sábado, 25 de dezembro de 2010

De novo, Indelével


2010 foi, assim, digamos, esquisito!!

Tive momentos ótimos e momentos surreais. Tive momentos doloridos e momentos que jamais vou esquecer pela dor que me causou. Mas valeu. Cada minuto, cada detalhe, cada presença...

Meu natal estava indo para o brejo, por todos os esses por menores, que pra mim são maiores que o coração pode explicar, quando um telefonema e uma boa conversa me salvaram.

Esperava mais, confesso. Mas aprendo a cada dia que nem sempre podemos ter tudo o que queremos, pelo menos não na hora em que queremos. Isso é fundamental para quem sofre de uma ansiedade quase catastrófica.

- Dia 23 um abraço, um carinho, um afago, me deu esperança de dias melhores.

- Dia 24, mais um abraço, beijos cuidadosos e uma declaração minha de não poder perdê-lo, me mortificou.

- E dia 25, ahhh, o Natal... sem nenhum presente e apenas palavras doces me voltaram a vida, me fazendo sorrir e sentir mais uma vez que viver vale a pena.

Amo.

E me sinto cuidada.

Tudo ali, na corda bamba das emoções, da vida, do pensar, do amar... Malabarismos sem fim para poder manter algo que faz sentido em meu coração e só!

Só mesmo!!!

Recriminações a parte, me afasto de tudo para viver o impossível, para amar o indelével, o inefável...

Acarinhada em seu colo, posso tudo, posso mais, sou mais!

Até quando??

...


De novo, para Rodrigo Mayo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Então é Natal...


As mais doces lembranças que uma pessoa pode ter do natal eu tenho. Desde os passeios pela cidade atrás do Papai Noel, sua chegada em helicóptero no Relógio das Flores, até a manhã do dia 25 quando finalmente os presentes eram abertos.

No dia 24 todas as mulheres da família enchiam a cozinha com os mais diversos aromas, cores e sabores. De família espanhola, o polvo se fazia presente sempre e era uma festa ver minha mãe mergulhá-lo no caldeirão de água fervente e a cada mergulho ver seus tentáculos enrolando, como se formassem cachos para a noite natalina. As rabanadas ficavam por conta das avós e as crianças podiam ir matando a fome com as nozes, avelãs e amêndoas. O mau exemplo de meu pai ao quebrar as nozes posicionando-as na porta aberta e fechando para espatifar sua dura casca era motivo de gargalhadas dos filhos e repreensão de minha mãe. Mas quem obedece a repreensões acompanhadas de sorrisos?

Os portões da casa ficavam abertos e os vizinhos entravam e saíam por todo o dia. Meu pai, uma pessoa muito querida no bairro, fazia questão de receber a todos. Vinham trocar abraços e votos de boas festas e tomar uma taça de vinho. Os motoristas e cobradores das linhas de ônibus do meu bairro eram presenteados com pequenas lembranças por meus avós.

A mesa da ceia era montada na garagem. A família não era grande, mas os convidados iam chegando e todos eram acolhidos com festa. A toalha branca feita sob medida para mais de 20 pessoas era caprichosamente estendida pela minha mãe. O aparelho de jantar usado apenas nessa data, juntamente com os copos de cristal, eram posicionados delicadamente e tudo parecia perfeito. Ceia farta, vinho e, hummm, sobremesas... meia noite se fazia uma oração e finalmente jantávamos.

Pela manhã, corre, acorda o irmão mais velho e descobre a grande árvore de natal colorida repleta de presentes: Papai Noel esteve ali. Ele não faltava nunca!!!

Não, não é apenas uma crônica! Meus natais eram assim. E quando tive meus filhos, o cuidado para que eles tivessem o mesmo foi enorme.

Hoje não tenho mais meu pai aqui comigo. Para uma enorme tristeza, faleceu num dezembro desses em que planejávamos as festas de fim de ano. A casa ficou cinza e naquele ano não houve festejos.

Mas a vida continua e hoje posso proporcionar aos meus filhos tudo que meu pai me proporcionou. Toda expectativa da noite feliz, toda alegria dos presentes e da mesa farta e mais que isso, toda a solidariedade que pessoas de bem que convivi minha vida inteira me ensinaram, repasso para eles.

A noite feliz, só é mesmo feliz se somos capazes de lembrar seu real significado e capazes de espalhar amor ao próximo em toda sua plenitude.

Um grande e especial Natal a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Encontros e Despedidas

"A hora do encontro é também despedida..."

Consegui captar logo de cara que a paciência dele para o cotidiano das minhas reclamações era mínima. Então tratei de não reclamar e apenas sorrir. Eu tinha motivos de sobra para reclamar, mas também tinha muitos motivos para sorrir, afinal ele estava ali, depois de longos 21 dias, ele estava ali outra vez.
Há muito não somos mais dois estranhos. Pelo contrario, sabemos de coisas um do outro que mais ninguém sabe. Sabemos de corpo, de alma, de vida. Sabemos o jeito, a palavra, o cheiro, o encanamento necessário para se fazer bem um ao outro. E mesmo assim, é assim: longos dias sem ele, sem nós.
Alguns dias passam rápido, sem pensamentos profundos que me fazem chorar de saudades. Outros a vontade de estar, de ser, de ficar é tanta que me falta chão, ar, me falta viver e me faltam forças de continuar. Mas me sobram boas lembranças de querer mais uma vez encontrar a paz em seus braços, o som de seu respirar em meu colo enquanto dorme, o olhar fundo em meus olhos enquanto beija...
E na hora de me despedir, umas vezes sou forte, sou eu, sou firme em dizer adeus. Outras apenas choro e peço a Deus baixinho que os próximos 21 dias passem depressa o bastante para que eu não sofra demais...

Para Rodrigo Mayo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

E quem não gosta de pepino?*

O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é símbolo de amizade.

Hoje a alegria foi geral!

Estava escrevendo um texto sobre ‘dezembros’, mas tenho que adiá-lo para falar de felicidade sem fim. (Não vou adiá-lo para janeiro, assim espero. Só um pouquinho.)

Felicidade é simples: é passar o dia GARGALHANDO com amigos.

Renato, meu querido amigo, companheiro de palco, músico excepcional, fez aniversário e reuniu a ‘nata’. Bora fazer feijoada as vésperas do verão que vem chegando? Em plena segunda feira?? Isso vai dar certo??? Se regar com caipirinha não pode dar errado! E não deu. O calor estava de fritar os neurônios, mas o povo foi chegando tranqüilo, sorrindo, só abraços e muita, muita coisa boa pra contar. Do cotidiano às pérolas absurdas que só escuto com esses amigos loucos que aprendi a amar...

“Eu já fiz um monólogo s-o-z-i-n-h-a!!!” – essa já virou bordão entre nós e nesse dia foi repetida exaustivamente... rs

“Aiii, credo, bicha não, homosexual! Bicha é aquela coisa que dá na barriga!!!” – Carlos Frederico Thomas, quem mais podia ser?

“E quem não gosta de pepino? Pepino está presente na vida de todos, em todos os momentos e se no fim tudo der errado a gente empurra o pepino pra Deus!” – isso é quase uma filosofia de vida!

“Estamos até animando velórios e já fizemos uma versão em hip-hop para Segura na Mão de Deus. O povo até esquece de enterrar o defunto para dançar.”

“A vidente cega já está chegando para iniciarmos os trabalhos. Dona Juju vê tudo, mas não enxerga!”

“Vamos cantar!!! Como é mesmo aquela música?? Nãooo, aquela... aquela... aquela... Vou sair de perto pra me concentrar." – depois de muitas caipirinhas ninguém lembra letra de nada.

“As pessoas vão cantando e vão entregando a idade, né? Lembrar dessa música de 1905 não é pra qualquer um não!!!”

“Vamos cantar parabéns em que versão? Popular, Xuxa, Lulu Santos, Marilyn Monroe...? Vamos cantar em Hebraico!!!”

Ahhh... teve muito mais, mas com a mente afetada de cachaça das 14h às 22h fica um pouco difícil relembrar os detalhes desse dia fantástico. Mas fica a lembrança do sorriso e brilho nos olhos de Renato e espero que em seu coração fique a certeza de que ele é muito amado por seus amigos. Uma pessoa pura e cheia de sabedoria que nos acrescenta vida, amor e felicidade sempre.

* O título é uma frase solta, simples, perfeita by Fernando Vianna!

sábado, 27 de novembro de 2010

Boa tarde, Festival de Cinema, obrigada.


Nas duas últimas semanas eu repeti essas palavras, assim mesmo, juntinhas, umas cinco mil vezes. Trabalho de divulgação, corporação, panfleteira... rs. É isso, saí as ruas junto de minha fiel amiga das calçadas petropolitanas, e a operação era divulgar o 1o Festival Nacional de Cinema de Petrópolis. Cansa, mas divulgar coisa boa é certeza de respostas positivas. Tem um povo que não escuta, não para, nem olha, mas tem aqueles que se entregam de corpo e alma as informações que posso passar sobre o evento... rs.
Enquanto abordava as pessoas com um "boa tarde, Festival de Cinema, obrigada", minha amiga Mary levantava os flyers e em alto e bom som fazia a boa e velha prática da feira: "Olha o Festival de Cinema, olha o festival de cinema, programação toda gratuita!!!". Não tinha como não rir e me divertir!!
Na porta do teatro a abordagem era diferente, algo assim, mais intimista: "Oi, vamos ao cinema?" perguntava Mary com sorrisão aberto. As respostas eram as mais inusitadas, mas sempre conseguimos colocar alguns casais para namorar no escurinho do cinema, algumas pessoas no fresquinho do ar condicionado fugindo do calorão do sábado de sol ou fugindo da chuva que insistiu em cair por toda a semana.
E, claro, a grande maioria entrava mesmo por ser de graça. Onde mais dá para assistir longas e/ou curtas de qualidade o quanto se quisesse de graça????
E não dá para deixar de falar nas pessoas que amam cinema e não perderiam um evento assim por nada!!!
Enfim, sucesso.
O Festival aconteceu, sob coordenação de Pery de Canti e Inez Petri (joguem no Santo Google), foi execelente, rolou diversão, cansaço, estresse e muitas histórias engraçadas para se contar e quem sabe transformar num curta para o próximo festival??? Porque com certeza haverá um próximo Festival e quero estar presente, seja como for, trabalhando ou apenas prestigiando como boa seguidora desse grande movimento que se chama ARTE!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Só mais um pouquinho...


Depois de uma longa semana de trabalho e uma noitada de sexta feira com os amigos me permito dormir até meio dia no sábado porque ninguém é de ferro, né?

Até parecia que seria fácil, a madrugada transcorreu tranqüila sem muitos carros na rua ou pessoas falando alto. Estava num soninho gostoso, aquele da manhã em que a cama está sempre mais convidativa, quando escuto aquela irritante musiquinha do caminhão do gás. Porque eles tocam Beethoven de forma tão desrespeitosa assim? O coitado do compositor deve se revirar no túmulo todas as vezes que tocam "Für Elise".

E de repente o interfone toca. Claro, fingi que não escutei, mas tocou a segunda vez e tive que me arrastar para fora da cama. Eram apenas sete da manhã e quando atendo escuto uma voz grossa berrando do outro lado:

- Vai gás aí, senhora?

Putz, pensei.

- Hoje não, obrigada!

- Bom dia, senhora!

Inacreditável!! Sete horas. Eu estava disposta a nem abrir o fogão, quanto mais comprar gás...

Voltei pra cama e consegui dormir outra vez, mas não por muito tempo. O interfone toca outra vez e dessa vez pensei num palavrão mais elaborado que um simples “putz”. Saí de novo da cama, catei o interfone e escutei uma voz infantil:

- Moça, quer comprar paçoca??

O que??? Como assim??? Só pode ser brincadeira, pegadinha...

- Hoje não, obrigada.

- Tá bom!

Olhei o relógio e ainda eram oito e quinze. Aproveitei para beber água e ir ao banheiro e quando voltava para a cama, adivinhem?????

INTERFONE!!!!

Dessa vez fui alem dos pensamentos e expressei baixinho em palavras aquele palavrão mais elaborado. Atendi:

- Oi... (quase rosnando)

- Bom dia, senhora. Sou da igreja ‘bla bla bla’ e gostaria de saber se a senhora gostaria de ouvir a palavra de Deus?

(Silêncio)

- Senhora?

- Oi.

- Gostaria?

- Sabe o que é? Eu já ouvi e Ele mentiu pra mim!!! Disse que hoje eu poderia dormir até meio dia, mas não está deixando!!!

- Como??

- Por favor, eu só quero dormir. Prometo que quando acordar eu leio um trechinho da bíblia e peço perdão de todos os meus pecados. Mas preciso dormir...

(Silêncio)

A moça da igreja se foi sem dizer mais nada. Deve ter me julgado uma perdida e que não adiantaria argumentar. Vou arder no inferno pelo pecado da preguiça!!

A essa altura já estava desperta e a única coisa que me restava fazer era... ficar acordada!!! Quem sabe no domingo?? Domingo é um bom dia para ficar na cama até meio dia!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

Vai entender...


Ela sempre se levanta, vai para frente do espelho e observa atentamente todo o seu rosto. Cada milímetro. Estica aqui, puxa ali, passa a mão pelo pescoço e não gosta do que vê. Em alguma dessas manhãs acaba pedindo opinião do marido.

- Mooorrr, você acha que meu rosto está muito mudado?

- Como assim?

- Ahhh... assim, mais amadurecido?

- Claro. Não dá pra ficar com carinha de 18 pra sempre.

- Agora, ‘como assim’, pergunto eu. Está falando que estou com cara de velha????

- Nãooooo, meu bem. Só estou falando que algumas rugas ao longo do tempo são naturais...

- RUGAS????? Quem que tem rugas aqui????? O que você quer dizer com isso???? Que sou um maracujá de gaveta?????? Sou uma velha toda enrugada?????

- Mas eu não falei nada...

- Você já reparou que também não é mais um menininho? Seus cabelos andam tão ralos..............

- Você está falando que estou careca???

- Nãoooooo, meu bem. Só estou falando que a calvície em alguns homens é coisa natural ao longo do tempo...

- Elizabete Cristina, eu não vou discutir com você!!! Que mania de arrumar brigas logo pela manhã.

- Eu?? Arrumando brigas??? Você me ofende e quer que eu fique calada???

- Bom dia, Elizabete Cristina!!!

Pronto, começou mais um dia.

Ele sai de perto para não continuar a discussão, mas não demora muito e mais uma vez ela precisa de sua opinião enquanto se veste:

- Morrrrrrrr, você acha que essa roupa esta muito apertada? Não sei não, acho que essa cor está me engordando demais???

- O que te engorda não é essa cor, são os chocolates da madrugada que você guarda na mesa de cabeceira. Pronto, falei...

- O que você quer dizer com isso, Luiz Pierre??? Que estou gorda como um vaca???

- Lá vamos nós de novo... Eu não disse nada disso, até porque para estar como uma vaca a dieta seria capim!!!

- Você é tão grosso, tão insensível, tão imaturo, tão, tão, tão... tão magro!!! Está me achando gorda porque é um magrelo puro osso!! Olha essas canelas! Parecem hashis!!!

- Elizabete Cristina, chega!!! Estou indo trabalhar...

E com passos pesados em direção à porta de quem engolira um sapo gigantesco para não entrar numa luta injusta de palavras, ele ainda ouve uma última frase:

- Moorrrrrrrr, não demore para o jantar porque hoje a sobremesa estará todinha de vermelho.........................

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia do Saci pra que??


Mais uma vez o outubro trouxe vitrines recheadas de fantasias de terror e alguns lugares organizaram ótimas festas com o tema americano. Dia 31, Halloween!
E mais uma vez veio a polêmica: porque temos que importar até isso?
Vi muitas postagens no Facebook e alguns blogs criticando.
Do povo que eu conheço, minha amiga Dá, do Carpe Diem, é a defensora mais ferrenha de que não devemos brincar no Halloween e em seu lugar instituir o Dia do Saci.

"Um dos principais personagens do Folclore Brasileiro, tem seu dia comemorado em muitos lugares em nosso país. O projeto de lei federal nº 2.762, criado por Aldo Rebelo (PC do B), pretende tornar o dia do Saci, um dia de comemoração nacional. O projeto tem como objetivo resgatar a cultura brasileira através do folclore,o dia também é uma contraposição ao “Halloween” e ao “Dia das Bruxas” que são importados da cultura norte americana."

Eu entendo essa preocupação, mas acho que hoje podemos nos preocupar bem menos com isso pelos nossos filhos do que nossos pais se preocuparam conosco nas décadas de 80 e 90 quando o boom da americanização foi ao auge. Músicas, danças, modas, tudo muito brega, mas era o máximo... rs
Hoje nossa cultura está muito mais aberta a todos. O Brasil está transbordando cultura!! Seja ela boa ou ruim, sim porque tem coisa ruim que hoje já está inserido como cultura - leia-se funk, arrght!! - E isso vem de encontro ao acesso muito mais fácil do povo à arte.
Não precisamos nos preocupar com as festinhas que as crianças querem se fantasiar com roupas fantasmagóricas 'americanizadas' no dia 31 de outubro, temos o mês de fevereiro inteirinhoooooo para elas se fantasiarem de baianas, negas malucas, tudo bem 'abrasileirado'. Temos o dia de São Cosme e Damião para elas ganharem doces no lugar das travessuras. Temos a semana da consciência negra para elas se divertirem em rodas de capoeira, cabelos trançados e muitas danças. Temos as deliciosas festas juninas para mais uma vez elas se fantasiarem, se fartarem de guloseimas, pularem fogueiras e para que elas brinquem incansavelmente nas danças e brincadeiras típicas.
Sem contar a Semana do Folclore amplamente festejada por todas as escolas e secretarias de cultura de algumas cidades. É uma viagem com tantos causos e personagens. Entre eles nosso moleque arteiro, o Saci!!
Temos muitas datas só nossas.
E eu estou num pedacinho do Brasil que nem tem tantas festas assim para enumerar (pelo menos conhecidas pela maioria). A coisa cresce muito mais no Norte e Nordeste (ohhh deliciaaa)!!
Deixem as crianças com suas lanternas de abóboras, seus dentinhos de vampiro, chapéu de bruxa ou simples lençois brancos para um charmoso fantasminha. O que vale é se divertirem muito enquanto passam por essa maravilhosa etapa que é a infância!!
E claro, nós, velhos rabugentos, nos divertimos também!!!

Beijosss Dá!!!!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Algum Sentido?


Tem um momento, entre o estar acordado e o cair em sono profundo, que os pensamentos simplesmente não fazem sentido. Isso acontece só comigo? Tudo fica meio non sense e chega a ser engraçado. Eu poderia rir se não estivesse pronta para cair nos braços de Morfeu.
Coisa do tipo estar perdida entre folhas de samambaias vermelhas ou nadar numa piscina infinita com bóias gigantes e coloridas. Caminhar pelas areias fofas de uma praia deserta e dar de cara com mini cavalos ou estar diante de uma mesa arrumada com docinhos que tem carinhas de bebês. Sentar num chão molhado para apagar o dever de casa mal feito ou descascar uma parede cor de abóbora e descobrir que ela é feita de chocolate. Passar embaixo de uma escada retorcida lotada de pombos ou passear de pijamas de bolinhas roxas carregando uma mala imensa cheia de fitas de cetim!!!
Claro, todos os pensamentos são muio coloridos!!!
Será que existe uma explicação pra tanta esquisitice??
É fato. Todas as noites isso acontece comigo. Momento de relaxamento total, onde mais nem um problema esquenta minha cabeça. Fico ali, imovel, esperando finalizar o dia em paz.
Isso sempre me faz lembrar uma música do Legião Urbana que eu gostava muito. Se eu não me engano foi do terceiro LP da banda:

Depois do Começo.

"Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto [...]"

Talvez esses pensamentos desconexos façam mais sentido que muitas coisas que nos acontecem ao longo da vida...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novamente


Por algum tempo não nos encontramos, nem mesmo nos falamos.
E de repente ele estava ali, na minha frente.
Nos olhamos.
Não era preciso falar, apenas nos abraçamos.
Passei minha mão em seu rosto tão familiar e pude sentir a barba por fazer.
Gostava disso.
Recostei minha cabeça em seu peito e suas mãos afagaram meus cabelos.
E conversamos.
Somente o que necessitava ser dito dentro do quarto que tanto compartilhamos.
E rimos.
E sorri ao vê-lo mais uma vez rindo das minhas histórias, minhas palavras inquietas.
Nos abraçamos de novo e nos beijamos.
E nos amamos.
E quando novamente ele se foi, senti meu coração amá-lo ainda mais.
É pra sempre.
Amo... pra sempre.


domingo, 10 de outubro de 2010

Não há regras...


Ontem, um sábado frio e chuvoso, uma amiga perdeu seu companheiro, marido, amigo, amor...
Ele tinha apenas 28 anos e se foi assim, de repente. Uma dor no peito e nada mais poderia ser feito!
Foi quase impossível olhar nos olhos dela, tamanha sua dor, sua dúvida, sua perplexidade diante dessa situação inacreditável. Uma pequena que ilumina por onde passa, ontem estava 'apagada', mas ela é forte e Deus está ao seu lado e superará esse momento.

Fica a certeza que sempre é tempo de distribuir sorrisos para os que estão a nossa volta. Palavras de carinho, coração aberto, telefonemas apenas para dizer a saudade que se sente, apenas para perguntar se tudo está bem. E dizer sempre "eu te amo"!!
A vida é breve e nos surpreende a cada esquina, não dá pra deixar pra amanhã os amigos, a família, o companheiro... Viva!

Força Raquel Theo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pára-raios de Maluco - Eu!


Alguém aí já foi abandonada no meio de um encontro??? Abandonada mesmo, deixada pra tras, no meio da calçada??

Eu já!!!!!!

Nesse último sábado saí com um rapaz que é, no mínimo, um chato de galocha. Foi um segundo encontro, então posso afirmar isso depois de um primeiro encontro e uma semana inteira de conversas via msn. Mas sabe aqueles sábados em que você não tem nada para fazer e se recusa terminantemente a ficar em casa?

O primeiro encontro foi levado na boa com mais dois amigos a mesa que sustentaram uma boa conversa. Porque a todo momento que eu ficava sozinha com a criatura o único plano dele era me levar para a casa dele, que é dos pais, para trepar a noite inteira. Não havia conversa: era ele tentando e eu recusando.

Durante a semana seguinte sempre que o encontrava conectado as frases usuais dele eram “hummm... esse friozinho está bom para...” ou “queria você na minha cama agora...”. Minhas tentativas de desenvolver uma conversa um pouco mais inteligente fracassavam a todo o momento.

E de tanto o moço insistir num novo encontro, aceitei.

Encontro marcado para as 21h. As 21.10 liguei querendo saber se ele havia desistido, afinal minha tolerância de atraso havia acabado. Ele respondeu que já estava chegando. Mais dez minutos e liguei mais uma vez: “E aí? Ta aonde?”. “Já estou na sua rua!!!” Meu bairro é tão pequeno que dá para percorre-lo em 1 minuto e meio. E ele levou mais dez minutos...

Bem, o que fazer alem de ficar irada e mandar um pequeno esporro quando entrei no carro?

- Oi, tudo bem? - ele pergunta esperando um beijo.

- Tudo bem, mas não faça mais isso. - sem beijo e olhando bem nos olhos dele.

- Isso o que?

- Esse atraso. Não faça mais isso. Você me deixou esperando meia hora embaixo de chuva. Eu detesto que me larguem esperando e sabe por quê? Porque sou pontualíssima, não deixo ninguém esperando até por uma questão de educação.

- Poxa amor (amor??? Quem te deu essa intimidade??) ainda são nove e dez.

- Alem de tudo não sabe ver horas. Mas tudo bem, já foi. Vamos passar uma noite agradável sem tocar mais nesse assunto.

Silencio.

Conversamos amistosamente no carro e prosseguimos com o plano inicial de algum lugar tranqüilo onde eu pudesse beber um bom vinho e ele uma cerveja, em garrafa. Sim porque alem de chato é um pão duro do cacete. Não pode ir a um lugar onde a cerva é long neck: É muito mais caro, oras!!! (Eu já devia saber, afinal tive que rachar a conta do primeiro encontro.)

Bem, eu prossegui com esse plano. Ele já tinha outra coisa em mente.

Quando eu pedi para que ele parasse em algum lugar para que eu comprasse cigarros, ele parou, eu fui comprar e quando eu voltei........... Cadê??? Cadê???? O moço foi embora, me abandonou... rsrsrs

Eu tinha três opções: sentar e chorar; esbravejar como uma louca ou acender meu cigarro e seguir tranquilamente para a casa. Prossegui tranquilamente e tive uma agradável surpresa: encontrei um amigo saindo do supermercado. Conversamos por alguns minutos e nem precisei pensar duas vezes quando ele me convidou para ir para a sua casa. O vinho estava ótimo, a cia excelente e a noite terminou de forma inesperada e muito melhor do que eu podia esperar.

E antes dele me levar para a casa ainda fez a gentileza de passar na minha seção eleitoral para que eu votasse e não precisasse mais sair de casa, podendo descansar por todo o domingo chuvoso!!!!

E pensa que a história terminou aqui??

No domingo à noite o sujeito xarope me ligou dizendo que estava passando mal e sem ar (????? Então pra que me ligou??? Devia ter ligado para um médico). Pediu desculpas dizendo que estava passando muito mal e por isso tinha ido embora (????????????? O que eu podia fazer alem de rir???) Disse que também ficou chateado pelo esporro que tomou e que parecia que eu não estava a fim de estar com ele. (e não estava mesmo, mas queria sair... sacrifícios devem ser feitos de vez em quando, né?) Ficou repetindo essa historinha e, pasmem, pediu para remarcar para o próximo sábado!!! (só posso pensar que ele é desprovido de qualquer inteligência)

Ele pediu, né? Tomou outro esporro. Sarcasticamente eu disse que estava tudo bem e desliguei o telefone. Tenho certeza que essa criatura sem noção insistirá mais algumas vezes. Só não sei se é por vontade de me ‘pegar’ ou de me fazer perder a paciência.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E de tanto gostar...


Gosto de boas conversas

e gosto também de ficar quietinha de vez em quando

Gosto de mãos dadas

Gosto de longos abraços

Gosto de paparicar, de presentear

Gosto de dias nublados

Gosto de fazer vontades para depois cobrar com favores sexuais... rs

Gosto de sexo!!!

Gosto de estar apaixonada

Gosto de beijar atrás da orelha

Gosto de ir a livrarias e percorrer junto as prateleiras

Gosto de café na cama

Gosto de ficar na cama

Gosto de rir

Gosto de pés descalços

Gosto de viajar, de conhecer

Gosto de fazer compras a dois

Gosto de olhar no olho

Gosto de toques e sorrisos

Gosto de filmes românticos

Gosto de lembrar

Gosto de banhos quentes

Gosto de falar de mim

Gosto de longos telefonemas

Gosto de Sinatra a dois

Gosto................

Parei para pensar...

e sorri

e me vi

Gosto de parar para pensar e me perguntarem em que estou pensando

* - gostamos de muitas coisas...

- sorriu , se viu...???

acho que agora fiquei piegas, né?

* - não...

- imagino quão ardorosa deves ser...

Ultimamente estou tentando não gostar tanto para não me machucar

Mas se for avassalador... aí não tem jeito

domingo, 26 de setembro de 2010

O Duelo

"A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só"

Não existe nada mais nojento na face da terra!

Claro que existe, mas falando assim a coisa toda fica mais dramática!!!

Tudo aconteceu quando eu estava lavando a louça em casa à tardinha, aquela que os filhos vão largando depois que você já arrumou a cozinha depois do almoço: milhares de copos, alguns talheres, canecas, xícaras. Parece que mora um batalhão quando na verdade somos só 4! Distraída, com a TV ligada em algum programa sensacionalista, vi passar algo correndo pelo chão. Algo minúsculo e marrom. Aquele ser odiado por 99% das mulheres, com suas patinhas serrilhadas e peludas, suas anteninhas movendo-se sem parar, seu corpinho cascudo que estala quando algum ser humano macho insiste em matá-la com um pisão. Sim, porque nós, mulheres, matamos de forma mais sutil.

Então pensando em toda sutileza que poderia usar contra aquela minha inimiga mortal, me armei com uma vassoura numa mão, um inseticida na outra e troquei os chinelos pelas galochas. Pedi aos céus para me ajudar naquela luta feroz e entrei na arena. Minha adversária olhou para mim e correu para debaixo da mesa. Arrastei a mesa e ela veio para cima de mim. Com um grito, dei um pulo pra trás e por alguns momentos a perdi de vista. Foi o suficiente para ela correr para embaixo da geladeira e me fazer ajoelhar diante de seu esconderijo. Sem piedade mandei um jato de inseticida em sua direção e ela parecendo já adivinhar meus movimentos dessa vez correu para debaixo do freezer. O inseticida não foi suficiente, então tratei de enfiar a vassoura por todos os lados. O que a fez mais uma vez vir em minha direção, me atacando de forma brusca sem dar tempo de me defender. Caí sentada e senti que lágrimas começariam a escorrer pelo meu rosto. Estava cansada, mas não poderia desistir. Não!!! Aquele pequeno bicho escroto não haveria de me vencer tão facilmente. Me levantei e olhando ao redor pude avistá-la em um canto perto da porta querendo sair. Será que estava tentando buscar ajuda? Ela não tinha cara de que fugiria de mim. E então, sem pensar muito arranquei uma das galochas e joguei em sua direção. Errei quando ela se mexeu. Minha adversária não demonstrava o menor cansaço, enquanto que eu já estava suando e respirando com um pouco de dificuldade. Tinha que acabar logo com aquilo ou ela me venceria. Num golpe de sorte a vi encurralada entre um dos cantos da cozinha e o pé de uma cadeira. Não pensei duas vezes, fui em sua direção com o spray de inseticida já engatilhado e BOOM, dei uma longa espirrada em seu corpo cascudo! Primeiro pensei que ela morreria afogada. Mas ela conseguiu sair da poça de veneno cambaleando sem saber pra onde se dirigir. Peguei a vassoura novamente e a coloquei de barriga pra cima. Sem conseguir se virar, como uma tartaruga com seu casco virado, a bichinha mexia suas patas nervosamente até que foi parando, parando, parando e parou. Ela sufocou! Morreu.

Tudo estava bagunçado ao meu redor, um verdadeiro caos. O duelo foi digno de transmissão pela ESPN em horário nobre, um clássico!

Peguei um pedaço de papel e como uma guerreira que acaba de cumprir sua missão ganhando uma batalha, retira o corpo inerte da barata para o lixo.

Mais uma vez, bem venceu o mal!!!!

"La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene, porque le falta
Marihuana pa' fumar"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Impasse


Sabe quando você precisa decidir algo importante que não está ao alcance do seu entendimento, você pede conselhos a especialistas e cada um diz uma coisa????

Que situação...

Essa semana me vi assim. Meio boba, jogada de um lado para o outro sem saber o que era certo ou errado.

Graças a Deus não é uma decisão de vida ou morte. Mas é algo que mexe de certa forma com a saúde de meu filhote. Meu caçula entrando na adolescência, colocando o famoso e hoje tão usual aparelho ortodôntico se viu num impasse: extrair ou não seus caninos? E assim começa a novela – ortodontista diz que tem que extrair, odontologista diz que não extrai. Pergunta pro amigo do consultório ao lado e ele concorda, nada de extrair canino. Pergunta para a irmã, bam bam bam ortodontista e ela diz, nesse caso, extrai sim. E assim prossegue. Foram ao todo 7 “tiradentes” e acabei ficando ainda mais confusa!! E cada um deles com teses belíssimas contra ou a favor. E eu, completamente leiga em se tratando de correções bucais me vi sem saber para onde correr.

O impasse continua.

Amanha todos os exames, moldes e tals de João seguem para outra cidade para novamente serem analisados por outros especialistas.

Aí você pode me perguntar: não é frescura demais??? “Arranca” logo esses dentes. Mas meu filhote é carnívoro, seus caninos farão falta. E essa história toda mais tarde será excelente de se contar e poder dizer: “Ihhhhh, a boca desse rapaz já deu muito trabalho!!!” (Opa, no bom sentido, claro!!...rsrsrs.)


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão"

Cartaz de setembro - Sesc Teresópolis

Viajar é sempre bom. Viajar em meio a amigos, melhor ainda. Mesmo que seja uma viagem curta!

Apertados numa van, colocamos o pé na estrada para apresentação fora da cidade. Todos animadíssimos, sem o mau humor típico de quem vive na madruga e não suporta acordar cedo. Acordar cedo num sábado chuvoso então, é a morte. Mas que nada! Mais um espetáculo seria realizado e isso era motivo de sorrisos.

Como todos já conheciam o caminho, Dramins foram distribuídos para que as curvas enfadonhas não causassem transtornos no meio do percurso. Com a estrada em obra fizemos 3 paradas obrigatórias. Festa para os fumantes!!!

Piadas, lanchinhos e conversas descontraídas deram o tom e a viagem de duas horas e meia nem foi sentida.

Ao chegar, trabalho duro, montagem de cenário, luz e som tomaram todo o dia. Apenas pequenas pausas para almoço e uma voltinha breve nos arredores do Sesc.

E falta pouco. Hora de figurino, cabelo e maquiagem!!

Primeiro, segundo e terceiro sinais... Pé no palco. Casa cheia!!! Minha cena passa rápida demais e quando me sento a fundo para o transcorrer de toda a peça, posso me deliciar com as reações de uma platéia tão generosa que ri muito, sofre muito e (que bom) aplaude muito.

E acabou. Bom demais.

Desmontar tudo e colocar na mala é fácil. Todos estão exaustos, mas felizes pelo excelente resultado que tivemos. No caminho de volta a conversa é uma só: o que deu certo e o que deu errado nessa noite. E o saldo é positivo. E mais uma vez a alegria tomou conta da viagem. De volta a Petrópolis a comemoração é certa!!! Cerveja, caipirinha, um queijinho e, sempre, só sorrisos!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tentando


"Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu"


Ela se debruça na janela pela manhã, sente o cheiro da primavera que desabrocha em tons de lilás e percebe que há muito que fazer nos próximos dias. Precisa colocar os sentimentos em ordem e começar a caminhar de volta a vida que a tanto está perdida. Isso significa limpar as gavetas do coração, jogar fora todas as tranqueiras que guardou nos últimos anos, tirar o pó do que ainda merece ser guardado e expor o que um dia deixou pra trás de forma errada e tinha que ser recuperada em prateleiras altas e firmes.

O dilema maior era escolher o que deveria ficar e o que deveria ir embora.

Eram tantas coisas, tantas recordações, tantas palavras ditas...

Quais os momentos que mereciam ser lembrados? Quais as fraquezas deveriam ficar para que sempre se lembre que nada pode ser feito sem ter conseqüência? Quais os medos mereciam ficar ali no cantinho para saber o que deveria ser repetido e o que não deveria?

A vida ensina, mas às vezes não se assimila.

E sem mais nem porque ela resolve deixar tudo como está. Isso não é o certo, mas era o que ela estava acostumada a fazer: deixar as coisas se acomodarem sozinhas achando que tudo ficaria bem. Mais uma vez ela achava que poderia esconder os restos de um mundo sofrido embaixo do tapete.

E ali, naquela janela, observando atentamente o movimento da vida, ela resolve deixar tudo em aberto na expectativa que ainda seria feliz sem ter que arrumar a bagunça que deixara pra trás. A bagunça do coração lotado de coisas que deveriam ser entregues de vez ao passado.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tempo o que?


Quem disse que o tempo é o senhor da razão?

O tempo é sim, um sacana que se arrasta lentamente fazendo sofrer ainda mais quem chora de saudade.

Tem gente que senta e espera.

Tem gente que arruma milhares de coisas para fazer para preencher o tal tempo e não vê-lo passar.

Tem gente que segue junto dele, o tempo, sem se preocupar.

Eu não faço nada. Apenas me pergunto que tempo é esse que se leva para esquecer.

O tempo é mesmo sacana. Os comentários que ouço dele por aí é que voa quando se trata de ‘ano’ e que é lerdo como o que quando se trata de ‘dia’. Dias sem movimento demoram a passar, anos sem movimento passam correndo e nos sentimos culpados por não termos feito nada produtivo.

Ahh... esse tempo sacana, que nos engana a todo momento.

O tempo passa e quando você acha que até da dor achará graça o tempo para e te faz pensar que não tem graça nenhuma.

Qual é a graça desse senhor que se diz tão racional e brinca de correr e parar dependendo de sua dor? Tempo ardiloso que se faz presente e corre sorrateiro para não vermos a felicidade que envolve um momento de ternura. Tempo ordinário que se faz preguiçoso na angustia de pensamentos doloridos que passamos em perdas e sentimentos não ditos.

"Tempo rei", "Tempo mano velho."

...

"És um dos deuses mais lindos

Tempo, tempo, tempo, tempo."

Hoje não Caetano, não vou concordar com você.

Hoje o tempo é meu carrasco!


E segue, sem pensar, sem esperar, sem sentir, sem nada...


sábado, 28 de agosto de 2010

Depois da correria... mais correria.


Mas até que descansei. Obrigada por uma infecção que me pegou no último dia de Barca, passei a semana de molho!
Melhor agora, tenho passado horas a frente do pc procurando 'parcerias' para novos trabalhos. E vai dar samba!!!
Nada de perder tempo, nada de perder tempo!
Quero trabalhar!!!!
Desde abril que eu nao pisava no palco, voltei a sentir o gostinho e não quero parar. E não vou parar.
Agora, o melhor dessa correria toda, que foi a estreia da Barca, foi estar com novas e brilhantes cias. Ohh povo bom pra toda obra! Que pega junto nos problemas e quando os mesmo são solucionados correm pra mesa do bar brindar as cabeças pensantes que resolvem tudo sem estress!!!
Povo alegre que não deixa cair a peteca!!
Espero realmente que a vida nos facilite e possamos permanecer juntos por muito tempo.

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Por hora não tenho muitas novidades e nem criatividade para escrever sobre o mundo. Estamos em época de eleição e nao ando com vontade alguma de falar sobre isso. Cada vez que penso nisso e em tantos candidatos bizarros que andam por aí vejo que nosso país nao é sério. Não me venham falar em liberdade de expressão e que estou sendo preconceituosa porque realmente não dá. Votar em Tiririca, Mulher Melão e Pera ou Tati Quebra Barraco é totalmente fora de questão pra mim e deveria ser para todos os eleitores...
Se eu me animar, volto aqui para fazer graça com isso depois. Sim, porque só sendo em forma de piada mesmo para falar em eleições no nosso Brasil Varonil!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

INTERMISSION

Nos últimos dias só estou tendo tempo para divulgar, divulgar e divulgar o espetáculo que falei no post anterior.
Então divulgo aqui também. De novo!

Satura Cia de Teatro
apresenta
AUTO DA BARCA DO INFERNO
de Gil Vicente

Dias 20 e 21 de agosto às 21h no Theatro D. Pedro

Direção de Fábio Branco
Com Cristiane Carvalho, Beth Medeiros, Mary de Paula, Renata Garcia, Fred Justen, Willian Esteves, Cintia Mello, Nathan Cardoso e Renato de Resende.

Ingressos na bilheteria do teatro e na Casa D'Angelo.



Quem estiver por Petrópolis não pode perder!!!



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Estarei entre o Anjo e o Diabo

"Inferno", Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, painel anônimo, sec. XVI



A Cia. Satura de Teatro montou o Auto da Barca do Inferno no ano passado e esse ano para voltar aos palcos fez algumas mudanças de produção e elenco.
É aí que eu entro!! Fui convidada para participar dessa ‘aventura’ de Gil Vicente e fiquei muito feliz. Entro para dar ‘trégua’ ao diretor que estava acumulando funções. Responsabilidade em dobro, pegar um papel que já foi apresentado e ainda por cima pelo diretor. Mas o grupo todo é muito generoso, fui recebida muito bem e a energia que rola em nossos encontros não podia ser melhor.

Auto da Barca do Inferno
Obra prima do genial Gil Vicente escrita em 1516 é um clássico da literatura portuguesa. E trata de assuntos ainda tão pertinentes na atualidade.
Num lugar imaginário, duas barcas: a Barca do Inferno e a Barca da Glória. A frente de cada uma delas o Diabo e o Anjo. E são eles que determinam o destino final de cada personagem que se apresenta ao longo de ato único da peça teatral.
Com personagens bem estruturados e ritmo dinâmico podemos acompanhar a crítica nítida de Gil Vicente a sociedade lisboeta daquele tempo, mas que ainda cai como uma luva nos dias de hoje!
Isso é um resumo do resumo. A obra é tão rica que poderia escrever páginas e páginas aqui sobre sua história e personagens.

É uma grande oportunidade para se conhecer essa obra prima de forma tão leve e criativa. Eu estou adorando conhecer e poder transmiti-la da melhor forma que poderia ser, o teatro!

O espetáculo é formado por
Fábio Branco – Direção e Iluminação
Sandro Kapps – Operador de som
Renata Pedro - Figurinos
E Elenco:
Cristiane Carvalho, Beth Medeiros, Mary de Paula, Renata Garcia, Fred Justen, William Esteves, Nathan Cardoso e Renato de Resende.

Nossa estréia já está aí – 20 e 21 de agosto no Theatro D. Pedro, aqui na terrinha mesmo, Petrópolis. Depois seguiremos para Teresópolis e a expectativa de novos contatos é grande!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Fragilidade de um País


Já tem um tempo que o clima anda pesadíssimo para qualquer ser normal antenado com o mundo.

A copa do mundo tomava conta de todas as mídias, mas já explodiam dois casos de assassinatos bizarros pelo jornalismo: o sumiço de Eliza Samudio e a morte da advogada Márcia Nakashima.

Quando a Copa terminou não se falava mais em outra coisa. Prisões, depoimento, corpo desossado, advogados falastrões, delegados enrolados, pedidos de harbeas corpus, um monte de expressões jurídicas... Circo armado e até agora nenhuma conclusão.

Depois apareceu o caso do filho que matou o pai, dono do restaurante Rei do Bacalhau, e todas as pessoas que sabiam do crime: advogado, pai de santo, funcionários e mais alguns. Típico roteiro hollywoodiano.

Daí aparece um episódio de atropelamento de um skatista em um túnel desativado com filhinhos de papai fazendo ‘pega’ seguido de corrupção policial que só veio a tona porque a vítima era filho de uma atriz global.

Passa mais um ou dois dias e vemos a noticia de um rapaz na carona de uma moto baleado na cabeça por trás somente porque o pai, que dirigia a moto, não parou quando a policia fez sinal. Já sabem quem atirou, né?

No fim de semana foi preso um ‘maníaco’ que confessou ter matado mais de sete mulheres enquanto foragido de uma pena semi aberta que deveria cumprir por outros assassinatos e estupros. Semi aberta para assassinato????

Isso sem contar os seqüestros relâmpagos, os arrastões de carros em vias engarrafadas, os casos de pedofilia que se multiplicam, roubos, mortes...

Páginas policiais fervilhando e a sociedade a mercê de crimes cada vez mais hediondos.

Só estou escrevendo sobre isso porque não quero de maneira nenhuma achar que isso tudo é normal. Que isso tudo faz parte do dia a dia de um país que mostra tanta fragilidade na segurança dos seus cidadãos.

Não é normal.

Não dá para abaixar a cabeça quando um babaca vem de fora, é extremamente bem tratado aqui para fazer o trabalho dele e quando volta para a casa fala mal de seus anfitriões. Stallone é um completo idiota quando nos acha simplórios e bobos ao usar de toda educação com ele.

O país está realmente em dificuldades.

Eleições à vista... tá na hora de acordar!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A trilha sonora do velório.


No último post - Ele morreu - acho que houve uma pequena confusão em relação ao finado.
Não, não foi meu coração que morreu. Foi quem morava nele! Se bem que o coração também nao anda muito bem das pernas e estou pensando seriamente em trocá-lo por um outro órgão qualquer que possa me ajudar a viver com mais vigor; como o fígado, por exemplo!
Estou tentando dar uma pitada de comédia para que a coisa toda não se transforme numa total tragédia. Posso dizer que, por enquanto, tudo se assemelha muito a uma novela mexicana com dramas sofridos, muitas lágrimas e soluços a qualquer hora e lugar. Basta ouvir aquela música que um dia fez parte de um encontro ou ver aquele filme que um dia assisti junto ou um comercial que sorri com ele ou sei lá... lá vem o nó na garganta, os olhos marejam e nada faz calar o choro. E mesmo quando nada te remete a coisa nenhuma!!! Ônibus é um dos meus lugares favoritos para chorar, juntamente com o chuveiro!
Mas prossigo com o propósito do último post: ele deve ser enterrado para que eu apenas chore de saudades de bons momentos sem a perspectiva que um dia esses bons momentos acontecerão novamente.
E é claro que toda essa "mise en scène" tem que ter uma trilha sonora! Se não houvesse uma música especial para tal evento nao seria drama meu...

Analisem letra de Burt Bacharach na voz de Elvis Costello. Perfeita para a segunda fase de uma "fossa"(ainda se usa essa palavra para quem está mal de coração?).



I'll Never Fall In Love Again

What do you get when you fall in love?
A guy with a pin to burst your bubble
That's what you get for all your trouble.
I'll never fall in love again.
I'll never fall in love again.

What do you get when you kiss a guy?
You get enough germs to catch pneumonia.
After you do, he'll never phone you.
I'll never fall in love again.
I'll never fall in love again.

Don't tell me what is all about,
'Cause I've been there and I'm glad I'm out,
Out of those chains, those chains that bind you
That is why I'm here to remind you

What do you get when you fall in love?
You only get lies and pain and sorrow.
*So, for at least until tomorrow,
I'll never fall in love again!
I'll never fall in love again!

Don't tell me what it's all about
`Cause I've been there and I'm glad I'm out
Out of those chains, those chains that bind you
That is why I'm here to remind you. (here to mind you)
What do you get when you fall in love?
You only get lies and pain and sorrow
So, for at least, until tomorrow
I'll never fall in love again
Oh, I'll never fall in love again


* Pelo menos até amanhã!!!!