segunda-feira, 13 de julho de 2009

Excluída...

Posso parecer preconceituosa com o que escrevo aqui hoje, mas me sinto excluída sim.
Hoje li no Twitter (aquela ferramentinha que me viciei) que os descendentes de escravos terão reparação financeira do governo. Sim, do governo, porque citando as palavras de Cristovam Buarque Esse dinheiro não vai sair dos donos de escravos, porque eles já morreram. Vai sair do Estado, portanto, vai sair do povo.” E ele completa: “Existem no país cerca de 80 milhões de afrodescentes, a medida poderia custar aos cofres públicos valor superior a R$ 16 quatrilhões.”
O país está querendo beneficiar tanta gente que chamam de minoria, que minoria hoje sou eu. Não tenho direito a meio ingresso em nada, filas preferenciais, cotas universitárias, assentos nos coletivos e outros, descontos em farmácias, gratuidade em transporte público. Explico. Não sou negra, idosa, gestante, estudante, obesa, deficiente, doente ou descendente de escravos...

Hoje sou minoria. Hoje sou excluída.

Eu apenas acho que algumas coisas são justas, outras nem tanto. É um assunto que fica ali no limite do preconceito para os mais alvoroçados. As coisas se tornaram delicadas demais de uns tempos pra cá e até para falar o que se pensa temos que reescrever o discurso três vezes.

Lembram quando Lamartine Babo escreveu “O teu cabelo não nega mulata, porque és mulata na cor...” Ninguém se melindrava. Há dois anos quando fiz um espetáculo de carnaval a produtora não incluiu essa letra para não ter problemas com o público (?????). Não dá para entender.

Na década de 80, ali atrás, Luiz Caldas cantava “Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear...” e todos cantavam juntos. Não tinha maldade.

As pessoas tem que ter noção do que é respeitoso e do que é ofensivo. Mas tem sempre a turma do ‘vou te processar’ que não sabe separar nada. Ou sabem, mas vêem em tudo motivo para tirar proveito.

Não gosto da atitude de bater no peito e gritar: “Sou negro”, “Sou homossexual”, “Sou isso ou aquilo”. Afinal, somos todos iguais ou não? Tenha atitude, bata no peito e grite: “Sou ig
ual a você!” e ponto. Tirar proveito de raça, sexo, crença ou qualquer coisa parecida é também preconceito.
Sou caucasiana, balzaquiana e saudável. Não tenho direito a nada. Sou excluída pela sociedade. [Cabe aqui um solo dramático, mas a conversa é séria... rs]

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Não posso deixar de dar destaque a esse comentário sobre o texto acima!
Blogger Martha Moça disse...

Eh isso aí Rê!! vamos exigir cota para os albinos! hahahaha

Brincadeira... claro que não! O Brasil é formado por uma população extremamente heterogênea e acho que, pelo fato dela ser assim, é difícil para as pessoas enxergarem os vínculos que as unem como povo de uma nação... Daí o senso comum vai se perdendo no individualismo das “raças”. Sabe aquela máxima de que um erro não justifica o outro? Pois eu também acho que abrir uma exceção pra favorecer alguém vai fazer a regra da desigualdade social mudar! Fora que é ridículo, né? Esse monte de cotas, de preferências... O perfil do brasileiro em suma é carente... a partir daí ele oscila entre invejoso (quando acha que alguma classe ta sendo mais favorecida que ele) e solidário (qdo fica com peninha da que ele entende ter sido prejudicada). O governo tem que ensinar mais esse povo a pescar do que ficar dando o peixe através dessas esmolas que ele chama de “programa social” e o brasileiro tem que parar de querer sempre q dá um "jeitinho" d se sobressair... Como eu disse no twitter, se não for pela mídia, ele tenta tirando proveito da própria desgraça! É patético! A massa precisa entender a sua ascensão só vai acontecer quando houver uma ascensão em conjunto! E que medidas paliativas (vulgo tapar o sol com a peneira como o caso das cotas) não resolvem os problemas... Já to cansada de discursar sobre isso, mas o Brasil precisa ser re-educado (ai a nova regra do portuga agora, hein?!rs), precisa de novos valores e de sabedoria pra lidar com eles. Pra mim, a única esperança está nos nossos filhos/netos (e olhe lá).


34 comentários:

Martha Moça disse...

Eh isso aí Rê!! vamos exigir cota para os albinos! hahahaha

Brincadeira... claro que não! O Brasil é formado por uma população extremamente heterogênea e acho que, pelo fato dela ser assim, é difícil para as pessoas enxergarem os vínculos que as unem como povo de uma nação... Daí o senso comum vai se perdendo no individualismo das “raças”. Sabe aquela máxima de que um erro não justifica o outro? Pois eu também acho que abrir uma exceção pra favorecer alguém vai fazer a regra da desigualdade social mudar! Fora que é ridículo, né? Esse monte de cotas, de preferências... O perfil do brasileiro em suma é carente... a partir daí ele oscila entre invejoso (quando acha que alguma classe ta sendo mais favorecida que ele) e solidário (qdo fica com peninha da que ele entende ter sido prejudicada). O governo tem que ensinar mais esse povo a pescar do que ficar dando o peixe através dessas esmolas que ele chama de “programa social” e o brasileiro tem que parar de querer sempre q dá um "jeitinho" d se sobressair... Como eu disse no twitter, se não for pela mídia, ele tenta tirando proveito da própria desgraça! É patético! A massa precisa entender a sua ascensão só vai acontecer quando houver uma ascensão em conjunto! E que medidas paliativas (vulgo tapar o sol com a peneira como o caso das cotas) não resolvem os problemas... Já to cansada de discursar sobre isso, mas o Brasil precisa ser re-educado (ai a nova regra do portuga agora, hein?!rs), precisa de novos valores e de sabedoria pra lidar com eles. Pra mim, a única esperança está nos nossos filhos/netos (e olhe lá).

Martha Moça disse...

E à propósito, bem vinda ao grupo dos excluídos mais ricos do planeta! Aqueles poucos não favorecidos pelo berço de ouro ou pelo sistema de preferências e regalias que pagam a conta de um dos países com a maior carga tributária do mundo! ¬¬

disse...

/\
/\
/\
Marthinha revoltadíssima e com razão.
Assino embaixo.

Martha Moça disse...

Nossa RÊ, que emoção! meu comentário foi pro texto! \o/

Obrigada! ^^ Bjão pra vc!!!

J P F O X disse...

Sinceramente não tinha conhecimento deste assunto antes de ler o seu artigo. Entendo sua indignação e acho que em muitos pontos você realmente tem razão. A minha única ressalva e espero que você me compreenda é a seguinte: existem casos e casos. Vou explicar: eu sou negro e não fico gritando aos ventos que sou negro e que preciso disso ou daquilo. Nem mesmo fico indignado com tudo e todos. Nós mesmos (entenda-se negros), temos muitas brincadeiras que possam soar como racistas. É um erro, mas não dá pra levar tudo a sério. Eu não sou excluído por ser negro e nem você por ser branca. Como disse, "somos todos iguais". Gostei muito de seu blog, escreve muito bem e com bastante coerência. Me perdoe pelo extenso comentário. Um abraço.
Inté...

disse...

JPFOX,
Não, eu não perdoo pelo extenso comentario!!!... rsrs
Seja sempre bem vindo a comentar extensamente...
É claro que te compreendo e não generalizo. Eu é que peço desculpas se dei a entender isso. É que realmente as pessoas levantam bandeiras que são muito desnecessarias. O artigo sobre os descendentes escravos parte do governo e é aplaudido por muitos que apenas querem tirar proveito. Sabemos que vai sobrar pro povo pagar isso, como disse Cristovam Buarque e isso é ruim para todos, brancos, negros, amarelos, vermelhos, azuis...
Obrigada por deixar sua opinião aqui, espero que muitos leiam!
Abraços!

Allerson disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
palavras ao vento disse...

concerteza e um assunto polemico...sempre tem pessoas que vão se sentir discrimidada de algum jeito...temos sempre que procurar a maneira ms justa para resolver esse impasse...

Itamar (japa) disse...

"algumas coisas são justas outras nem tanto", eu acho que estas cotas acabam aumentando a discriminação, quanto ao fato de o estado pagar aos descendentes de escravo acho que não é nem um pouco justo, afinal de contas, como citou os donso dos escravos já morreram, então acho que o estado não deve pagar por erros de certas pessoas do passado, quanto ao comentario sobre porgramas sociais, é bom esclarecer que o consumo interno brasileiro é responsável por a fase do Brasil não ser tão catastrófica como em outros países, grande parte do consumo interno é devido aos programas sociais de hoje que fazem a economia girar, portanto descordo um pouco das críticas em relação aos programas socias!

saudações!!!

http://locomundojapa.blogspot.com

BRUNO disse...

Ah Renata, é quando nos sentimos como minoria que protestamos mais rsrsrsr Falando sério, eu sou a favor das políticas assistencialistas do governo, pior seria as políticas tucanas e democratas... mas quero me distanciar do cunho político... mas gostei da forma irreverente com a qual escreveu. E esse twitter, é legal msm:? tenho receio em fazer um... o q acha?

Abraços!

Moça do Fio disse...

Olá!

Concordo com você. Hoje, os excluídos são os brancos, os jovens, os ricos. Negros, e até os descendentes dos escravos agora têm direitos! Pô! Daqui a pouco, haverá uma cota pra cada pessoa. Tsc.

Odeio estas Políticas Públicas. Para mim, são segregacionistas.


Beijo.

Martha Moça disse...

Itamar, vc não falou comigo, mas eu gostaria de responder, pq quem criticou as "políticas assistencialistas" fui eu. Eu sou contra esse monte de bolsa auxílio porque sei de casos e casos de pessoas que não fazem nenhum esforço para sair de sua condição, só pra não perder a bolsa! A intenção é até boa, mas com a mentalidade da maioria que mora aqui nesse país, não funciona e mais uma vez a classe média (que não têm direito a bolsa nem assistência nenhuma) paga por um consumo que ela não consome de fato. Daí eu te pergunto na boa, vc acha isso justo?! Vale a pena a economia continuar girando a esse custo? não seria melhor encontrar uma outra solução?

Querem falar em gente excluída? Quantos programas assistencialistas vc vê para essa classe (média) por aí? A minha irmã estudou pacas pra conseguir entrar no IFETES, não é de família rica, e lá é não consegue participar de programas de estudo no exterior pq a renda dos nossos pais junta é superior a 5 salários mínimos (GRANDE COISA!) e pq ela ja viajou para o exterior.
Ora, o que uma coisa tem a ver com a outra? Primeiro que o fato dela ja ter viajado (no caso, ela ganhou a viagem!) não significa que ela tenha condições financeiras de participar de um programa de intercâmbio pago (muito menos interessante, por sinal) e segundo que o que, ora bolas, por acaso ela vai fazer turismo?!?! Ela é excluída dentro de uma escola pública! Só pq não é miserável! Chega ser uma mediocridade isso! Sinceramente, é revoltante...

Pra completar, queria deixar bem claro que não faço alusão a nenhum partido político em especial, e nem jogo a culpa em cima de algum deles (nem tucanos, nem petistas). Jogo a culpa em cima de nós mesmos! Por deixarmos essa situação chegar aonde chegou, por votarmos errado, por sermos egoístas e por aí vai... Isso tá assim ha muito tempo (antes dos petistas e tucanos) e as pessoas estão muito ocupadas pra realmente tentar mudar...

E desculpem o mal jeito (agressivo de falar), foi só desabafo! Abraços e boa semana!

Erica Narjara disse...

Ótimo texto. Parabéns pelo blog!

Guttwein disse...

Esse lance de "Desejo e Reparação" é uma furada das mais Dantescas! Minha mulher,eu, meu pai,mãe, meus avós, todos brancos e de olhos claros(qse todos os citados) e assim como vc disse,tbm nos sentimos minoria numa terra onde a micegenação rolou solta durante mais de 4 séculos...

Agora, o fato de sermos brancos não implica em sermos ricos... que tal rolar uma cota la na USP ou na Mackenzie, para menos favorecidos, independente de credo, cor ou status social? Não seria mais lógico, mais justo?! ¬¬
Mas se for o caso, por uma vaguinha na Mackenzie, passo uma argila no rosto, já que esse é o único modo de ser favorecido de acordo com o novo sistema vigente... ¬¬

Dizem que somos todos iguais, que não existe preconceito, mas experimenta vc, branco de olho claro,ir ao centro da cidade com uma camiseta escrita 100% branco e vê o que te acontece!! (qtas escritas 100% vc vê passar pela rua e não pode fazer nada, mas o oposto é ofensivo, PORQUE?)

Todos são iguais, mas tem uns que são mais iguais do que outros!

Fernanda disse...

acho que o Brasil é um país miscigenado e as pessoas se preocupam mt em dar vantagens a minoria dali, minoria de cá.

é injusto, e acho que isso aumenta mais o preconceito..

Beijos

Vinny disse...

Legal teu blog.

Visita lá o meu:

http://cineminhacompipoca.blogspot.com/

Abraços.

Bananada é 10 disse...

curtie o texto
bom post

passa lá depois

www.bananadae10.blogspot.com

Theo Moura disse...

Tb tenho pre-conceitos.
Qm não os tem?
O medo tb é um preconceito, vc se exclui porq sofre algum medo.
Sou HUMANO.
Sou errado!

Guttwein disse...

To falando, o pessoal adora ficar em cima do muro! rsrs... esse lance de "eu tbm tenho PRE-conceito e blablabla", pô, faça o favor!! ¬¬

Emilinha disse...

Rê, vc é mulher, que já sofreu tanto preconceito e conquistou seu direito de votar, de ter salários iguais aos dos homens, garantindo seus direitos trabalhistas, então, não tá sozinha nem excluída...rs. Brincadeiras à parte, acho meio demagogo pagar $$$ pelos erros do passado, como fizeram pela família dos torturados na ditadura, porque não vai trazer ninguém de volta. Investir contra o preconceito é o melhor caminho. Bjks- adorei a trilha sonora, de muito bom gosto!!!

Raphaela Benetello disse...

curti o blog!!
Parabéns!!
visite o meu: www.tamobem.blogpot.com

Anônimo disse...

Um texto horroroso de um blog pior ainda escrito por uma pessoa sem o mínimo de consciência histórica.
Ler isto me fez sentir vergonha alheia.

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Renata, a história de vida da moça lá na postagem mexe mesmo com a gente, faz com que a gente reveja valores, atitudes...enfim...faz pensar...
Quanto a sua indignação aqui, é mesmo um assunto polêmico, é quehoje em dia todo mundo quer tirar uma casquinha, levar vantagem de alguma forma, acho que existem os dois lados da questão, preconceitos ainda existem sim, e são muitos, e o que hoje acho pior é que ele não se manifesta claramente, além de não esar ligado a cor, credo ou sei lá o quê mais, acho que o preconceito maior hoje está ligado no "ter", quem tem não importa se é negro, muçulmano, deficiente, gordo ou magro, aliás existe também um preconceito na forma, gordinhos também sofrem preconceito, a beleza hoje em dia conta muito também...e já que é para protestar deixo aqui a minha indignação contra os baixinhos...rsrs...e falo em prol de minha pessoa...rsrs
Chega de bobagem...boa quarta para voc~e, este assunto rende...um abraço na alma..rsrs

Elcio Tuiribepi disse...

Ahh...mantenha a música...valeuuu

Martha Moça disse...

hahaha esse anônimo ficou com vergonha do absurdo que ele escreveu, isso sim! de outra forma teria assinado...

Fernando Leroy disse...

Porque não se preocupar e investir na formação de crianças e adolescentes que se perdem no mundo das drogas e da violência? Estou indignado, mas respeito o sofrimento e tudo o que foi feito com esses brasileiros tão prejudicados pela ignorância do homem. Acho que para compensar isso, o governo deveria persistir arduamente na luta contra o racismo e a desigualdade social. Rê, deixei um comentário lá no Circo sobre as opiniões dos participantes do post "Na rede digital, alguns ganham fôlego, outros perdem". Abraços!

disse...

Toda vez que aparece alguém aqui com um pensamento contrario ao meu comenta no anonimato.
Povo de Deus, não precisa omitir a identidade, aceito todas as opiniões. Basta ser educado e ter bom senso, não precisa ofender, ter má educação e se mostrar obtuso.

Itamar (japa) disse...

Olá Renata, desculpe a demora pra comentar aqui, mas referente ao que disse nossa amiga em relação aos programas sociais e tals, se ela conhece uma penca de pessoas que usam o bolsa família de forma irregular, ela que denuncie as pessoas, claro que dentro de um programa social tão grande vão existir estes casos, existem pessoas que são vagabundos mesmo e não querem saber de nada, sempre vai ter, assim como existem pessoas que não necessitam do auxílio existem as que precisam e muito, porém deve ser fora da realidade da "classe média" de nossa amiga, eu não acho justo que as pessoas morram de fome enquanto o dinheiro que pode ser usado pra matar a fome das pessoas está sendo usado pra pagar estudo de playboy em faculdades públicas destinadas ou que deveriam ser destinadas a quem precisa. (não estou me referindo ao caso dela, que fique bem claro, pois nem a conheço muito menos sua condição social) me refiro a muita gente que eu conheço que é filho de grandes empresários (tenho um amigo que é dono de uma empresa de cimento uma das maiores do sul, e mais alguns que não necessitam de ensino público) e estudam em duas universidades públicas (UFPR E UTFPR), ou seja, fazem dois cursos em faculdades públicas o que poderia ser destinada a quem realmente precise, mas na real serve pra poupar dinheiro pra gasolina de um de seus carros importados... Isso é justo???
Referente aos programas sociais em que tinha me referido anteriormente, que gira a economia nacional, é fato, mas é lógico que quem lê a Veja e vê a globo, não está apto a entender estas coisas, como por exemplo um dado (quem quiser confirmar que procure no Google) em que a Classe c foi a classe que mais consumiu nesta fase de “crise” e que com o auxilio dos programas sociais o Brasil diminuiu o número de miseráveis como nunca aconteceu antes (onde os governos se preocupavam apenas com a classe dominante e foda-se o povo), então o comércio interno foi o que ajudou o Brasil a não estar mais “atolado” na crise como em outros países(por incrivel que pareça até a extrmamente oposicionista Mirian Leitão se dobrou a isso).
A menina ai que fala em egoísmo(?), se diz injustiçada pelo fato da irmã dela não ter aprovado o programa pra estudar no exterior, acredito que deve existir outros motivos, ou não, não sei, mas é um direito dela ficar magoada!
Com todo respeito! Saudações!!!!

v.adena disse...

Oi Re!

Esse assunto rendeu, hein? Eu queria ter tempo pra ler e responder decentemente... mas não tenho.

Queria falar dos índios, já que estamos falando de raças e excluídos. Queria falar de como eles, com todas as vantagens que têm, ainda fazem pedágios em estradas federais pros caminhos e carros de passeio, de como eles querem (e gostam) de todos esses privilégios, mas não querem se igualar. Explo, enquanto uma pessoa, que paga seus impostos, trabalha, etc, espera um mês (mais ou menos) pra poder ter uma ressonância magnética liberada pelo SUS, um índio tem esse exame liberado na hora, no máximo de um dia pro outro, aqui no Mato grosso. Isso é um absurdo. Concordo com os direitos à terra (essa reserva Raposa do Sol foi um exagero), etc, mas desde que eles fiquem na deles... tem até faculdade pra índio!! Quer ter coisa de branco (aliás, de não-índio)?? Então vai tirar um RG e vai começar a pagar imposto como todo cidadão.
Nem vou entrar no mérito das cotas e do tema do blog pq já falaram bastante e eu ainda não li tudo.

Beijos!!

Wander Veroni disse...

Oi, Rê!

Sou negro e nunca participei de cota nenhuma. Pra falar verdade, nunca quis participar. Sou contra esse tipo de benefício que ao invés de ajudar, promove ainda mais o preconceito. Gostei do comentário da Martha no final e assino em baixo: vamos ensinar o povo a pescar - e a sair da linha da ignorância.

Beijos :D

Martha Moça disse...

Hahaha ótimo o Victor no meio do Mato falando de índio! Cada um com seus problemas! rsrs =p

PS.: brincadeirinhas a parte, ele tem razão...

Paulo Tamburro disse...

Estes debates são interessantes.

E acho que deveríamos incentivar mas, aprática deste tipo análise.

Nos meus blogs, como você sabe (pretendo sejam de humor(rsrs) eu procuro trazer certos assunto para debate, mesmo na levez das brincadeiras.

Um grande abraço.

Caio Reis disse...

Ótimo post!
A Constituição Federal diz que um dos objetivos da República Federativa do Brasil é "erradicar a pobreza e a marginalização E REDUZIR AS DESIGUALDADES SOCIAIS". E o que a República Federativa do Brasil faz? Cria cotas. Para negros, para estudantes de escolas públicas. Ao invés de investir em uma educação de qualidade, garante o ingresso fácil de um estudante de escola pública em uma faculdade. Aumenta ainda mais as desigualdades sociais. Ao invés de erradicar o preconceito, fomenta essa diferença de raças.
Pobre Constituição. Continua só no papel.

Martha Moça disse...

Bravo! falou pouco, mas falou bonito!! rsrs