segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Renatas, Maria, Caipirinha de Jaca e Tapioca!

O sábado começou com uma dorzinha enjoada de cabeça sem explicação. Eu não estava de ressaca. Coloquei um analgésico pra dentro e toquei o dia. À tardinha eu já havia combinado de descer a Serra com amigos para um programinha um tanto inusitado: Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas ou, simplesmente, a Feira de São Cristóvão. Teria show do amiguíssimo César Nascimento e não podia perder a cia deliciosa de queridos em festa tão peculiar.

Antes de pegar o caminho, parada num posto para abastecer - o povo, de cerveja. (Motorista consciente, César não bebe!) No carro a conversa rola solta e são só risos, mesmo com a bexiga estourando em busca de um banheiro. Fala-se mal dos vizinhos que não conhecemos, fala-se bem dos que conhecemos pouco, conta-se histórias boas, velhas, novas, como foi o ano, desejos para o próximo.

Socorro, “as meninas” precisam de um banheiro!!!!

O trânsito agarra na Lagoa por conta da árvore de natal que nunca consegui ver. Na Lagoa?? Espere, explico. Antes de São Cristóvão o combinado era pegar uma amiga em Ipanema: Maria, uma espanholíssima farreante que acabou de chegar de Ilhéus onde tomou caipirinha de jaca e comeu raspadura! - Maria, você é única!!!!

Todos no carro? Agora é partir para o show. E a conversa continua mais animada que nunca. E nao é que resolveram contar segredos sórdidos do meu passado??? Como assim??? Eu fui aquele baile funk enganada. Era uma carona pra casa e mudaram o itinerário sem me avisar... rsrsrs... O que não faz a cachaça...

Enfim, a feira. Muito barulho, muita gente, muito forró, muita cerveja. Lá tudo é muito. O show foi ótimo. César encanta e os meninos da Tribo de Gonzaga fazem bonito, cheios de energia. Quem gosta de dançar se esbalda, nunca fui tão solicitada a mexer o esqueleto como lá. Como não sei dançar, recusava educadamente e continuava curtir show. Para os mais insistentes inventava um namorado ou marido perdido pela festa e ficava tudo certo, o povo respeita. Eram muitas apresentações na mesma noite e o camarim era um show a parte: meninas em trajes preto/pink com sutiãs de paetês e calcinhas rendadas a mostra se aqueciam e alongavam de modo duvidoso junto de meninos de camisetas coladas e chapinhas no cabelo. Eram os bailarinos de um grupo de forró sensação da noite!!

Bem, comi carne de sol, baião de dois, tapioca. Comprei castanhas e quebra queixo (até o natal a dieta será reforçada!) e subi a serra morta de cansada, mas feliz. O dia amanhece, coloco a chave na porta e só me lembro de desmaiar na cama...

E a dor de cabeça???

Programas divertidos com pessoas amadas curam qualquer dor!!!


11 comentários:

AtReViDo disse...

Muito legal da sua parte fazer uso de bebidas de forma conciente.

Byers disse...

Sempre soube que o estado de espirito depende daquilo que sentimos na hora, e não um amontoado de teorias que explanam por aí!

A felicidade se confunde com a satisfação, mas que é uma grande satisfação estar com os amigos isso é.

=*

Renan Barreto disse...

Se deu bem, hein Rê. Mesmo que você tenha subido a serra cansada, pode descansar bem por saber que valeu a pena. Se divertiu bastante. E gonzagão é gonzagão. rs

Bjo

E obrigado pelos comentário.

Edilaine disse...

Diversão é o melhor tratamento pra qualquer coisa...

Karina Casola disse...

Alegria se confunde com felicidade, mas felicidade é um conjunto de pequenas alegrias..rs
Alegria consciente, interessante ter colocado no teu texto, o uso coerente do álcool.
Adorei o título, uma frase do grande Milton nascimento.. "Quem sabe isso quer dizerr.. estrada de fazer, o sonho acontecerr".

www.balalaico.blogspot.com

FabioZen disse...

ótimo texto descritivo.Parabens!

Pobre esponja disse...

Calcinhas redendas a mostra? Hummmmm

abç
Pobre Esponja

Rogerio disse...

sempre falo o importante e se divertir...isso e o melhor remedio..

Canto do Lufa disse...

Nossa esse é um lugar que quero muito ir.

A Casa dos Paraíbas - Feira de São Cristovão. Dizem que é uma experiência antropológica. Boa música, boa comida e pessoas incríveis.

O submundo dos paraíbas.

Assim que tiver uma oportunidade vou.


Invejo o seu programa!


A sua história está ótima!


Beijos,

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Renata, quer coisa melhor do que sair, sorrir e bater papo com o samigos, ainda comer bem e assistir um show...acho que não..rs
Sempre passo por esta feira quando vou fazer algum curso no trabalho, mas nunca entrei, pelo jeito deve ser muito bom...
To de volta...um abraço na alma e cuidado com a cachaça, pois pode terminar num baile funk...rsrsrs
Valeu..bjo

Byers disse...

Bem desculpe a demora.

E comentando denovo...rs

Eu adoro falar de natal, para dizer que:

Sou ateu graças a deus, é muito comercio e pouca filosofia nessas comemmorações cristas