quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

2 Anos de Blog: Resumão!!!!

Sentimentos e pernas se confudem na madrugada!
Ai, coração que não descansa, que me põe em transe e me rouba a razão.


“Saudade é solidão acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,

mas o amado já...” (Neruda)


Turbilhão de palavras ditas em momentos inoportunos me fizeram refletir na possibilidade de 'ser' e 'estar' onde me encontro hoje.

A volta há de ser dada e tem que ser 'por cima'. Não há outro caminho!!!


11 anos... Ele chegou. Menino branquinho de mãos pequeninas e inquietas.
Rosto redondo de olhos e boca bem desenhados.
Um anjo. Ontem e hoje.
Sempre, meu pequeno João,
Te amo!!!


"Românticos são poucos, românticos são loucos, desvairados..." (Vander Lee)


[...] Santo Antonio, o santo das encalhadas loucas que seqüestram e afogam o pobre do “Toninho” para conseguir um bom partido ou um partido qualquer apenas para não passarem o próximo dia dos namorados sozinhas...


"Em nossas loucas tentativas, renunciamos ao que somos pelo que esperamos ser.” (William Shakespeare)


“Dizem que estou ficando amarga, enjoada, ácida, sem graça. Não é verdade. É só colocar limão, adoçante, sexo, gelo, brilhantes e mexer gostoso, que eu fico maravilhosa!” (Radical Chic – Miguel Paiva)


[...] E cresceu. Cresceu linda, sempre sorridente e apaixonada pela vida.

Carmen é um dos meus corações...


“Cor de burro quando foge.”

Correto: “Corro de burro quando foge!”


“[...] viajando por diferentes terras, conhecendo pessoas novas e aprendendo com suas experiências no caminho. Cada nova aventura oferecia uma lição a ser aprendida.” (Farid Ud Din Attar - Histórias da Terra dos Sufis)


"Os desapontamentos da vida são mais difíceis de encarar quando você não conhece nenhum palavrão." (Calvin e Haroldo)


Eu só não sou o homem mais brilhante do mundo porque ninguém me pergunta as respostas que eu sei. (Millôr Fernandes)


"Rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é coisa dos estúpidos."
(Erasmo de Rotterdam)


“A prova de que o balé dá sono na platéia é que os artistas entram sempre na ponta dos pés.” (Max Nunes)


Os meninos vão ao cinema pela ação, aventura, efeitos especiais, blá, blá, blá...

As meninas vão por causa dele: HUGH JACKMAN ... ai, ai ...


“POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!” (Mario Quintana)


“Ou vai, ou vai. Porque rachar já rachou faz tempo!” (Paulo de Oliveira – Larica Total)


Não gosto da atitude de bater no peito e gritar: “Sou negro”, “Sou homossexual”, “Sou isso ou aquilo”. Afinal, somos todos iguais ou não? Tenha atitude, bata no peito e grite: “Sou igual a você!” e ponto. Tirar proveito de raça, sexo, crença ou qualquer coisa parecida é também preconceito.

Namorar dá trabalho. Mais trabalho ainda, dá o primeiro encontro desse futuro namoro. Pelo menos para nós, mulheres, que queremos sempre causar excelente impressão ao futuro namorado.

Certo mesmo é que para viver um grande amor é preciso topar com grandes pedras pelo caminho.


E entre buscas desajustadas de esquecer aquele que você pensava ser o homem da sua vida, entre dias de trabalhos estafantes, contas para pagar e vários detalhes para resolver, você vai esquecendo. [...] O drama vai ficando para trás e o que era uma total tragédia vira comédia em três atos.


E não é que resolveram contar segredos sórdidos do meu passado??? Como assim??? Eu fui aquele baile funk enganada. Era uma carona pra casa e mudaram o itinerário sem me avisar... rs.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Apenas bons amantes...

Eles se conheceram na infância, ela com dez, ele com doze anos. Eram vizinhos, brincaram juntos, cresceram juntos, compartilharam amigos em comuns.

Ela namorou, noivou, casou, tudo antes dos vinte. Ele namorou, namorou, namorou... Continuaram vizinhos e o marido dela era amigo dele, as namoradas dele eram amigas dela. Se divertiam em noites de pizza, cinema, réveillons, viagens. Ela teve filhos, ele resolveu casar.

E depois de 16 anos, numa viagem entre amigos no carnaval de 2000, eles assistiam a TV, conversavam na madrugada e no meio da conversa uma declaração:

- Nunca percebeu que sou louco por você?

Aquelas palavras foram ditas sem a menor sutileza, no meio do nada e a pegou desprevenida.

- Acho que gosto de você desde que te conheci...

- Ahh... para com isso. Larga de ser bobo.

- É sério!

Ali, para que ela acreditasse, ele começou a descrever situações que ela nem se lembrava mais, mas que ele não esquecia para manter, até então, aquele sentimento platônico.

E a amizade inocente se tornou olhares e sorrisos proibidos.

Nada aconteceu. Ele investia, ela recuava.

Ela se separou. Ele se mudou com a esposa para um bairro distante.

Ela se perguntava como ele estava, mas não se permitia ligar para ele.

Ele pensava nela, mas agora, distante, não sabia mais se devia ter exposto o que sentia e queria.

Se viam tão pouco. Se esbarram na casa de amigos.

Mais dez anos se passaram...

2010 acabara de começar e um dia ela recebe um email dele. Era uma daquelas mensagens engraçadas que se encaminha para todos os contatos quando nada mais relevante se tem a fazer.

Ela manda um comentário:

“rsrsrs... Adorei! – Tudo bem com vc? Como foram as festas de fim de ano? Bjs”

Ele responde:

“Por aqui esta tudo tranqüilo, tudo foi bem...”

Pronto!

Em uma tarde de trocas de e-mail decidiram que tudo que ficou pendente nos últimos 26 anos seria enfim colocado em prática! Marcaram um encontro para aquela mesma noite. Ela se arrumou sem saber direito se deveria ser casual ou fatal. Optou pelo casual! Ele saiu do trabalho, foi em casa para ver a filha, deu uma desculpa esfarrapada e saiu. Ela entrou em seu carro com o sorriso nervoso e ele retribuiu. No caminho do motel, eles conversaram como bons amigos. Já na suíte, as palavras cessaram e eles se beijaram como bons amantes.

Mãos nervosas de repente não sabiam mais como se portar, mas a vontade era maior que a falta de jeito. Ela se entregou de corpo e ele acolheu da maneira que havia imaginado por tanto tempo. Ele se entregou em palavras e ela escutou e sem pensar retrucou cada virgula. Ainda eram amigos. Ainda teriam longas conversas sobre suas vidas. Mas é bem provável que a cada conversa de bons amigos, os beijos de bons amantes serão inevitáveis.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Já foi tarde...


2009 passou e como é de praxe revisei tudo para fazer diferente no ano que começa.
Blá blá blá blá blá blá blá, blá blá blá blá blá blá blá, blá blá blá
blá blá blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá blá blá blá blá blá.
blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá,
blá blá blá blá, blá blá blá blá blá, blá blá blá blá blá blá blá,
blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá blá blá blá blá
blá blá blá blá blá blá, blá blá blá blá blá, blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá,
blá blá blá blá blá blá blá blá, blá blá blá blá.
Ééééééééé, não foi grandes coisas. Nada pra dizer "Ohhh, mas que ano maravilhoso, supimpa, inesquecível..."
Bora 2010!!! Passou da hora de chegar com força total!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

É Natal de novo!

O ano voou e o mais uma vez estamos em meio a correria do Natal. Assistindo a TV, a maioria das notícias gira em torno das compras de última hora nos shoppings e ruas populares das grandes capitais.

Duas coisas me chamam atenção nessa manhã de véspera de Natal: o menino Sean, por decisão da justiça brasileira, volta para os Estados Unidos com seu pai biológico e o rapaz Rodrigo, baleado na cabeça em assalto na Gávea, volta para casa após 19 dias de internação.

Fico imaginando o misto de sentimentos que embalam essas duas histórias. A família e amigos do estudante podem comemorar o milagre da vida, onde só Deus explica que realmente não era a hora desse rapaz e mais um Natal será de alegria depois de tantas lágrimas.

Já a família brasileira do menino Sean terá um Natal inesquecível pela perda da guarda provisória de um menino que já vivia a cinco anos, mais da metade de sua vida, com seus avos e padrasto. Nessa história de Sean eu não julgo quem está certo ou errado. A justiça está sendo cumprida. Mas e essa criança? Um Natal em meio a estranhos, sem chance de expor suas vontades. O pai tem direitos, ninguém diz o contrário, mas cá entre nós, uma opinião bem pessoal, acho que o maior sentimento dele nesse momento não é de felicidade e sim de vitória. E quem perde???

Essa época é mesmo uma confusão de sentimentos. Tantos meninos e meninas compartilhando presentes. Tantos meninos e meninas compartilhando nada. Tantas famílias felizes, tantas famílias sofrendo. Porque nessa época nada passa batido, é quase uma obrigação rever a vida e rir e chorar e rezar e fazer promessas de que em breve tudo será diferente.

Boa promessa a todos!

Um Natal abençoado.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ainda não foi dessa vez...


Mas a culpa não foi minha, eu juro!

Tá, não vou jurar, porque não peguei em um livro, mas rezei bastante. Deus deve estar me achando uma cara de pau!!!

A UERJ terá que ficar para a próxima tentativa, no meio do ano.

Só espero que na próxima prova eles coloquem nas questões de física e matemática a opção


( ) Não faço a menor déia!!!

ou

( ) Posso consultar a apostila?


De qualquer maneira estou feliz. Quase 20 anos se passaram do meu último vestibular e não foi tão vergonhoso assim. Acertei todas as respostas de inglês e só dei mole em uma de questão de português, uma de história e uma de geografia. O que matou mesmo foram as matérias que não tenho contato nunca – física, química e biologia.

E também fiz uma boa redação e acertei todas as questões discursivas, que não serão corrigidas por não alcançar média nas objetivas. Definitivamente não sou boa de ‘chutes’... rsrsrs

O jeito é trabalhar, trabalhar, trabalhar, enquanto o estudo não vem!


"Não saco nada de física
Literatura ou gramática
Só gosto de educação sexual
E odeio química
Química
Química"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Renatas, Maria, Caipirinha de Jaca e Tapioca!

O sábado começou com uma dorzinha enjoada de cabeça sem explicação. Eu não estava de ressaca. Coloquei um analgésico pra dentro e toquei o dia. À tardinha eu já havia combinado de descer a Serra com amigos para um programinha um tanto inusitado: Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas ou, simplesmente, a Feira de São Cristóvão. Teria show do amiguíssimo César Nascimento e não podia perder a cia deliciosa de queridos em festa tão peculiar.

Antes de pegar o caminho, parada num posto para abastecer - o povo, de cerveja. (Motorista consciente, César não bebe!) No carro a conversa rola solta e são só risos, mesmo com a bexiga estourando em busca de um banheiro. Fala-se mal dos vizinhos que não conhecemos, fala-se bem dos que conhecemos pouco, conta-se histórias boas, velhas, novas, como foi o ano, desejos para o próximo.

Socorro, “as meninas” precisam de um banheiro!!!!

O trânsito agarra na Lagoa por conta da árvore de natal que nunca consegui ver. Na Lagoa?? Espere, explico. Antes de São Cristóvão o combinado era pegar uma amiga em Ipanema: Maria, uma espanholíssima farreante que acabou de chegar de Ilhéus onde tomou caipirinha de jaca e comeu raspadura! - Maria, você é única!!!!

Todos no carro? Agora é partir para o show. E a conversa continua mais animada que nunca. E nao é que resolveram contar segredos sórdidos do meu passado??? Como assim??? Eu fui aquele baile funk enganada. Era uma carona pra casa e mudaram o itinerário sem me avisar... rsrsrs... O que não faz a cachaça...

Enfim, a feira. Muito barulho, muita gente, muito forró, muita cerveja. Lá tudo é muito. O show foi ótimo. César encanta e os meninos da Tribo de Gonzaga fazem bonito, cheios de energia. Quem gosta de dançar se esbalda, nunca fui tão solicitada a mexer o esqueleto como lá. Como não sei dançar, recusava educadamente e continuava curtir show. Para os mais insistentes inventava um namorado ou marido perdido pela festa e ficava tudo certo, o povo respeita. Eram muitas apresentações na mesma noite e o camarim era um show a parte: meninas em trajes preto/pink com sutiãs de paetês e calcinhas rendadas a mostra se aqueciam e alongavam de modo duvidoso junto de meninos de camisetas coladas e chapinhas no cabelo. Eram os bailarinos de um grupo de forró sensação da noite!!

Bem, comi carne de sol, baião de dois, tapioca. Comprei castanhas e quebra queixo (até o natal a dieta será reforçada!) e subi a serra morta de cansada, mas feliz. O dia amanhece, coloco a chave na porta e só me lembro de desmaiar na cama...

E a dor de cabeça???

Programas divertidos com pessoas amadas curam qualquer dor!!!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Aparentemente Nerd, Inteligentemente Cool"


Eu sempre gostei de séries, tanto as de comédia como as de drama. Acho uma forma ‘inteligente’ de usar a TV para relaxar. Você acompanha as vivências dos personagens sem ficar presa como se fica com novelas que são diárias. Semanalmente assiste um novo episódio de 23/25 minutos, que ao final de uma temporada de 16 ou 20 capítulos tira férias e dá aquele gostinho de ansiedade pela próxima temporada.

A minha série da vez é The Big Bang Theory. Dois cientistas, seus dois amigos e uma nova vizinha exibem um humor de altíssima qualidade utilizando exatidão científica e muitos chichês na melhor visão nerd do mundo.

Impossível não rir com tantas tiradas inteligentes de personagens totalmente fora dos nossos padrões...


A série enfoca a dinâmica entre os colegas de apartamento, os físicos Leonard e Sheldon, e a nova vizinha do prédio, a bela Penny, que desperta a atenção de Leonard à primeira vista. Leonard e Sheldon recebem frequentemente a visita de seus dois amigos e também colegas de trabalho na Universidade, Rajesh e Howard, e juntos usam o tempo livre para todo tipo imaginável de divertimento nerd: de palavras cruzadas em idioma Klingon, passando por maratonas de séries de ficção científica às sagradas noites de quarta jogando Halo. Penny aos poucos vai se integrando a esse estranho novo ambiente, onde ouve discussões sobre a física do super-homem e mecânica quântica, enquanto os intelectuais são apresentados a novos conceitos, como o amor.


Leonard Hofstadter - interpretado por Johnny Galecki.
Leonard é um físico experimental da CALTECH. Possui intolerância a lactose, característica que lhe rende inúmeros constrangimentos e piadas. Detém ainda um histórico de breves (brevíssimos) relacionamentos, mas sua grande paixão é pela vizinha Penny, de quem, por vezes, tenta encobrir alguma de suas características nerd, mas o kit de xampu e condicionador Star Wars combinado a suas alusões a teorias científicas em quaisquer conversas casuais são indícios de que é inútil negar.


Sheldon Cooper - interpretado por Jim Parsons.
Sheldon é um gênio desde criança. Já aos 14 anos, concluiu sua graduação. Convivendo com suas inúmeras excentricidades está seu minúsculo círculo social, embora ele discorde e considere que tem muitos amigos, afinal são mais de 200 no MySpace. Como físico teórico, Sheldon atualmente se dedica à "Teoria das Cordas", utilizando os conhecimentos de seus dois PhDs e Mestrado.


Penny - interpretada por Kaley Cuoco.
Penny é uma linda loira que vem de Omaha, no Estado de Nebraska, para se tornar atriz em Los Angeles, mas acaba trabalhando como garçonete em um restaurante. Definitivamente não é nenhuma intelectual, embora seja bem atualizada em cultura pop e surpreenda a todos com suas habilidades em jogos online, nos quais apresentou notável propensão ao vício. Extremamente desorganizada e um tanto "desligada", encantou Leonard desde o primeiro momento.


Rajesh Koothrappali - interpretado por Kunal Nayyar.

Rajesh é um astrofísico indiano que não gosta de comida indiana. Por sua descoberta de um planetóide (que denominou "Planeta Bollywood") teve seus 5 minutos de fama ao ser apontado pela revista People como um dos "30 abaixo dos 30 anos a se ficar de olho". Tímido ao extremo, Rajesh é absolutamente incapaz de falar com mulheres, a não ser sob efeitos químicos.


Howard Wolowitz - interpretado por Simon Helberg.

Howard trabalha no departamento de física aplicada da CALTECH, onde é engenheiro e projeta equipamentos para a NASA. Poliglota, utiliza cantadas em todas as línguas na tentativa de conquistar corações femininos. Portador de uma auto-estima astronômica, o único assunto que fere seu ego é o desprezo alheio por seu Mestrado em Engenharia, em contraponto aos seus colegas de departamento com coleções de PhDs.


The Big Bang Theory é transmitido no Brasil pela Warner Channel toda terça às 21:30h com várias reprises ao longo da semana.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dramática demais...


Os motivos – desculpas – são vários, mas são os mais comuns possíveis. Qual a mulher que nunca ouviu na hora de ser deixada aquela conversinha de que ele precisa de mais espaço, ou de que não quer se envolver para não se machucar outra vez (sempre existe uma paixão ardente antes de você), ou que precisa de mais tempo para se dedicar ao lado profissional, ou que está cheio de dúvidas e precisa de um tempo para pensar, bla bla bla bla bla.

E a punhada final vem com o clássico: “Você é perfeita, o problema sou eu”.

No inicio você só chora, afinal amava loucamente aquele homem e achava que tudo seria lindo para sempre. Depois se pergunta o porquê (claro que as desculpas esfarrapadas dadas por ele não colaram) e começa a se culpar. Esse estágio pode durar semanas e o grande perigo é você se achar tão terrivelmente culpada que o procura a cada duas horas para pedir que a perdoe e volte. Para de comer, de sair e só fica na cama com a TV ligada em algum filme trash de amor. O som ambiente é uma canção que deixaria até o mais otimista mortal na fossa.

Ele reaparece para pegar algo que deixou em sua casa e sem o mínimo de amor próprio você se joga em suas pernas pedindo para que nunca mais se vá. Ameaça terminar com a própria vida falando com ele que a mesma não faz mais sentido desde o dia em que a deixou. Drama pouco é bobagem. Já que é para implorar, que seja direito. Ou ele fica (o que acho muito difícil) ou sai correndo e não volta nunca mais.

O próximo estagio é encher a cara e dar para o primeiro fanfarrão que cruzar o seu caminho. E depois o segundo. Quem sabe um terceiro?

Mas não adianta. Falta o cheiro dele...

E entre buscas desajustadas de esquecer aquele que você pensava ser o homem da sua vida, entre dias de trabalhos estafantes, contas para pagar e vários detalhes para resolver, você vai esquecendo. Vai percebendo que acabou. Não é de uma hora para outra, não é do dia para a noite, mas passa. Acaba. O drama vai ficando para trás e o que era uma total tragédia vira comédia em três atos.

Conhecer alguém legal nesse ponto é coisa certa, afinal você está outra vez se amando e confiante de que nada no mundo é culpa sua.

E quem sabe dessa vez não é mesmo o grande amor de sua vida? Mas pise com um pé de cada vez...

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