarento, (1954)
Auto da Compadecida, (1955);
O casamento suspeitoso, (1957);
O santo e a porca, (1957);
O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
A pena e a lei, (1959);
Farsa da boa preguiça, (1960);
A Caseira e a Catarina, (1962);
As conchambranças de Quaderna, (1987);
Fernando e Isaura, (1956)
A História de amor de Fernando e Isaura, (1956)
O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971).
História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão/Ao sol da Onça Caetana, (1976).
O pasto incendiado, (1945-1970)
Ode, (1955)
Sonetos com mote alheio, (1980)
Sonetos de Albano Cervonegro, (1985)
Poemas (antologia), (1999)
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