segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novamente


Por algum tempo não nos encontramos, nem mesmo nos falamos.
E de repente ele estava ali, na minha frente.
Nos olhamos.
Não era preciso falar, apenas nos abraçamos.
Passei minha mão em seu rosto tão familiar e pude sentir a barba por fazer.
Gostava disso.
Recostei minha cabeça em seu peito e suas mãos afagaram meus cabelos.
E conversamos.
Somente o que necessitava ser dito dentro do quarto que tanto compartilhamos.
E rimos.
E sorri ao vê-lo mais uma vez rindo das minhas histórias, minhas palavras inquietas.
Nos abraçamos de novo e nos beijamos.
E nos amamos.
E quando novamente ele se foi, senti meu coração amá-lo ainda mais.
É pra sempre.
Amo... pra sempre.


domingo, 10 de outubro de 2010

Não há regras...


Ontem, um sábado frio e chuvoso, uma amiga perdeu seu companheiro, marido, amigo, amor...
Ele tinha apenas 28 anos e se foi assim, de repente. Uma dor no peito e nada mais poderia ser feito!
Foi quase impossível olhar nos olhos dela, tamanha sua dor, sua dúvida, sua perplexidade diante dessa situação inacreditável. Uma pequena que ilumina por onde passa, ontem estava 'apagada', mas ela é forte e Deus está ao seu lado e superará esse momento.

Fica a certeza que sempre é tempo de distribuir sorrisos para os que estão a nossa volta. Palavras de carinho, coração aberto, telefonemas apenas para dizer a saudade que se sente, apenas para perguntar se tudo está bem. E dizer sempre "eu te amo"!!
A vida é breve e nos surpreende a cada esquina, não dá pra deixar pra amanhã os amigos, a família, o companheiro... Viva!

Força Raquel Theo...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pára-raios de Maluco - Eu!


Alguém aí já foi abandonada no meio de um encontro??? Abandonada mesmo, deixada pra tras, no meio da calçada??

Eu já!!!!!!

Nesse último sábado saí com um rapaz que é, no mínimo, um chato de galocha. Foi um segundo encontro, então posso afirmar isso depois de um primeiro encontro e uma semana inteira de conversas via msn. Mas sabe aqueles sábados em que você não tem nada para fazer e se recusa terminantemente a ficar em casa?

O primeiro encontro foi levado na boa com mais dois amigos a mesa que sustentaram uma boa conversa. Porque a todo momento que eu ficava sozinha com a criatura o único plano dele era me levar para a casa dele, que é dos pais, para trepar a noite inteira. Não havia conversa: era ele tentando e eu recusando.

Durante a semana seguinte sempre que o encontrava conectado as frases usuais dele eram “hummm... esse friozinho está bom para...” ou “queria você na minha cama agora...”. Minhas tentativas de desenvolver uma conversa um pouco mais inteligente fracassavam a todo o momento.

E de tanto o moço insistir num novo encontro, aceitei.

Encontro marcado para as 21h. As 21.10 liguei querendo saber se ele havia desistido, afinal minha tolerância de atraso havia acabado. Ele respondeu que já estava chegando. Mais dez minutos e liguei mais uma vez: “E aí? Ta aonde?”. “Já estou na sua rua!!!” Meu bairro é tão pequeno que dá para percorre-lo em 1 minuto e meio. E ele levou mais dez minutos...

Bem, o que fazer alem de ficar irada e mandar um pequeno esporro quando entrei no carro?

- Oi, tudo bem? - ele pergunta esperando um beijo.

- Tudo bem, mas não faça mais isso. - sem beijo e olhando bem nos olhos dele.

- Isso o que?

- Esse atraso. Não faça mais isso. Você me deixou esperando meia hora embaixo de chuva. Eu detesto que me larguem esperando e sabe por quê? Porque sou pontualíssima, não deixo ninguém esperando até por uma questão de educação.

- Poxa amor (amor??? Quem te deu essa intimidade??) ainda são nove e dez.

- Alem de tudo não sabe ver horas. Mas tudo bem, já foi. Vamos passar uma noite agradável sem tocar mais nesse assunto.

Silencio.

Conversamos amistosamente no carro e prosseguimos com o plano inicial de algum lugar tranqüilo onde eu pudesse beber um bom vinho e ele uma cerveja, em garrafa. Sim porque alem de chato é um pão duro do cacete. Não pode ir a um lugar onde a cerva é long neck: É muito mais caro, oras!!! (Eu já devia saber, afinal tive que rachar a conta do primeiro encontro.)

Bem, eu prossegui com esse plano. Ele já tinha outra coisa em mente.

Quando eu pedi para que ele parasse em algum lugar para que eu comprasse cigarros, ele parou, eu fui comprar e quando eu voltei........... Cadê??? Cadê???? O moço foi embora, me abandonou... rsrsrs

Eu tinha três opções: sentar e chorar; esbravejar como uma louca ou acender meu cigarro e seguir tranquilamente para a casa. Prossegui tranquilamente e tive uma agradável surpresa: encontrei um amigo saindo do supermercado. Conversamos por alguns minutos e nem precisei pensar duas vezes quando ele me convidou para ir para a sua casa. O vinho estava ótimo, a cia excelente e a noite terminou de forma inesperada e muito melhor do que eu podia esperar.

E antes dele me levar para a casa ainda fez a gentileza de passar na minha seção eleitoral para que eu votasse e não precisasse mais sair de casa, podendo descansar por todo o domingo chuvoso!!!!

E pensa que a história terminou aqui??

No domingo à noite o sujeito xarope me ligou dizendo que estava passando mal e sem ar (????? Então pra que me ligou??? Devia ter ligado para um médico). Pediu desculpas dizendo que estava passando muito mal e por isso tinha ido embora (????????????? O que eu podia fazer alem de rir???) Disse que também ficou chateado pelo esporro que tomou e que parecia que eu não estava a fim de estar com ele. (e não estava mesmo, mas queria sair... sacrifícios devem ser feitos de vez em quando, né?) Ficou repetindo essa historinha e, pasmem, pediu para remarcar para o próximo sábado!!! (só posso pensar que ele é desprovido de qualquer inteligência)

Ele pediu, né? Tomou outro esporro. Sarcasticamente eu disse que estava tudo bem e desliguei o telefone. Tenho certeza que essa criatura sem noção insistirá mais algumas vezes. Só não sei se é por vontade de me ‘pegar’ ou de me fazer perder a paciência.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E de tanto gostar...


Gosto de boas conversas

e gosto também de ficar quietinha de vez em quando

Gosto de mãos dadas

Gosto de longos abraços

Gosto de paparicar, de presentear

Gosto de dias nublados

Gosto de fazer vontades para depois cobrar com favores sexuais... rs

Gosto de sexo!!!

Gosto de estar apaixonada

Gosto de beijar atrás da orelha

Gosto de ir a livrarias e percorrer junto as prateleiras

Gosto de café na cama

Gosto de ficar na cama

Gosto de rir

Gosto de pés descalços

Gosto de viajar, de conhecer

Gosto de fazer compras a dois

Gosto de olhar no olho

Gosto de toques e sorrisos

Gosto de filmes românticos

Gosto de lembrar

Gosto de banhos quentes

Gosto de falar de mim

Gosto de longos telefonemas

Gosto de Sinatra a dois

Gosto................

Parei para pensar...

e sorri

e me vi

Gosto de parar para pensar e me perguntarem em que estou pensando

* - gostamos de muitas coisas...

- sorriu , se viu...???

acho que agora fiquei piegas, né?

* - não...

- imagino quão ardorosa deves ser...

Ultimamente estou tentando não gostar tanto para não me machucar

Mas se for avassalador... aí não tem jeito

domingo, 26 de setembro de 2010

O Duelo

"A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só
hahaha, hohoho Ela tem é uma só"

Não existe nada mais nojento na face da terra!

Claro que existe, mas falando assim a coisa toda fica mais dramática!!!

Tudo aconteceu quando eu estava lavando a louça em casa à tardinha, aquela que os filhos vão largando depois que você já arrumou a cozinha depois do almoço: milhares de copos, alguns talheres, canecas, xícaras. Parece que mora um batalhão quando na verdade somos só 4! Distraída, com a TV ligada em algum programa sensacionalista, vi passar algo correndo pelo chão. Algo minúsculo e marrom. Aquele ser odiado por 99% das mulheres, com suas patinhas serrilhadas e peludas, suas anteninhas movendo-se sem parar, seu corpinho cascudo que estala quando algum ser humano macho insiste em matá-la com um pisão. Sim, porque nós, mulheres, matamos de forma mais sutil.

Então pensando em toda sutileza que poderia usar contra aquela minha inimiga mortal, me armei com uma vassoura numa mão, um inseticida na outra e troquei os chinelos pelas galochas. Pedi aos céus para me ajudar naquela luta feroz e entrei na arena. Minha adversária olhou para mim e correu para debaixo da mesa. Arrastei a mesa e ela veio para cima de mim. Com um grito, dei um pulo pra trás e por alguns momentos a perdi de vista. Foi o suficiente para ela correr para embaixo da geladeira e me fazer ajoelhar diante de seu esconderijo. Sem piedade mandei um jato de inseticida em sua direção e ela parecendo já adivinhar meus movimentos dessa vez correu para debaixo do freezer. O inseticida não foi suficiente, então tratei de enfiar a vassoura por todos os lados. O que a fez mais uma vez vir em minha direção, me atacando de forma brusca sem dar tempo de me defender. Caí sentada e senti que lágrimas começariam a escorrer pelo meu rosto. Estava cansada, mas não poderia desistir. Não!!! Aquele pequeno bicho escroto não haveria de me vencer tão facilmente. Me levantei e olhando ao redor pude avistá-la em um canto perto da porta querendo sair. Será que estava tentando buscar ajuda? Ela não tinha cara de que fugiria de mim. E então, sem pensar muito arranquei uma das galochas e joguei em sua direção. Errei quando ela se mexeu. Minha adversária não demonstrava o menor cansaço, enquanto que eu já estava suando e respirando com um pouco de dificuldade. Tinha que acabar logo com aquilo ou ela me venceria. Num golpe de sorte a vi encurralada entre um dos cantos da cozinha e o pé de uma cadeira. Não pensei duas vezes, fui em sua direção com o spray de inseticida já engatilhado e BOOM, dei uma longa espirrada em seu corpo cascudo! Primeiro pensei que ela morreria afogada. Mas ela conseguiu sair da poça de veneno cambaleando sem saber pra onde se dirigir. Peguei a vassoura novamente e a coloquei de barriga pra cima. Sem conseguir se virar, como uma tartaruga com seu casco virado, a bichinha mexia suas patas nervosamente até que foi parando, parando, parando e parou. Ela sufocou! Morreu.

Tudo estava bagunçado ao meu redor, um verdadeiro caos. O duelo foi digno de transmissão pela ESPN em horário nobre, um clássico!

Peguei um pedaço de papel e como uma guerreira que acaba de cumprir sua missão ganhando uma batalha, retira o corpo inerte da barata para o lixo.

Mais uma vez, bem venceu o mal!!!!

"La cucaracha, la cucaracha
Ya no puede caminar
Porque no tiene, porque le falta
Marihuana pa' fumar"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Impasse


Sabe quando você precisa decidir algo importante que não está ao alcance do seu entendimento, você pede conselhos a especialistas e cada um diz uma coisa????

Que situação...

Essa semana me vi assim. Meio boba, jogada de um lado para o outro sem saber o que era certo ou errado.

Graças a Deus não é uma decisão de vida ou morte. Mas é algo que mexe de certa forma com a saúde de meu filhote. Meu caçula entrando na adolescência, colocando o famoso e hoje tão usual aparelho ortodôntico se viu num impasse: extrair ou não seus caninos? E assim começa a novela – ortodontista diz que tem que extrair, odontologista diz que não extrai. Pergunta pro amigo do consultório ao lado e ele concorda, nada de extrair canino. Pergunta para a irmã, bam bam bam ortodontista e ela diz, nesse caso, extrai sim. E assim prossegue. Foram ao todo 7 “tiradentes” e acabei ficando ainda mais confusa!! E cada um deles com teses belíssimas contra ou a favor. E eu, completamente leiga em se tratando de correções bucais me vi sem saber para onde correr.

O impasse continua.

Amanha todos os exames, moldes e tals de João seguem para outra cidade para novamente serem analisados por outros especialistas.

Aí você pode me perguntar: não é frescura demais??? “Arranca” logo esses dentes. Mas meu filhote é carnívoro, seus caninos farão falta. E essa história toda mais tarde será excelente de se contar e poder dizer: “Ihhhhh, a boca desse rapaz já deu muito trabalho!!!” (Opa, no bom sentido, claro!!...rsrsrs.)


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão"

Cartaz de setembro - Sesc Teresópolis

Viajar é sempre bom. Viajar em meio a amigos, melhor ainda. Mesmo que seja uma viagem curta!

Apertados numa van, colocamos o pé na estrada para apresentação fora da cidade. Todos animadíssimos, sem o mau humor típico de quem vive na madruga e não suporta acordar cedo. Acordar cedo num sábado chuvoso então, é a morte. Mas que nada! Mais um espetáculo seria realizado e isso era motivo de sorrisos.

Como todos já conheciam o caminho, Dramins foram distribuídos para que as curvas enfadonhas não causassem transtornos no meio do percurso. Com a estrada em obra fizemos 3 paradas obrigatórias. Festa para os fumantes!!!

Piadas, lanchinhos e conversas descontraídas deram o tom e a viagem de duas horas e meia nem foi sentida.

Ao chegar, trabalho duro, montagem de cenário, luz e som tomaram todo o dia. Apenas pequenas pausas para almoço e uma voltinha breve nos arredores do Sesc.

E falta pouco. Hora de figurino, cabelo e maquiagem!!

Primeiro, segundo e terceiro sinais... Pé no palco. Casa cheia!!! Minha cena passa rápida demais e quando me sento a fundo para o transcorrer de toda a peça, posso me deliciar com as reações de uma platéia tão generosa que ri muito, sofre muito e (que bom) aplaude muito.

E acabou. Bom demais.

Desmontar tudo e colocar na mala é fácil. Todos estão exaustos, mas felizes pelo excelente resultado que tivemos. No caminho de volta a conversa é uma só: o que deu certo e o que deu errado nessa noite. E o saldo é positivo. E mais uma vez a alegria tomou conta da viagem. De volta a Petrópolis a comemoração é certa!!! Cerveja, caipirinha, um queijinho e, sempre, só sorrisos!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tentando


"Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu"


Ela se debruça na janela pela manhã, sente o cheiro da primavera que desabrocha em tons de lilás e percebe que há muito que fazer nos próximos dias. Precisa colocar os sentimentos em ordem e começar a caminhar de volta a vida que a tanto está perdida. Isso significa limpar as gavetas do coração, jogar fora todas as tranqueiras que guardou nos últimos anos, tirar o pó do que ainda merece ser guardado e expor o que um dia deixou pra trás de forma errada e tinha que ser recuperada em prateleiras altas e firmes.

O dilema maior era escolher o que deveria ficar e o que deveria ir embora.

Eram tantas coisas, tantas recordações, tantas palavras ditas...

Quais os momentos que mereciam ser lembrados? Quais as fraquezas deveriam ficar para que sempre se lembre que nada pode ser feito sem ter conseqüência? Quais os medos mereciam ficar ali no cantinho para saber o que deveria ser repetido e o que não deveria?

A vida ensina, mas às vezes não se assimila.

E sem mais nem porque ela resolve deixar tudo como está. Isso não é o certo, mas era o que ela estava acostumada a fazer: deixar as coisas se acomodarem sozinhas achando que tudo ficaria bem. Mais uma vez ela achava que poderia esconder os restos de um mundo sofrido embaixo do tapete.

E ali, naquela janela, observando atentamente o movimento da vida, ela resolve deixar tudo em aberto na expectativa que ainda seria feliz sem ter que arrumar a bagunça que deixara pra trás. A bagunça do coração lotado de coisas que deveriam ser entregues de vez ao passado.

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