
Falar e escrever a lígua portuguesa de acordo com a norma culta não é algo que se aprende apenas nas salas de aula. Além dos tradicionais programas educativos, que reproduzem as salas de aula no espaço da televisão, existem outras iniciativas, no rádio e na televisão, que procuram ensinar gramática dando exemplos cotidianos de violações usuais da norma culta. Músicas, poesias, artigos da imprensa, filmes publicitários são mostrados e comentados em seus "erros", licenças poéticas, neologismos, regionalismos e variações em geral do padrão da língua.
Programas deste tipo não são novos, e partem da idéia que o brasileiro fala e escreve mal.
E também na internet podemos aprender muito. Semana passada recebi um e-mail interessante sobre ditos populares que com o passar dos tempos chegam aos nossos ouvidos e retransmitimos erroneamente.
Claro que não é tão grave quanto o assassinato das concordâncias verbais, os erros clássicos gramaticais ou os desesperados pleonasmos usados sem dó.
Eis os ditos:
'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não para quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Correto: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
Correto: 'Corro de burro quando foge!'
'Quem tem boca vai a Roma'.
Correto: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
'Cuspido e escarrado'. Quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. Correto: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
'Quem não tem cão, caça com gato.'
Correto: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!
