segunda-feira, 7 de abril de 2008

Simples, por Daniel Terceiro


Vivemos cercados de simplicidade. Parece que nós, Humanos, sempre soubemos que a Felicidade é simples, que Deus é simples. Mesmo aqueles de nós que viviam e vivem sob diversos deuses reconheciam que para além e aquém destes existe algo que é a própria simplicidade.
Mesmo nesses tempos de multiplicidade e individualismo – que nada são, mas dois lados da mesma moeda, moeda esta que não parece comprar felicidade nem tranqüilidade – ainda cremos que na base existe algo simples e único. A palavra do dia é “quântico”, o que não faria surpresa nenhuma aos gregos atomistas, diga-se de passagem.
Mas, apesar de reconhecermos essa simplicidade, ainda complicamos, somamos, multiplicamos tudo o que temos.
No início nos foi dada uma vida. Um óvulo, um espermatozóide, simples assim. Mas, o tempo e a necessidade, como um prisma tocado por um feixe de luz, abriram o leque de vontades. Sem percebermos viver vira: comer, dormir, querer atenção e abrir os olhos para a multitude que nos cerca.
E, agora, ainda mais. Vivemos na era do marketing, que nos vende necessidades desnecessárias; acredita-se que só se anda pra frente, somando passos; e até mesmo que “menos é mais”. As alternativas á essas idéias viram piada, e mesmo a pessoa chamada espiritualizada (como se houvesse mesmo um espírito maniqueísta no mundo que separa como navalha a realidade) precisa fazer tanto, precisa de tanto, tem que fazer tudo antes de buscar o ócio. O qual o negócio nega de maneira tão drástica.
As tardes tranqüilas são pontuadas pelo toque insistente e incessante dos toques telefônicos, polifônicos, estereofônicos até.
A verdade é que existe complexidade na vida, existem dificuldades e necessidades. Mas multiplicá-los é mesmo necessário? No início nos foi dada uma vida, uma semente que cresce em árvore, pra cima e pra baixo. E a você é dado perguntar: eu quero tirar cada folha, pra catálogo; conservar cada fruto, para futura referência; e cortar o tronco em taboas, pra construir algo “mais útil”; ou não seria melhor deixá-la crescer, só cuidando com o adubo (que, sim, inclui também esterco), aproveitando cada fruto, se vem, quando vem, como vem
?

2 comentários:

Kiefer disse...

Olá Renata, algo muito interessante acabou de acontecer, estava procurando algo na net que simplesmente fosse simples..Me deparei com imagem desse pássaro e claro eu achei simples, na realidade perfeito...Acabei entrando no seu blog sem querer e acabei lendo um pouco de suas postagens e achei mais que interessante, a forma com as palavras são ditas é simplesmente fascinante e encantador, resume a simplicidade de forma direta e ideal sem precisar colocar ou tirar algo...E o mais interessante, vendo sua foto eu pensei, eu conheço essa mulher de algum lugar...olhando meus contatos no orkut encontrei alguém que conhece você, ai lembrei da onde vi seu rosto...Mesmo estando a milhares de kilometros percebi o quanto o mundo se torna pequeno as vezes.....Parabéns pelo Blog esta magnífico sempre virei visitar e tirar bons conselhos e pensamentos dele, parabéns...Eu estou usando um fake agora, desculpe foi sem querer mesmo, agora que notei no endereço....Eu conheço o Maurício, acho que deve conhecer ele...Desculpe se caso disse alguma besteira ok.....mais uma vez parabéns pelo belo trabalho feito aqui..

disse...

Gostei mto mto mto

www.guardanageveta.blogspot.com

Beijos!